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Lo siento: Mesmo que você não goste dele, isso não mudará o curso da história

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Mito e lenda da esquerda latino-americana e referência para vários países do continente, Fidel Castro, morreu no fim da noite de ontem (25/11), segundo o atual presidente de Cuba, Raúl Castro.

Eu tive o raro prazer de vê-lo pessoalmente quando estive na Ilha, estudando por vários meses, há alguns anos. Poucas pessoas tiveram esta oportunidade - mesmo que alguns considerem isso um desprazer, para mim foi um momento histórico inesquecível.


Foi em Cuba que eu conheci o programa Médicos da Família e pude constatar que os hospitais são destinados à Atenção Terciária, e que o exercício da medicina é muito mais que uma conta bancária, um cartão de crédito ou, um plano de saúde PRIVADO. Que saúde NÃO é mercadoria ou simplesmente um negócio.

Também em Cuba percebi que é perfeitamente possível viver sem Cartões de Crédito, Shopping Center, Fast Food ou as ilusões que o sistema capitalista nos transmite como valores basilares de liberdade e democracia, segundo as regras do capitalismo. O problema, é que no capitalismo nem todos têm a garantia “democrática” de acesso ao consumo. 

E se você me perguntar se eu, vivendo num país capitalista não consumo? Eu responderei: Claro que sim. Apenas não me oriento pelo TER em lugar do SER. Desculpem-me, Não sou adepta à ilusão do Black Friday.

*****
Fidel foi e continuará sendo o líder histórico da revolução cubana, que, por mais de cinco décadas depois de seu triunfo, sobreviveu como um dos últimos regimes socialistas do mundo. Governou por 48 anos a ilha, mas continuou sendo o líder máximo e guia ideológico da revolução mesmo quando, doente, delegou o poder a seu irmão Raúl, cinco anos mais velho, em 31 de julho de 2006. 

Como assim? Só governa por 48 anos quem é ditador! Claro. Ditadora como a rainha Elizabeth II da Inglaterra! Mas, aí não vale, dirão alguns... como uma rainha pode ser uma ditadora? Claro que pode. Pode tudo num regime eurocentrista. Foi assim que nós colonizados, fomos induzidos a pensar. Tudo em nome de um Grande Conto de Fadas contados nos livros dos colonizadores e mostrados na telona.

No dia 1 de janeiro de 1959, Fidel Castro, à frente do em exército de "barbudos", derrotou o ditador Fulgêncio Batista, após 25 meses de luta nas montanhas de Sierra Maestra (que eu subi). Este dia foi o começo de um pesadelo para Washington e uma era de polarização na América Latina.

Fidel dirigiu com pulso firme o destino dos cubanos, para uns um pai insubstituível, para outros com um orgulho messiânico. Em seu governo nasceram 70% dos 11,2 milhões de habitantes da ilha.
Seus opositores o viam como implacável ditador que acabou com as liberdades, submeteu os cubanos a penúrias econômicas e não admitiu a decadência. Mais de 1,5 milhão de pessoas partiram para o exílio, principalmente para Miami, nos Estados Unidos.

Mas, para seus seguidores, ele sempre foi um paradigma da justiça social e da solidariedade para com o Terceiro Mundo, elevando Cuba à potência mundial no esporte, com os níveis de saúde e educação mais elevados da América Latina. De personalidade excepcional, complexa e esmagadora, para ele nada passava indiferente. 

Fidel nasceu na oriental aldeia de Birán, no dia 13 de agosto de 1926, terceiro dos sete filhos do imigrante espanhol Angel Castro e da camponesa cubana Lina Ruz. Foi educado e disciplinado desde pequeno por jesuítas, mas moldou sua rebeldia inata na Universidade de Havana, onde se graduou em direito em 1950. Iniciou a revolução cubana aos 26 anos quando, com pouco mais de cem homens, tentou invadir, no dia 26 de julho de 1953, a segunda fortaleza militar da ilha, o quartel Moncada, que eu conheci, e que fica na Província de Santiago.

Sua famosa frase escrita no livro "A história me absolverá" – que eu ganhei de presente quando lá estudei-, dita quando foi julgado por essa ação, mostrou o quanto compreendia do poder destas palavras. Foi um dos maiores oradores dos últimos 50 anos, famoso por seus discursos absurdamente infinitos. Eu tive a oportunidade de ouvir um deles.

Ficou exilado no México e retornou com 81 homens, entre eles o argentino Ernesto Che Guevara e seu irmão, em um desastroso desembarque no dia 2 de dezembro de 1956 para iniciar a guerra que derrotou Batista.

De acordo com as forças de segurança cubana foram 638 complôs orquestrados contra Fidel Castro, principalmente pela CIA. Nenhuma obteve êxito.

Na véspera da revolução disse aos seus companheiros: "Não viverei nem um dia a mais depois do dia de minha morte".

Para os cubanos que festejam a sua morte eu deixo um alerta: Se preocupem mais com o D.T. vulgo Donald Trump. Tempestades no mar do Caribe e em Miami estão a caminho...

Fidel pode ter sido um ditador. Mas, na democracia desejado pelo D. T., Aécio, Temer, FHC e a trupe instalada no Planalto, não há espaço para saúde, educação, emprego e garantias constitucionais para Todos. 

Mas, com certeza, haverá para a elite “democrática dominante”, que deu um Golpe para esconder os seus crimes.

Cai um, logo haverá outo em seu lugar. Eles se protegem.

Romero Jucá Gedel Vieira Lima são exemplos vivo do que lhes digo.

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