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Revista Isto É: Por que as cotas raciais deram certo no Brasil

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Política de inclusão de negros nas universidades melhorou a qualidade do ensino e reduziu os índices de evasão. Acima de tudo, está transformando a vida de milhares de brasileiros.

Amauri Segalla, Mariana Brugger e Rodrigo Cardoso.

Revista Isto É.

*****
Antes de pedalar pelas ruas de Amsterdã com uma bicicleta vermelha e um sorriso largo, como fez na tarde da quarta-feira da semana passada, Ícaro Luís Vidal dos Santos, 25 anos, percorreu um caminho duro, mas que poderia ter sido bem mais tortuoso. Talvez instransponível. Ele foi o primeiro cotista negro a entrar na Faculdade de Medicina da Federal da Bahia. Formando da turma de 2011, Ícaro trabalha como clínico geral em um hospital de Salvador. A foto ao lado celebra a alegria de alguém que tinha tudo para não estar ali. 

É que, no Brasil, a cor da pele determina as chances de uma pessoa chegar à universidade. Para pobres e alunos de escolas públicas, também são poucas as rotas disponíveis. Como tantos outros, Ícaro reúne várias barreiras numa só pessoa: sempre frequentou colégio gratuito, sempre foi pobre – e é negro. Mesmo assim, sua história é diferente. Contra todas as probabilidades, tornou-se doutor diplomado, com dinheiro suficiente para cruzar o Atlântico e saborear a primeira viagem internacional. Sem a política de cotas, ele teria passado os últimos dias pedalando nas pontes erguidas sobre os canais de Amsterdã? Impossível dizer com certeza, mas a resposta lógica seria “não”.

Desde que o primeiro aluno negro ingressou em uma universidade pública pelo sistema de cotas, há dez anos, muita bobagem foi dita por aí. Os críticos ferozes afirmaram que o modelo rebaixaria o nível educacional e degradaria as universidades. Eles também disseram que os cotistas jamais acompanhariam o ritmo de seus colegas mais iluminados e isso resultaria na desistência dos negros e pobres beneficiados pelos programas de inclusão. 

Os arautos do pessimismo profetizaram discrepâncias do próprio vestibular, pois os cotistas seriam aprovados com notas vexatórias se comparadas com o desempenho da turma considerada mais capaz. Para os apocalípticos, o sistema de cotas culminaria numa decrepitude completa: o ódio racial seria instalado nas salas de aula universitárias, enquanto negros e brancos construiriam muros imaginários entre si. A segregação venceria e a mediocridade dos cotistas acabaria de vez com o mundo acadêmico brasileiro. Mas, surpresa: nada disso aconteceu. 

Um por um, todos os argumentos foram derrotados pela simples constatação da realidade. “Até agora, nenhuma das justificativas das pessoas contrárias às cotas se mostrou verdadeira”, diz Ricardo Vieiralves de Castro, reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O excelente artigo, com dados de campo, derruba mitos e restabelece a verdade.

Para ler o artigo completo, acesse: Revista Isto É/Portal Terra

7 comentários:

Nós brasileiros temos muito que agradecer a iniciativa desses autores essa lei, pois, contribui muito para que a nossa Bahia principalmente entrasse no rol de maior número de cotista nas universidades públicas.
Ps. e dê sua opinião quanto ao Feed turbo, estou achando a mesmice dos outros agregadores atualmente depois da mudança.
Eu sei que tentaram melhorar, achava o sistema anterior com mais criatividades como agregador.
Desculpas pela solicitação da opinião.
Abraço

Oi, Beth!
Tenho uma amiga negra que entrou para a universidade usando as cotas e ela reclama muito de como as pessoas a tratam. Muitas vezes não dizem nada, mas enviam aquele olhar irônico, como se ela não tivesse capacidade de ingressar na faculdade se não fosse pelo sistema de cotas. Eu acredito que se ela não tivesse usado, também estaria estudando naquela faculdade, mas ela é mais um caso de muito esforço, como o médico citado no post.
Nós temos uma dívida social que precisamos pagar!
Beijus,

Oi Lu,

Bom dia!
Parece-me que finalmente as vozes contrarias estão reconhecendo a importância das cotas raciais como um instrumento temporário de inclusão social. Sim, porque há um prazo estabelecido para isto.

E, a Bahia, que concentra a maior população negra do Brasil, merece muito mais.

Lu,
Não se desculpe: gosto quando interagimos sobre nossas preocupações na net. Rsrs.
Sobre O FT, concordo com você: lugar comum... A formatação anterior era mais interativa, criativa e estimulante.

Não sai, e não pretendo. Porém, não dedico mais o tempo que dedicava anteriormente.

Estou investindo mais no G+ e Face. O retorno tem sido bastante interessante, inclusive no Travessia.

Então, é isso.
Obrigada pela visita e compartilhamento.
Grande abraço.

Oi Luma querida.

Como costumamos salientar na área técnica do Serviço Social, cada caso é um caso. Rsrs
E é o caso da sua amiga negra que reafirma esta tese: o esforço individual de cada um. Entretanto, no geral, a grande maioria merece receber pela dívida histórica a que você se refere, com propriedade.

Claro que há esse olhar e esse calar que revelam preconceito e discriminação racial. Em minha opinião deve ser insuportável...

O que me alenta é o sonho de que um dia não tenhamos mais a necessidade das cotas e esses olhares sobre nós. É a minha utopia! Rsrs

Em pleno acordo com você,
Deixo o meu agradecimento pela travessia e comentário.
Beijo.

Valeu Beth, eu estava pensando que só seria eu que estava me direcionando para os demais canais sociais.
Estou indo pouco por lá, e, irei mandar uma eclareciento contra isso no FT.
Abraço

Lu,
Se puder me mandar o texto para eu reforçar, agradeço.
Pode ser por aqui: blogdabethmuniz@gmail.com
Valeu.

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