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A Era dos Extremos morreu?

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Não. 
Apenas o pensador. 
O pensamente continua.

O pensador marxista, cuja obra influenciou gerações de historiadores e ativistas de esquerda, morreu na manhã desta segunda-feira, no Royal Free Hospital de Londres, após longa doença, com 95 anos. Os seus quatro volumes sobre os séculos XIX e XX, abrangendo a história europeia desde a revolução francesa até a queda da URSS, são reconhecidos como obras incontornáveis, definidoras do seu período.

Conforme noticiou o jornal britânico The Guardian, Hobsbawm, o pensador marxista cujo trabalho influenciou gerações de historiadores e dirigentes políticos, morreu nas primeiras horas da manhã, no Royal Free Hospital, em Londres, segundo informou a sua filha Julia. Tinha 95 anos.

Os seus quatro volumes sobre os séculos XIX e XX, abrangendo a história europeia desde a revolução francesa até a queda da URSS, são reconhecidos como obras incontornáveis, definidoras do seu período.

O historiador Niall Ferguson considerou o quarteto A Era das Revoluções, A Era do Capital, A Era dos Impérios e a Era dos Extremos "o melhor ponto de partida para quem deseja começar a estudar a história moderna".

Eric John Ernest Hobsbawm nasceu em Alexandria, a 9 de Junho de 1917, durante o protetorado britânico no Egito. Os seus pais – ele britânico, ela austríaca – mudaram-se para Viena, quando Eric Hobsbawm tinha dois anos de idade, e mais tarde para Berlim. Em 1933, ano em que Hitler sobe ao poder na Alemanha, a família com origens judaicas muda-se definitivamente para Londres.

Estudou no liceu de Marylebone, realizando os seus estudos superiores no Kings College e em Cambridge. Em 1947, inicia a sua atividade como professor de História no Birkbeck College da Universidade de Londres. Mais tarde, chegou a dar aulas na New School for Social Research, em Nova Iorque. Era membro da Academia Britânica (desde 1978) e da Academia Americana de Artes e Ciências.

Filiou-se no Partido Comunista aos 14 anos, já após a morte dos seus pais. O compromisso com o pensamento marxista Hobsbawm assumiu-o toda a vida e na sua obra, o que o tornou uma figura controversa. A sua associação ao Partido Comunista Britânico continuou mesmo após a invasão soviética da Hungria em 1956.

"Os meses da minha estadia em Berlim fizeram de mim um comunista para toda a vida, ou, pelo menos, um homem cuja vida perderia a sua marca característica e o seu sentido sem o projeto político a que se consagrou quando estudante, e isto apesar de esse projeto ter manifestamente falhado e de eu saber hoje que estava, de fato, condenado a falhar. O sonho da Revolução de Outubro permanece algures vivo em mim, nalgum recanto da minha intimidade, como se se tratasse de um desses textos que foram apagados, mas que continuam à espera, perdidos no disco duro de um computador, que um especialista apareça para os recuperar”, escreveu na sua autobiografia Tempos Interessantes: Uma Vida no Século XX (2002).

Fonte: Carta Maior e o livro A Era dos Extremos

9 comentários:

oi... gostei tanto do seu blog..., que te indiquei a un selinho espero que goste.. http://delas-nieves.blogspot.com.br/2012/09/rip-hebe-camargo-1-2-selinhos.html

Un abrazo! :D

Sempre adorei História, mas desde a adolescência que não leio um livro inteiro, apenas faço consultas quando estou e dúvida de algo.
Estou lendo e ouvindo tanto sobre Hobsbawm que fiquei com muita vontade de ler seus livros, ainda mais pelo fato dele ser um marxista(com certeza traz uma ótica diferente das mesmices acadêmicas).
Meus pedidos de Natal este ano serão só livros. rsrs Os filhos ganham mais do que eu e podem. rsrs
beijos, amiga

oi Beth, realmente, os pensamentos nunca morrem e acho que deixam, também, seus pensadores imortais na história ...abçs

Não sei como era a vida de Hobsbawm, se ainda trabalhava. Com 95 anos as pessoas não produzem mais como no passado e se os seus livros são ainda ponto de referência na história, ele está imortalizado. Morreu o homem, porém sua obra ficará para sempre.
Boa semana!! Beijus,

Oi Atena.
Então, em menos de um mês já te indiquei dois livros. O do Galeano e este agora.
Isso mesmo: peça para os seus Bebês. Pois além de poderem, devem... rsrsrs
Na Era dos Extremos (1914-1991), ao final, Hobsbawm ”Não sabemos para onde estamos indo. Só sabemos que a história nos trouxe até este ponto... Se a humanidade quer ter um futuro reconhecível, não pode ser pelo prolongamento do passado ou do presente. Se tentarmos construir o terceiro milênio nessa base, vamos fracassar. E o preço do fracasso, ou seja, a alternativa para a mudança da sociedade, é a escuridão”.
Interessante não?
Prepare-se, pois são mais de 600 páginas.
Beijo, com carinho.

Com certeza Ana.
Ele deixou-nos outra visão em relação à história oficial, sempre contada pelos vencedores, especialmente sobre a geopolítica, e as misérias humanas decorrentes desta.
Obrigada por comenta e divulgar.
Grande abraço.

Sim Luma,
É lido por todos os seguimentos políticos e ideológicos, em nível mundial.
Assim como O Capital, sua obra será sempre uma referência.
Gracias!
Forte abraço.

Realmente, o cara sabia das coisas. Eu já estou vendo a escuridão em certos acontecimentos e comportamentos, como os fundamentalismos, por exemplo. Tem momentos em que acho que estou na Idade Média. Aff!
beijocas

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