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Na Capital Federal, um almoço dominical

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Nem era para espantar mais ninguém, já que virou rotina, mas acho que "Vossas Excelências" andam exagerando, sem dar a menor bola para a torcida, quer dizer, nós". Assim diria um famoso comentarista de política econômica em sua coluna diária.

"Congresso banca `hábito gourmet´ dos parlamentares", denuncia o título da página A10 do Estadão de ontem (20), domingo, sobre as despesas com bocas-livres patrocinadas por parlamentares em que eles torram a nossa grana sem dó nem piedade.

Na matéria é reproduzida a nota fiscal Nº 221515 do restaurante "Porcão", de Brasília, o preferido dos políticos que não se importam com o valor da conta, emitida em, nome do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). O valor total da notinha é de R$ 7.567,60, ou seja, mais de dez salários mínimos. Na parte de "descriminação das mercadorias" encontra-se uma singela informação: "Refeições". Não diz nem quantas foram servidas porque isso, certamente, não interessa a ninguém. Nem ao Senado, que publicou em 2010 um ato que determina: para receber o ressarcimento dos gastos, os parlamentares devem apresentar "nota fiscal", datada, e com a completa descriminação da despesa".

A boca-livre com dinheiro público foi oferecida pelo senador, após uma homenagem a seu pai, o ex-parlamentar e ex-governador da Paraíba Ronaldo Cunha Lima, que ficou famoso por ter disparado três tiros contra o seu antecessor Tarcísio Burity, em um restaurante de João Pessoa, sem nunca ter sido condenado.

Os gastos, os gostos e suas variáveis 

O ex-presidente e senador Fernando Collor, por exemplo, que aprecia comida japonesa, apresentou três notas do restaurante Kishimoto, cada uma no valor de R$ 1 mil. A liderança do PDSDB na Câmara prefere os frutos do mar do restaurante Coco Bambu. Só este ano, as excelências tucanas já apresentaram 14 notas deste restaurante com valores entre RS 1.280 e R$ 2.950, num total de quase R$ 27 mil.

A farra não tem fim nem limite. A assessoria do senador Cunha Lima informou apenas que o jantar contou com a presença de "autoridades e parlamentares", o que muito nos honra, claro, pois assim foi um dinheiro bem gasto. E o gabinete informou ainda aos repórteres que "o senador é extremamente criterioso com os gastos".

Não é a toa que o senador e o PSDB combatem a distribuição de renda por meio do Bolsa Família e do Programa Mais Médico. 


Imagino que para o 'nobre senador', renda, para dar bons rendimentos, deve ser aproveitada em um qualquer local nobre, de preferência às marges do Lago Paranoá.

1 Comentário:

É, realmente, situação complexa, mas, que o povo brasileiro começa a perceber e se manifestar....tudo isso só irá mudar quando nós "os eleitores" considerarmos tudo que vem sendo falado, nas próximas eleições, abçs

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