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Foi bonita a festa, pá...

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Foi. Mas, hoje, a coisa tá feia!


O significado do levante que derrubou a ditadura, restaurou a democracia e pôs fim à política colonialista do país.

No dia 25 de abril de 1974 foi derrubado o regime fascista mais antigo da Europa. Depois de 48 anos, os portugueses estavam prestes a conquistar a democracia enquanto dormiam. Isso mesmo! Porque as operações militares que levaram à queda do governo começaram na madrugada e haviam sido combinadas em segredo por um punhado de oficiais de média patente, capitães e majores, principalmente.

O Movimento dos Capitães surgiu da impossibilidade de o Exército manter o esforço de guerra ante os grupos guerrilheiros que na África lutavam contra o Império Colonial Português.

O Exército tinha de sustentar uma luta em três teatros de operação de guerra (Angola, a partir de 1961, Guiné-Bissau, em 1963, e Moçambique, em 1964). Vale lembrar que o ditador António de Oliveira Salazar mantinha as Forças Armadas afastadas da política. A missão delas era a salvaguarda das colônias. A repressão interna estava a cargo de uma polícia política, a temível Pide.

Ao contrário de ditaduras militares como a brasileira, em Portugal houve inúmeras tentativas de golpes ou de movimentos oposicionistas, com participação de militares de alta patente. Todas fracassaram porque Salazar tinha controle total da informação e o apoio das potências ocidentais, particularmente dos EUA.
Portugal era pintado pela imprensa internacional como país pacífico e seu povo como pacato e humilde, incapaz de violência política. O regime salazarista era visto como apenas autoritário e uma espécie de escudo contra o comunismo no Ocidente. 

O sociólogo brasileiro Gilberto Freyre contribuiu para aquela imagem, ao percorrer vários países, sob o patrocínio de Salazar, para difundir a ideia de que o colonialismo português era brando.

Tudo isso caiu por terra quando a Guerra Colonial estourou. Foram os conflitos de escala mais ampla da história da África até aquele momento. Em poucos anos, Portugal sofreu baixas proporcionalmente mais terríveis do que as dos estadunidenses no Vietnã, se levarmos em consideração o tamanho da população portuguesa. Na Guerra Colonial morreram 8.290 portugueses, numa população de cerca de 8,6 milhões. Foram quase 15 anos de esforços de guerra.

Portugal estava num impasse: não podia abandonar sua política colonial de uma forma direta, em troca da manutenção da dominação econômica. O país era dependente e muitas empresas que exploravam suas colônias eram estrangeiras. Ao mesmo tempo, a derrota militar à vista desmoralizava as Forças Armadas e abalava seu compromisso de defender o colonialismo.

Diante disso, muitos jovens abandonavam Portugal para não cumprir o serviço militar em guerra. A carreira militar perdeu prestígio e atraía pouca gente. Quando Salazar faleceu, em 27 de julho de 1970, seu substituto, Marcelo Caetano, prometeu uma abertura política, mas pouco mudou porque ele manteve a guerra colonial.

*****

- E...

Em pleno 2014, Portugal continua dependente economicamente. Desta vez, da União Européia.

- E...

O Brasil, antes colonia, segue firme em seu rumo por um futuro melhor.

Fonte original: Carta Capital

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