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Existirmos: a que será que se destina?

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Cajuína,

A música, foi escrita por Caetano Veloso para Toquarto Neto.



Torquato Neto era filho de um defensor público e de uma professora primária de Teresina

Mudou-se para Salvador aos 16 anos para os estudos secundários, onde foi contemporâneo de Gilberto Gil no Colégio Nossa Senhora da Vitória e trabalhou como assistente no filme Barravento, de Gláuber Rocha.
Envolveu-se ativamente na cena cultural soteropolitana, onde conheceu, além de Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia. Em 1962, foi estudar jornalismo no Rio de Janeiro, mas nunca chegou a se formar.

No final da década de 1960, com o AI-5 e o exílio dos amigos e parceiros Gil e Caetano, viajou pela Europa e Estados Unidos com a mulher Ana Maria e morou em Londres por um breve período. De volta ao Brasil, no início dos anos 1970, Torquato começou a se isolar, sentindo-se alienado tanto pelo regime militar quanto pela "patrulha ideológica" de esquerda. Passou por uma série de internações para tratar do alcoolismo, e rompeu diversas amizades.

Cometeu suicídio um dia depois de seu 28º aniversário, em 1972. 
Depois de voltar de uma festa, trancou-se no banheiro e abriu o gás. Sua mulher dormia em outro aposento da casa. O escritor e compositor foi encontrado na manhã seguinte pela empregada da família.

1 Comentário:

Linda e Inesquecível música. Que retrata uma saudade de tempos idos que não voltam mais.

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