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"A força das ideias, na história da humanidade, sempre foi mais bem sucedida do que as ideias de força"

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CNBB, Justiça, MPF e advogados pedem 'soluções pacíficas' para crise

"A força das ideias, na história da humanidade, sempre foi mais bem sucedida do que as ideias de força".

Afirmam as entidades, em nota conjunta. Assinatura do documento foi feita na sede da CNBB, em Brasília.

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Brasília – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Ministério da Justiça, o Ministério Público Federal e o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) divulgaram hoje (1º) nota conjunta em que fazem uma exortação à busca de saídas pacíficas para a crise, condenando a violência.

"A força das ideias, na história da humanidade, sempre foi mais bem sucedida do que as ideias de força", afirmam as entidades. No documento, elas fazem um pedido para cidadãos, comunidades, partidos e entidades da sociedade civil adotem em suas manifestações "a busca permanente de soluções pacíficas e o repúdio a qualquer forma de violência". Esse esforço resultaria no "equilíbrio e a racionalidade de nossa geração, que terá sabido evitar a conflagração, que somente divide e não constrói", fortalecendo as instituições, a República e a democracia.

O documento é assinado pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, pelo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, pelo procurador federal Aurélio Veiga dos Rios e pelo advogado Técio Lins e Silva, pelo IAB. Eles se reuniram ontem na sede da CNBB, em Brasília.

Confira a íntegra do texto

Conclamação ao Povo Brasileiro

Reunidos, por iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB,-

Ministério da Justiça,

Ministério Público Federal,

Instituto dos Advogados Brasileiros,

Considerando as graves dificuldades institucionais, econômicas e sociais da atual conjuntura nacional, que geram inquietação e incertezas quanto ao futuro;

Considerando que nenhuma crise, por mais séria que seja, pode ter adequada solução fora dos cânones constitucionais e legais em decorrência do primado do Direito;

Considerando que as divergências naturais, numa sociedade plural, não devem ser resolvidas, senão preservando-se o respeito mútuo, em virtude da dignidade da pessoa humana;

Considerando que, em disputas políticas, necessariamente haverá aqueles que obtêm sucesso e aqueles que não alcançam seus objetivos;

Considerando que, nestes casos, o êxito não pode significar o aniquilamento do opositor, nem o insucesso pode autorizar a desqualificação do procedimento;

Considerando que, sejam quais forem os grupos políticos, suas convicções e valores não devem ser colocados acima dos interesses gerais do bem comum do Estado, que tem o dever de priorizar os grupos mais vulneráveis da população;

Considerando, por fim, que às entidades subscritas cabe desenvolver o seu mais ingente esforço para assegurar a prevalência das garantias constitucionais, norteadas por nossa Carta Cidadã de 1988 no artigo 3º:

Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I. construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II. garantir o desenvolvimento nacional;

III. erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

IV. promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Conclamam todos os cidadãos e cidadãs, comunidades, partidos políticos e entidades da sociedade civil organizada, a fazer sua parte e cooperar para este mesmo fim, adotando, em suas manifestações, a busca permanente de soluções pacíficas e o repúdio a qualquer forma de violência, convictos de que a força das ideias, na história da humanidade, sempre foi mais bem sucedida do que as ideias de força.

Se assim o fizermos, a História celebrará a maturidade, o equilíbrio e a racionalidade de nossa geração que terá sabido evitar a conflagração, que somente divide e não constrói, fazendo emergir dos presentes desafios, ainda mais fortalecidas, as Instituições, a República e a Democracia.

Brasília, 31 de março de 2016

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Dr. Eugênio Aragão

Ministério da Justiça

Dr. Aurélio Veiga dos Rios

Ministério Público Federal

Dr. Técio Lins e Silva

Instituto dos Advogados Brasileiros

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Com informações da RBA)))

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