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Ah... tá com pulga na cueca, tá sim, vai coçar...

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"Sat wuguga sat ju benga sat si pata pata
Sat wuguga sat ju benga sat si pata pata 
Sat wuguga sat ju benga sat si pata pata 
Sat wuguga sat ju benga sat si pata pata"...

É claro que o refrão que dá nome ao título do texto foi uma brincadeira bem humorada que os brasileiros fizeram, quando a música Pata Pata estourou nas paradas de sucesso em todo o Brasil.

Miriam Makeba
(1932 - 2008)

Apelidado de Mama África, cantora sul-africana e ativista dos direitos civis na África do Sul, ajudou a popularizar a música nativa em todo o mundo na década de 1960

Mais conhecida pela canção "Pata Pata", gravada primeiramente em 1957 e lançada nos EUA em 1967, Miriam excursionou com vários artistas populares, como Harry Belafonte, Paul Simon, e seu ex-marido Hugh Masekela.

Em campanha ativa contra o sistema Sul-Africano de apartheid, regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994 pelos sucessivos governos do Partido Nacional na África do Sul, no qual os direitos da grande maioria dos habitantes negros foram cerceados pelo governo formado pela minoria branca.

Como consequência do seu ativismo e sucesso mundial, o governo Sul-Africano revogou sua cidadania e direito de regresso ao seu país.

Após o fim do apartheid, voltou para casa, onde morreu em 10 de Novembro de 2008, após a realização de um concerto organizado para apoiar o escritor Roberto Saviano em sua posição contra a Camorra, uma organização mafiosa local na região da Campânia.

Cesária Évora
(1941 – 2011)

Nasceu em Mindelo, São Vicente (Cabo Verde). Quando tinha sete anos de idade seu pai (que era um músico em tempo parcial, morreu). Com a morte da mãe tempos depois, foi juntamente com os seis irmãos colocada em um orfanato. Aos 16, foi convencida por um amigo a cantar em uma taverna frequentada por marinheiros, ficando conhecida dos comandantes dos navios de cruzeiros que atracavam em Mindelo. Sua outra atividade de sobrevivência financeira era cantar na rádio local.

Mas foi somente em 1985, quando a convite do cantor cabo-verdiano Bana, Cesária conseguiu se apresentar em Lisboa (Portugal), onde foi descoberta pelo músico José da Silva que a convidou para gravar um disco em Paris.
O sucesso internacional veio em 1988 com o lançamento de seu primeiro álbum, La Diva Aux Pieds Nus gravado na França. O segundo (1992) Miss Perfumado, vendeu mais de 300.000 cópias em todo o mundo incluiu uma de suas canções mais célebres, "Sodade".

Em 1995 ganhou o primeiro Grammy Award. Em 1997, o prêmio KORA (Music Awards Africana) em três categorias: "Melhor Artista da África Ocidental", "Melhor Álbum" e "Mérito da Júri ". Em 2003, seu álbum de Voz d'Amor foi premiado com um Grammy na da categoria música Mundo.

Cesária é conhecida por cantar a morna - gênero musical e de dança de Cabo Verde. Tradicionalmente tocada com instrumentos acústicos, a morna reflete a realidade insular do povo de Cabo Verde, com romantismo intoxicante dos seus trovadores e o amor a terra (ter de partir e querer ficar). Morreu no dia 17 de dezembro de 2011, aos 70 anos.

Tia Ciata
(1854 – 1924)

Nascida em Salvador, aos 22 anos levou o samba da Bahia para o Rio de Janeiro. Foi a mais famosa das tias baianas (na maioria iyalorixás do Candomblé) que deixaram Salvador por causa das perseguições policiais do início do século. No Rio de Janeiro foram morar na região onde fica hoje a Cidade Nova (Sambódromo), Catumbi, Gamboa, Santo Cristo e arredores da Central do Brasil. Na cidade conheceu Noberto da Rocha Guimarães e com ele teve uma filha. O caso de amor não de certo e ela se separou. Para se sustentar foi trabalhar como quituteira na Rua Sete de Setembro (Centro).

Sempre paramentada com suas vestes de baiana, era por meio da comida que ela expressava suas convicções religiosas e sua fé no candomblé, religião proibida e perseguida naqueles tempos, e perseguida nos atuais.

Tempos mais tarde Tia Ciata casou-se com João Batista da Silva, que para aquela época era um negro "bem-sucedido na vida". Deste casamento resultaram 14 filhos. A relação com João Batista foi fundamental para a sua afirmação na Pequena África

Partideira respeitada, cantava com autoridade, respondendo aos refrões das cantigas nas festas que se arrastavam por dias. Tia Ciata cuidava para que a comida estivesse sempre quente e saborosa, e que o samba nunca parasse. Em sua casa reuniram-se os maiores compositores e malandros musicais como Donga, Sinhô e João da Baiana, nos saraus. A hospitalidade dessas baianas fornecia a base para que os compositores pudessem desenvolver a origem do samba.

A casa da Tia Ciata na Praça Onze era tradicional ponto de encontro de personagens do samba carioca. Tanto que nos primeiros anos de desfile das escolas de samba era "obrigatório" passar diante dela, antes de seguir para o desfile oficial. Tia Ciata é considerada ainda hoje a mãe do samba carioca. 
É com estas três mulheres negras e maravilhosas, que com as suas lutas e sonhos, contribuíram para a construção de um mundo melhor e mais alegre, que presto a minha homenagem a todas as mulheres, neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
Fonte: Wikipedia, GRES Portela, Travessia.

5 comentários:

oi amiga querida, vim lhe dizer que amei os resumos que fez de cada uma das três, esta música é muito legal, me divertia escutando eela, e às vezes me pego cantarolando, rsrsrs.

Desejo que seu dia das mulheres seja como sempre produtivo amiga.

Grande abraço e beijão!!

ola
beth

enviei seu email

to escrevendo por aqui
que o seu contato num ta abrindo!

att.
edilene

Mulheres sensacionais, Beth!
Cesária Évora cantava mornas como ninguém.
Lindas demais.

Beijos!

Olá minha querida amiga Beth, boa noite!!!
Pois é minha amiga, vida sofrida de quem apenas queria espalhar alegria para o povo... e viva a liberdade e todas essas grandes e maravilhosas mulheres. Gostei de conhecer um pouco sobre a vida de cada uma delas, pois retrata a história vivida por muitas mulheres cerceadas em seu direitos...
Valeu minha amiga, adorei a postagem!!!
Tenha uma noite maravilhosa e abençoada!!!
Beijos e muita paz!!!

Oi Beth

Que post maravilhoso!

Grandes mulheres reunidas, grandes vozes de uma geração, de um povo, usando suas artes como instrumento de luta.

Um beijo

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