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Argentina: Mulheres saem às ruas contra a violência sexual e o feminicídio

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Ontem a Argentina amanheceu de luto.  

Convocadas pelas redes sociais, milhares de mulheres vestiram roupas pretas e, durante uma hora, pararam suas atividades em uma greve simbólica contra o feminicidio, a violência de gênero e a discriminação no trabalho. 

No final da tarde, uma multidão reuniu-se em frente ao Obelisco - principal cartão-postal de Buenos Aires - e marcharam com guarda-chuvas até a Praça de Maio, em frente ao palácio presidencial.  


A manifestação, convocada pelas redes sociais, é a terceira contra o femenicidio feita na Argentina. Dessa vez, as mulheres também fizeram greve e marcharam pela igualdade de direitos no mercado de trabalho.

Graciela Gonzalez, uma das participantes, afirmou que ficou sabendo da marcha pelo Facebook, e se sentiu identificada porque tem uma irmã que é vítima de abuso do marido. “Ela apanhou várias vezes e prestou depoimento na polícia. Se separou, mas continua ameaçada pelo ex-marido, sem qualquer proteção”.

O estopim do protesto foi a violência contra Lucia Perez, de 16 anos. Ela foi violentamente estuprada, torturada e morta na cidade balneária de Mar del Plata. Os assassinos lavaram, vestiram e levaram a vítima a uma clínica de reabilitação, na esperança de que a morte dela fosse atribuída ao excesso de drogas.

O movimento teve solidariedade de outros países, com manifestações simultâneas no Uruguai, México, Bolívia, Chile, Nicarágua, Honduras, Porto Rico e Paris. Em São Paulo, um ato denunciando a violência contra a mulher está programado para hoje. 

Outra participante, Mariana Estevez, de 38 anos, foi ao Obelisco para contar, pela primeira vez em público, que apanhava do marido. “Dei queixa na delegacia uma vez, mas ninguém me levou a sério porque não tinha marcas sérias no corpo”, disse. 

Segunda algumas participantes a cada trinta horas uma mulher é morta na Argentina porque a sociedade prefere fazer de conta que o machismo acabou e ninguém dá ouvidos a quem diz o contrário.

Feminicídio: O que é

“O feminicídio é a instância última de controle da mulher pelo homem: o controle da vida e da morte. Ele se expressa como afirmação irrestrita de posse, igualando a mulher a um objeto, quando cometido por parceiro ou ex-parceiro; como subjugação da intimidade e da sexualidade da mulher, por meio da violência sexual associada ao assassinato; como destruição da identidade da mulher, pela mutilação ou desfiguração de seu corpo; como aviltamento da dignidade da mulher, submetendo-a a tortura ou a tratamento cruel ou degradante".

Fonte: Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre Violência contra a Mulher - Relatório Final.

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