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A ONU e a Comissão de Construção da Paz

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O Brasil foi eleito na quarta-feira (29), para presidir em 2014. a Comissão de Construção da Paz da Organização das Nações Unidas (ONU). 

A missão mais importante será a de ajudar os países que saíram recentemente de conflitos armados a construir um cenário de estabilidade política e segurança, em  Guiné-Bissau, o Burundi, a República da Guiné, Libéria, República Centro-Africana e Serra Leoa.

A Comissão de Construção da Paz das Nações Unidas, criada em 2005, tem por objetivo auxiliar as nações com cenários ainda frágeis a consolidar sua capacidade de garantir a própria segurança nacional, bem como o desenvolvimento sustentável, com inclusão social.

Em nota, o governo brasileiro informou que pretende promover, durante o seu mandato, maior participação de países em desenvolvimento e organizações regionais e sub-regionais nas atividades da comissão, bem como manter um "engajamento produtivo" no Conselho de Segurança da ONU. 

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Os chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA) presentes ontem  (30) na abertura da 22ª Cúpula do bloco, em Adis Abeba, na Etiópia, lembraram as vítimas dos conflitos no Sudão do Sul e na República Centro-Africana (RCA). “Os nossos corações estão com as populações da República Centro-Africana e do Sudão do Sul, que enfrentam conflitos devastadores nos seus países e, em particular, com as mulheres e as crianças que foram vítimas”, disse a presidenta da Comissão da UA (órgão executivo), Nkosazana Dlamini Zuma. “Devemos trabalhar em conjunto para garantir a construção de uma paz duradoura”, acrescentou.

Mais de 86 mil pessoas fugiram dos combates no Sudão do Sul para países vizinhos desde meados de dezembro, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê que os refugiados ultrapassem os 100 mil no final de janeiro. O conflito foi desencadeado por uma luta de poder entre o presidente Salva Kiir e seu ex-vice-presidente Riek Machar e corre o risco de se transformar em uma guerra civil, já tendo causado milhares de mortes. A ONU tem esperança de que o acordo de cessação das hostilidades, assinado na Etiópia na semana passada, acabe com os combates.

Na RCA, a presidenta de transição Catherine Samba Panza tomou posse na semana passada. Até fevereiro de 2015, ela terá de organizar eleições gerais. O país enfrenta problemas de violência desde a tomada do poder, em março do ano passado, pela rebelião majoritariamente muçulmana do Seleka e tem sido palco de confrontos entre integrantes das comunidades muçulmana e cristã. 
Cerca de 1 milhão de pessoas saíram do país devido à violência e cerca de 2,6 milhões precisam de ajuda humanitária.

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Fonte: MRE/EBC

6 comentários:

Temos de divulgar isso, muito! Porque na grande imprensa, se sair, vai ser lá no meio, em letras miúdas.
Abraços!

Oi, Beth!
O Brasil não consegue resolver problemas internos e se mete a ajudar países em crise. Se o Sérgio Vieira de Melo ainda estivesse vivo, poderíamos ajudar em algo, mas não sei se teremos pessoas capazes. É muita responsabilidade!
Bom fim de semana!!
Beijus,

Oi Luma,
Bom dia e bom inicio de semana.
Então,
Para ser bem realista, acredito que nenhum país, no mundo, conseguirá resolver todos os seus problemas internos. Inclusive as duas primeiras potências mundiais (China e USA). Pois enquanto houver gente, haverá demanda. Enquanto houver exploração, haverá oprimidos...
O índice de desemprego nos Estados Unidos e Europa (especialmente na Espanha é alarmante). Os britânicos estão querendo cortar os gastos da Coroa, e por aí vai.
Coisa inerente ao sistema capitalista. Com o Brasil, país continental, não poderia ser diferente.
O Brasil já começou pagar sua dívida social com os mais necessitados a partir do governo Lula, e continua com o governo Dilma, ao mesmo tempo em que olha para o mundo e procura dar a sua contribuição e alcançar o lugar de destaque que bem merece.
O governo brasileiro ao confrontar-se freqüentemente em vários pontos com ONU, assumir o seu papel não apenas de crítico, mas, de quem tem algo a contribuir. Era assim que o Sergio Vieira de Mello pensava, e exatamente por isso, foi indicado pelo governo Lula para exercer tal papel. E não era uma representação pessoal, mas institucional. O que ele falava, o fazia em nome do governo brasileiro. Assim como faz o Graziano, na FAO, hoje.
Sim é muita responsabilidade.
Mas quem deseja construir caminhos não pode temer.
No mais,
Não tem mais. Rsrsrs

Oi poeta Expedito.
Sim, temos que espalhar...
Muito bem lembrado. Concordo com você.
Beijo.
Valeu.

Olá Beth Muniz,
O Brasil já conhece bem o funcionamento da comissão, já que dirigia os trabalhos da entidade relativos à Guiné-Bissau. O país africano, aliás, já teve vários projetos financiados pelo fundo da CCP. “Apagar o fogo é urgente, mas impedir que o fogo se reacenda é ainda mais importante, porque a consolidação da paz só se faz com desenvolvimento”.

Oi Alfeu.
Belo comentário, e bem lembrado o papel que o Brasil vem desempenhado no continente africano.
Ainda bem que você não deixou escapar. rsrsrs
Valeu.
Um abraço.

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