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Um milhão e meio...

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Parece número de operadora de telefonia?
Não, não tem nada a ver.
Mas, você faz idéia da importância de 1,5 milhão e ligações?
O tema e o número me mobilizam...
Se perguntarem se eu tenho um sonho social para sonhar junto com alguém, não terei dúvidas em responder.
Meu sonho coletivo e pelo qual luto cotidianamente é...
Acabar com a violência contra as mulheres.
O número do título representa o total de ligações do Ligue 180, no período de abril de 2006 a outubro de 2010.
Fatores como a Lei Maria da Penha, o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, melhorias tecnológicas e capacitação de atendentes são responsáveis por esse crescimento.
Período
De janeiro a outubro, a Central de Atendimento à Mulher contabilizou cerca de 615 mil atendimentos – um aumento de 128% em relação ao mesmo período de 2009.
O perfil
Os relatos de violência revelam que 93,2% das denúncias são feitas pela própria vítima; 68,3% das vítimas sofrem crimes de lesão corporal leve e ameaça; 57,7% das vítimas sofrem as agressões diariamente; 50,3% das vítimas se percebem em risco de morte; e 38% das vítimas apresentam tempo de relação com o agressor superior a 10 anos. 
O perfil do agressor 
Dos 95,5 mil relatos de violência, a maioria dos agressores são os próprios companheiros ou ex-companheiros das vítimas em 69% das situações. Do total desses relatos, 55,9 mil foram de violência física; 24,6 mil de violência psicológica; 11,3 mil de violência moral; 1,6 mil de violência patrimonial; 2 mil de violência sexual; 386 de cárcere privado; e 68 de tráfico de mulheres. 
A maior parte das mulheres que entrou em contato com a central tem entre 20 e 49 anos, é casada e cursou até o ensino médio. Declaram ter filhos 84,7% das vítimas, destes 67% presenciam a violência e 17% sofrem agressão junto com a mãe. 
A maior concentração 
Em números absolutos, o estado de São Paulo é o líder do ranking nacional, registrando 87.088 atendimentos. Em segundo lugar vem à Bahia, com 9,48% (58.413). Em terceiro, está o Rio de Janeiro com 7,3% (45.019). 
A ferramenta necessária 
Continuar denunciando.

4 comentários:

Querida Beth, tudo bem?
Creio que depois desses números que você mostrou, nem dê para dizer que "esteja tudo bem", não é mesmo?! É assustador.
Mas, como você disse: há que se denunciar sempre!
Eu mesma, fui vítima de violência, agredida pelo meu ex-marido, um verdadeiro psicopata, canalha! Passados mais de 15 anos, seu nome ainda consta nos registros da Justiça Criminal!
Parabéns , amiga, pelo post!
BEIJOSSSSSSSS

Beijos querida.
Não, está tudo bem.
Mas temos que reconhecer que avançamos muito. Os números não mentem...rsrsrsrs
Assim como você, já sofri este tipo de violência. Por isso não descanso e procuro dar a minha contribuição de alguma forma.
Valeu pelo apoio.
Bom domingo.

Beth, eu tenho uma decepção enorme com a justiça, desde a parte criminal até a vara de familia.
A corrupção é tão grande que é a causa de apenas 2% denunciar. Passamos por humilhações, perseguições, mesmo estando separadas, ou melhor, a retaliação é pior.

Francamente, não vejo solução a médio prazo, porque se trata de um problema cultural.

beijos

Querida Beth:
Sim, denunciar é preciso, mas no meu ponto de vista o que é mais necessário é ajudar essas mulheres por meio da conscientização. O mulherio está precisando de centros de ajuda psico-social, pois senão vão continuar sofrendo a violência já que esta é "permitida" por ignorância, falta de consciência ou baixa auto-estima.Que tal a capital federal dar o exemplo da criação de centros de ajuda, principalmente agora que teremos uma presidenta? Você não poderia começar o disse me disse? rsrs
abração

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