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O Povo é Burro! Assim falava o Encrenca...

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Depois de Eduardo e Mônica do Renato Russo, agora é Léo e Bia de Oswaldo Montenegro.
O 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro deste ano está deixando os  brasilienses mais que orgulhosos. 

Fui assistir ao filme Léo e Bia e tive uma grata surpresa em relação ao cunjunto da obra. Com excelente roteiro, boa iluminação, trilha sonora de preencher os ouvidos e, um único cenário que parece ser vários, pela capacidade criativa do cineasta. É em um galpão que se desenvolve toda a trama.

O filme conta a história de um grupo de amigos de classe média que vivia em Brasília no início dos anos setenta, em plena ditadura militar, que sonhava em fazer e viver de arte, especialmente do teatro. 

O roteiro é entrelaçada por conflitos sociais, amizade, amor, sexo, sexualidade, drogas, opressão e violência familiar, censura, e resistência ao regime militar instalado no brasil; por meio da arte de fazer teatro. Era o que se chamava na época de Esquerda Festiva (saiba mais aqui).

Tudo isto contado e cantado de forma leve, sátira, ácida, alegre e com recursos técnicos/visuais muito interessantes. Eis aí o mote que o Oswaldo encontrou para prender a platéia e ganhar muitos aplausos: Contar coisas sérias de forma descontraída.

No elenco  não há "grandes estrelas". A mais famosa é a Paloma Duarte – com uma excelente interpretação. Os demais são jovens atores, atrizes e músicos, de grande talento.

A maior parte da trilha sonora é do próprio Oswaldo, interpretada ora por ele, ora por outros, com a contribuição de um magnifico efeito sonoro.

A personagem mais engraçada do grupo chama-se Encrenca. E dele as duas frases mais ácidas sobre  o suposto apoio da polpulação à ditadura militar: 

"A ditadura pode ser justa em momento de perigo. Mas, é um perigo pensar assim"
"A ditadura não tem nada a ver com sexo, mas com estupro!".
E conclui: O povo é burro!

Léo e Bia é baseado no musical homônimo dos anos 80, que atraiu para os teatros mais 500 mil espectadores.
Bem, todos sabem que não sou nenhuma especialista em crítica teatral. Portanto, revelo aqui apenas o meu olhar.
Deixo também uma sugestão: Quando o filme entrar em circuito nacional, se puderem, assistam.
Com certeza irão gostar.
Um abraço.
Bom final de semana.
Beth Muniz

2 comentários:

Muito bom! O cinema brasileiro está cada vez mais contando nossa história.

Mas penso que em toda história tem momentos de insanidade, a ditadura tem a ver com alguns de nossos conceitos de direção. Alguns pensam que combinar com todos demora muito...

Vou anotar para ver!

Bjs!

Querida Beth
Tive oportunidade de assistir vários musicais de Oswaldo Montenegro!
Este filme é uma excelente dica cultural!
Imperdivel!
É muito bom saber que este enredo mostra a verdade do sórdido passado repressor, mais
profundamente produtivo nas artes em geral!
Uma ótima semana!
Beijos

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