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FAO e a Fome combinam?

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Sim, quando o objetivo da primeira é aniquilar a segunda.
Nos anos ¹90, a cada dez brasileiros, quatro eram miseráveis. Hoje a proporção é de um para dez. O ganho é indiscutível. Mas o desafio ficou maior: erradicar a miséria pressupõe atingir a bastilha da exclusão que no caso do Brasil tem uma intensidade rural (25,5%) cinco vezes superior à urbana (5,4%).

O cenário da América Latina e Caribe inclui relevo semelhante com escarpas mais íngremes. Cerca de 71 milhões de latinoamericanos e caribenhos são miseráveis que representam 12,9% da população regional, distribuídos de forma igual entre o urbano e o rural: cerca de 35 milhões em cada setor. A exemplo do que ocorre no Brasil, porém, a indigência relativa na área rural, de 29,5%, é mais que três vezes superior a sua intensidade urbana (8,3%), conforme os dados da Cepal de 2008”.
(José Graziano da Silva)

-A FAO finalmente reconheceu papel do Brasil e do ex-ministro do governo Lula, José Graziano nas políticas de combate à fome, e elegeu o brasileiro para comandar o organismo intencional. Não foi uma eleição com folga, mas o apoio dos países asiáticos, africanos, árabes e sulamericanos – que fazem parte da FAO -, definiu a eleição por uma diferença de apenas quatro votos.
-Em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff em nota oficial ontem (26/06), afirmou que a vitória de José Graziano da Silva na eleição para dirigir a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) significa o reconhecimento da contribuição dele nas ações do governo brasileiro de combate à fome. Para ela, o resultado reconhece, ao mesmo tempo, o esforço do próprio país para colocar o tema na agenda internacional nos últimos anos.

Nota do governo Brasileiro:
“Com enorme satisfação recebo a decisão dos países membros da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) de escolher o candidato brasileiro, José Graziano da Silva, para o posto de Diretor-Geral da entidade, nas eleições que tiveram lugar em Roma no dia de hoje.
Sua reconhecida contribuição na formulação da bem-sucedida estratégia governamental de assegurar o direito dos povos à alimentação, aliada às sólidas credenciais acadêmicas e o profundo conhecimento da FAO, acumulado à frente do escritório regional da entidade em Santiago, conferem a José Graziano qualificações essenciais para o cargo que ocupará nos próximos quatro anos. Obviamente com repercussão também no Brasil, ajudando na consolidação do Programa Brasil sem Miséria.
A vitória do candidato brasileiro reflete, igualmente, o reconhecimento pela comunidade internacional das transformações socioeconômicas em curso em nosso País - que contribuem de forma decisiva para a democratização de oportunidades para milhões de brasileiras e brasileiros -, bem como o compromisso do Brasil de inserir o combate à fome e à pobreza no centro da agenda internacional. Um objetivo possível de ser alcançado com o fortalecimento do multilateralismo e com o aprofundamento da solidariedade e da cooperação entre as nações e os povos.

Ao cumprimentar meu amigo José Graziano pela eleição, desejo-lhe muito êxito em sua nova missão, para a qual poderá contar com o apoio firme do Governo brasileiro”
¹Só lembrando que nos anos 90, nem Lula e nem Dilma eram presidentes do Brasil.

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