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Você não tem inimigos? Como não?

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Cajal
A arte dos neurônios

Em 1906, Santiago Ramón e Cajal recebeu o prêmio Nobel de Medicina.

Ele quis ser pintor.

Seu pai não deixou, e ele não teve outro remédio a não ser se transformar no cientista espanhol mais importante de todos os tempos.

Se vingou desenhando o que descobria. Sua paisagem do cérebro competiam com Miró e com Klee.

-O jardim da neurologia oferece emoções artísticas incomparáveis -costumava dizer.

Ele desfrutava explorando os mistérios do sistema nervoso, e mais ainda desfrutava desenhando-os. E mais ainda, ainda mais, desfrutava dizendo a viva voz o que pensava, sabendo que isso iria lhe trazer mais inimigos que amigos.

Às vezes, perguntava, surpreso:

-Você não tem inimigos? Como não? 
Será porque você jamais disse a verdade e jamais amou a justiça?

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Os Filhos dos Dias.
O não-hospital chamado San Magno

Incrível como o hospital San Magno, de Amor à Vida,  é, no mínimo, eclético, moderno e por que não dizer permissivo. Afinal, é ali que acontecem todas as paqueras, pegações e roupa suja do passado lavada a céu aberto. Se não, vejamos.

Foi no San Magno,  herdado do pai pelo patriarca e doublé de garanhão Cesar Khoury, que o próprio, se deixou seduzir pela secretária, que até tirar a calcinha tirou para dar ao amante que escondeu a peça erótica na gaveta da mesa de seu consultório.

Foi no San Magno também que o casal sexo-explícito Patricia e Michel fizeram amor algumas vezes na sala dos médicos, sendo flagrados pelo chefão Cesar, quase nas vias de fato. Mas nem por isso foram sequer advertidos. Cesar deu a eles "mais uma chance", até porque com um telhado de vidro do tamanho do Maracanã,  como ele tem, cadê  moral para coibir o que quer que seja?

Vinte anos sem Fellini

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Há 20 anos morria o cineasta Federico Fellini (1920-1993), que ganhou cinco Oscars e mais dezenas de prêmios com os seus filmes. Dirigiu 24 longas-metragens. Premiados cineasta contemporâneos como Woody Allen, David Lynch, David Cronenberg, Stanley Kubrick, Martin Scorsese, Tim Burton e Pedro Almodóvar, já disseram ter sofrido grandes influências do diretor italiano em seus trabalhos.

Como não bastasse, Fellini transformou seu modo de fazer cinema em adjetivo. O qualificativo “felliniano”, para designar certos traços ou situações, passou a ser uma marca inconfundível do diretor, e termo usado pela mídia de vários países.

Critico da igreja católica, do marxismo, do capitalismo e da influência norte-americana nos costumes de outros países, principalmente na Itália, dizia que o artista, como qualquer homem, precisa enfrentar com decisão as dúvidas e aceitar sua guerra. “Ele não pode achar que tudo já está concordado. É isso que dá dignidade à missão do artista e do homem.”

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