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Mãe sempre sabe a diferença?

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Ou procura não saber...

Na Roda, elas respondem.

Se você é um caso desse e ainda não descobriu, entre na roda.




A Angela dos Rolling Stones, é a mesma de John & Yoko

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Ângela Davis!

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Sweet Black Angel 

“Tenho um anjo negro doce, 
Tem uma garota pin-up, 
Tenho um anjo negro doce, 
Até na minha parede.

Bem, ela não é nenhuma cantora 
E ela não é nenhuma estrela, 
Mas com certeza ela fala bem...”.

*****

A ausência de negros em cargos políticos e de destaque no Brasil chamou a atenção da filósofa e ativista norte-americana Angela Davis. 

Nascida no Alabama, Davis foi professora da Universidade da Califórnia e teve ligações com o grupo Panteras Negras, sendo presa por causa disso no início dos anos 70. Uma das principais lideranças femininas na luta pelo direito dos negros nos Estados Unidos, foi homenageada em músicas de John & Yoko (“Angela”) e dos Rolling Stones (“Sweet Black Angel”).

Ângela foi destaque no V Festival Latinidades 2014: Griôs da Diáspora Negra, em Brasília. Na sua conferência,, no evento, afirmou ter ficado impressionada com a pouca presença de negros e pardos na política nacional. “Quantos senadores negros há no Brasil? Se olharmos para o Senado não saberíamos que os negros constituem mais de 50% da população brasileira”, questionou: 

_ “Não posso falar com autoridade no Brasil, mas às vezes não é preciso ser especialista para perceber que alguma coisa está errada em um país cuja maioria é negra e a representação é majoritariamente branca”, disse.

Eu estive por lá...

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A acumulação do horror e o horror da acumulação

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“Há um sadismo humano e um fascínio pelo sofrimento". 

Às vezes erótico, outras vezes metafísico.

É afirmação que  faz ao analizar a "normalização e a comercialização do sofrimento nos reality shows contemporâneos"

A entrevista completa, contudo, é muito mais extensa que o espaço disponibilizado pela revista. 

- Por que o ser humano é atraído pelo horror ou por situações macabras, que geralmente envolvem o sofrimento alheio?

Resposta: "O fato de sempre imputarmos aos outros a atração pelo sofrimento alheio já é indício de que essa afirmação, tida hoje como fato inelutável, deve ser questionada. Podemos facilmente contrapor esse pressuposto pétreo à repulsa que, em tantos, e em nós mesmos, tais situações são capazes de gerar. Então, a questão que nos devemos fazer não é o que nos atrai, mas o que nos leva a crer que tal atração é constitutiva do ser humano".

Gostou da amostra? Leia o texto completo e veja o vídeo aqui.

*****
Silvia Viana é professora de sociologia da FGV-SP. Graduada em ciências sociais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), possui mestrado e doutorado pela mesma instituição. Além de corintiana, é autora de Rituais de sofrimento, pela coleção Estado de sítio da Boitempo. 

O aborto na vida de um homem

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Lembro bem a cena, muitos anos depois. Em geral, episódios assim são alegres. Mas não era o caso. 

Eu acabara de chegar ao pequeno e aconchegante apartamento de Júlia quando ela me contou a novidade. Estava grávida. Foi um acidente. Ela sempre usava diafragma. Quando estávamos a ponto de nos engalfinhar na cama, ela se levantava, caminhava no seu passo leve até o banheiro e, com a porta sutilmente entreaberta para que eu pudesse vê-la como se estivesse roubando a visão de uma cena intensamente erótica, colocava o diafragma.

Uma única vez não colocou, porque estávamos ansiosos demais. Essa vez foi suficiente. Júlia engravidou sem que quisesse. Sem que nenhum de nós quisesse.

Não houve grandes dilemas. Na verdade, não houve nenhum dilema. Júlia, quando me avisou que estava grávida, já tinha o telefone de uma clínica de aborto. Uma amiga que fizera um aborto ali lhe dera o número. Ela apenas me comunicou que não iria levar adiante a gravidez. Não existia entre nós um compromisso sólido o bastante para que tivéssemos um filho.

Lembro que ele estava convicta, ainda que seu olhos amendoados de mestiça de mãe japonesa e pai brasileiro traíssem tristeza. Os cabelos presos num rabo de cavalo contribuíam para dar a Júlia, uma mulher sempre tão decidida, um ar para mim inédito de menina frágil. Ela me disse que queria demais ter um filho, mas não naquela hora e não naquelas circunstâncias. Eu não tentei convencê-la de nada. Não sei se ela esperava que eu procurasse dissuadi-la. Nas poucas conversas posteriores que tivemos sobre o assunto, Júlia nunca se referiu a esse ponto específico.

Tudo que ela parecia esperar de mim era alguma ajuda financeira e moral. O preço era o equivalente a 500 dólares. Na época, final dos anos 80, com a hiperinflação crônica que assaltava os brasileiros, quase todos os preços estavam fixados em dólares. Inclusive o preço de um aborto. Levei-a à clinica, no dia marcado, e paguei todas as despesas. Alguns dias depois, já de volta a seu apartamento, Júlia me contou que era um menino.

A outra Lua

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Os astronautas não foram os primeiros a chegar.

Mil e oitocentos anos antes, Luciano de Samósata havia visitado a Lua.

Ninguém viu, ninguém acreditou; mas ele escreveu isso, em idioma grego.

Lá pelo ano 150, Luciano e seus marinheiros se puseram a navegar nas colunas de Hércules, que estavam onde hoje está o estreito de Gilbratar, e uma tormenta apanhou o barco e subiu com ele até o céu e jogou todos na Lua.

Na Lua ninguém morria...

Os velhos muito velhos se dissolviam no ar. Os luneiros comiam fumaça e transpiravam leite. 

Os ricos vestiam roupas de cristal. Os pobres, roupa alguma.

Os ricos tinham muitos olhos. Os pobres, um ou nenhum.

Os luneiros viam, num espelho, tudo que os terrestres faziam.

Enquanto durou a visita, Luciano e seus marinheiros receberam, dia a pós dia, as noticias de Atenas.

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Os Hijos de los Días.

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