Rio de Janeiro - Quarenta e cinco acervos brasileiros que integram o programa Memória do Mundo da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) serão exibidos a partir desta terça-feira (26) em uma exposição com entrada franca no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. A mostra Arquivos do Brasil: Memória do Mundo comemora os 20 anos de existência do programa, criado pela Unesco para reconhecer como patrimônio da humanidade documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor internacional, regional e nacional.
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Principalmente se for no exterior.
Plano fortalece rede contra tráfico de pessoas
Brasília - O II Plano de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, lançado na terça-feira, 16/02, prevê o fortalecimento da rede contra este crime até 2014, com a meta de criar mais 10 novos núcleos ou postos.
Serão investidos R$ 5,9 milhões, incluindo a capacitação de 400 agentes e cooperação jurídica internacional. Desde 2008, já foram investidos R$ 5,2 milhões na rede, que conta atualmente com 13 postos de atendimento ao migrante e 16 núcleos estaduais. Em 2011 e 2012 foram capacitados 716 profissionais de diversas áreas, no tema do tráfico de pessoas.
Tendo como articulador o Ministério da Justiça (MJ) e incorporado pelas secretarias de Direitos Humanos (SDH) e de Políticas para Mulheres (SPM), o plano foi construído com a participação da sociedade: mais de 1.500 cidadãos de várias instituições debateram as medidas em consultas públicas virtuais e 57 plenárias livres realizadas no Brasil e no exterior.
Para facilitar o acesso aos interessados os postos ficam em locais de grande circulação (portos, aeroportos e rodoviárias) e são as unidades responsáveis pelo atendimento às vítimas.
Quando a letra impressa ainda não existia, o imperador Carlos Magno formou amplas equipes de copistas, que criaram em Aachen a melhor biblioteca da Europa.
Carlos Magno, que tanto ajudou a ler, não sabia ler, e morreu analfabeto, no começo do ano 814.
(Eduardo Galeano, Os Filhos dos Dias)
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E nos dias atuais ainda há quem dê muito valor à diplomas como o único sinônimo e sinal de inteligência.
O direitista padece da doença senil do capitalismo e o esquerdista, como afirmou Lênin, da doença infantil do comunismo.
Nada mais parecido a um esquerdista fanático, desses que descobrem a nefasta presença do pensamento neoliberal até em mulheres que o repudiam, do que um direitista visceral, que identifica presença comunista inclusive em Chapeuzinho Vermelho.
Os dois padecem da síndrome de pânico conspiratório. O direitista, aquinhoado por uma conjuntura que lhe é favorável, envaidece-se com a claque endinheirada que o adula como um dono a seu cão farejador. O esquerdista, cercado de adversários por todos os lados, julga que a história resulta de sua vontade.
O direitista jamais defende os pobres e, se eventualmente o faz, é para que não percebam quão insensível ele é. Mas nem pensar em vê-lo amigo de desempregados, agricultores sem terra ou crianças de rua. Ele olha os deserdados pelo binóculo de seu preconceito, enquanto o esquerdista prefere evitar o contato com o pobre e mergulhar na retórica contida nos livros de análises sociais.