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A equação é muito mais perversa

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Quando se é mulher, e negra.

Nosso país conta com cerca de 11,5 milhões de jovens negros entre 18 e 24 anos de idade, o que representa 6,6% da população. A taxa de analfabetismo é de 5,8%. 

Em média, os jovens negros têm dois anos a menos de estudo do que os brancos da mesma faixa etária: 7,5 anos e 9,4 anos, respectivamente. A comparação das taxas de escolarização é um indicador de como o sistema educacional brasileiro ainda tem muito o que fazer para combater as desigualdades raciais: a proporção de crianças no ensino fundamental é de 92,7% para negros e de 95% para brancos; no entanto, somente 4,4% dos negros, de 18 a 24 anos, chegam ao ensino superior. Entre os brancos, esse percentual é de 16,6%*.

A equação perversa de diversos fatores tais como racismo, pobreza, discriminação institucional e impunidade, contribui para a falência do sistema de segurança e justiça em relação à população negra. Essa relação não é fruto do acaso: distorções como a “presunção de culpabilidade” em relação aos negros resulta em ações que promovem a eliminação pura e simples dos suspeitos, violando os direitos humanos e constitucionais desses jovens. Ações que de tão recorrentes e banalizadas denunciam um processo silencioso de eliminação desse grupo da população.*

(*Do artigo Juventude negra e exclusão radical, de Maria Aparecida Bento e Nathalie Beghin).

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Em mais um passo na tentativa de superar este quadro, começa hoje e vai até o dia 29 de julho, em Brasília, o V Latinidades – Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. Em sua quinta edição, o Latinidades promove ações afirmativas no sentido de incluir socialmente, dar visibilidade e voz à mulher negra.

Temas como: Políticas Públicas para a Juventude Negra, Educação, Emprego e Renda, Saúde da População Negra, Cultura, Genocídio da juventude afro-latina, Identidade e Comunicação,  Orientação sexual e identidade de gênero e, Racismo Ambiental na América Latina, estarão em debate durante o evento.

O Seminário acontece no Auditório da Biblioteca Nacional, que fica no Espaço Complexo Cultural da República, no início da Esplanada dos Ministérios, ao lado da bela Catedral Metropolitana de Brasília - Aquela que você sempre vê nos Cartões Postais.

Mais informações: www.afrolatinas.com.br/novo

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Ah, antes que passe batido: O Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha será comemorado no próximo dia 25, sexta-feira.

1 Comentário:

São atitudes assim que comemoraremos um avanço das mulheres e dos afrodescendentes aqui em nosso país.
Bravo.
Parabenizo pelo chamado aqui em Travessia.
Abraço

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