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Maria da Penha: O Poder Judiciário não faz justiça

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Violência contra a mulher: Maria da Penha diz que lei só no papel não funciona

Maria da Penha, farmacêutica  e bioquímica, chegou a ficar internada por quatro meses devido a um tiro disparado pelo ex-marido, que a deixou paraplégica. 

O caso ganhou repercussão nacional e internacional e, apesar da morosidade do sistema judiciário, resultou no principal instrumento jurídico de defesa das mulheres vítimas de violência. Apesar do resultado e de ter seu nome vinculado à lei Maria da Penha ela esmorece. Foram necessários quase 20 anos para que o ex-marido fosse condenado pelo crime que cometeu. Ele ficou preso dez anos e hoje está livre.

Em entrevista ao programa 3 a 1, da TV Brasil, que foi ao ar ontem, quarta-feira (18), ela admitiu que a lei sozinha, só no papel não funciona. 

E afirma: “Falta criar políticas públicas, investimentos nas delegacias da mulher, centros de referências específicos e mais casa-abrigo e juizado”.

MP pensa em escrever um escrever um livro para "contar a sua história, para mostrar que o Poder Judiciário não faz justiça, e que as políticas públicas que devem ser criadas para atender, à lei não existem. Um dos problemas está na gestão pública dos Estados e Municípios, que não se sensibiliza em casos que envolvem violência contra mulheres". Durante a entrevista MP criticou firmemente a lentidão do Judiciário.

-“Eu vi a demora do Poder Judiciário, deixando o processo dentro das gavetas e atendendo recursos procrastinadores - impetrados com o objetivo de atrasar o processo”. Penha lembrou que no primeiro julgamento o marido foi condenado a uma pena de oito anos, mas acabou livre por causa de recursos.

E concluiu: “E não adianta ter a política pública se quem está trabalhando não for sensível e não for capacitado. Mudar a cultura é difícil. Tem de haver um olhar público para quem tem a responsabilidade de aplicar e dar agilidade aos processos”.

O poder Judiciário.

4 comentários:

Não é brincadeira, o que tem de mulher sofrendo espancamentos nas mãos de homens por aí, é uma coisa impressionante. E a maioria delas sabem muitas vezes que não têm o que fazer. O infeliz espanca, vai preso depois vai pras ruas e ficam as coitadas correndo riscos de vida.

Bom dia, amiga
São muitas promessas e POUCA ação.
Como disse a Maria, a mulheres continuam sendo espancadas e mortas de forma covarde e, os assassinos não vão presos e, quando vão (depois de anos) pegam uma pena mínima, se beneficiando por inúmeras brechas na lei.
Bjs
Lúcia

Oi Lucia,

Eu milito nesta área há no mínimo vinte anos.
Vejo que muitas mudanças aconteceram a partir da criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres pelo governo Lula.

A implantação do Ligue 180, que também faz parte da mesma iniciativa, foi de fundamental importância para que as pessoas passassem a denunciar sem medo de serem identificadas.

Há uma controvérsia no ar e nos meios de comunicação: “aumentou o número de mulheres agredidas”. Dados demonstram que embora tenham aumentado, também aumentou substancialmente o número de agressores denunciados. Claro que o ideal é que não haja nenhuma.

Mas, não podemos deixar de pensar em duas coisas:

1-O Poder Judiciário deve cumpri o papel que se espera dele: manter os covardes na cadeia.
2-As famílias precisam repensar a forma como estão educando os seus filhos e netos, especialmente os meninos.

Então, concordo em parte com você quando fala sobre promessas e ação.

Eu assisti a entrevista da MP, e ela fala exatamente a omissão do sistema judiciário e penal.

Então ta. Rsrsrs

Valeu querida.

Beijo.

Oi Maria,
Respondo para você o mesmo que respondo para a Lucia.
Tá?! rsrs
Valeu

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