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Sobre amor e casamento: O pior casamento é o que dá certo?

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O que foi dito e escrito por aí...

Barão de Itararé: “O casamento é uma tragédia em dois atos: civil e religioso”.

William Shaekespeare: “O casamento faz de duas pessoas uma só, difícil é determinar qual será”.

Nietzsche: “O casamento transforma muitas loucuras curtas em uma longa estupidez”.

Alexandre Dumas: “O fardo do casamento é tão pesado que precisa de dois para carregá-lo – às vezes, três”.

Millôr Fernandes: “O pior casamento é o que dá certo”.

Hilda Roxo: “Quanto mais o homem fala em amor, menos ele o tem para dar”.

Machado de Assis: “O amor é um problema que só a morte ou o casamento resolve”.

Voltaire: “O casamento é a única aventura ao alcance dos covardes”.

Nelson Rodrigues: “Só o cinismo redime um casamento. É preciso muito cinismo para que um casal chegue às bodas de prata”.

Marco Civil da Internet: o debate está no Ar!

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Quem quer debater, debate. 

Quem não quer, fica só resmungando.

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Marco Civil da Internet e proteção de dados serão debatidos pela sociedade.

O governo federal abriu no último dia 28, dois debates públicos sobre a regulamentação do Marco Civil da Internet e sobre o Anteprojeto de Lei para Proteção de Dados Pessoais. 

O projeto visa permitir que o cidadão tenha controle sobre como suas informações pessoais são utilizadas, seja por organização, empresa ou governo. Tem ainda o objetivo de estabelecer princípios e direitos como finalidade específica - o dado não pode ser usado para finalidades desconhecidas ao cidadão -, transparência - o cidadão tem direito de conhecer quais dados estão sendo tratados e de que forma -, e segurança e responsabilidade e, legislação deverá prever eventual reparação ao usuário.

O texto trata também de questões como vazamento de dados, dados sensíveis, estabelecimentos de princípios, o consentimento do titular, comunicação, interconexão e uso compartilhado de dados pessoais, transferência internacional de dados, responsabilidade dos agentes de tratamento, segurança e sigilo de dados, boas práticas e sanções administrativas.

Para o Conselho Federal de Medicina ler: Reino Unido contrata 3 mil médicos estrangeiros

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E os médicos Coxinhas também.

Está no The Guardian, para que o nosso corporativismo médico ficar com cara de tacho.

O National Health System do Reino Unido, um ultra-mega-SUS num país em que a medicina privada é exceção, contratou, no ano passado, três mil médicos estrangeiros.

Vieram de pelo menos 27 países, incluindo a Índia, Polônia, Austrália e Grécia – e também do Iraque, Síria e Sudão.

Não que a coisa esteja muito bem por lá, não está. As pressões, inclusive as dos médicos, para abrir o sistema a uma maior presença das empresas médicas são grandes.

Desde Margareth Tatcher cortou verbas e mudou as regras contratuais dos “GPs” (General Practitioner, o médico generalista por lá) elas vêm se acentuando .

Mas a essência pública do sistema permanece e o médico não é um “produto de mercado”, que tem seu preço específico.

E a “livre escolha” não é a regra, porque os médicos tratam segundo protocolos e critérios que são comuns à toda medicina.

E, claro, a todo paciente, seja rico ou pobre. 

Até porque eles são iguais, ao menos do ponto da fisiologia, não é?

A ideia essencial da medicina privada não é a liberdade do paciente.

É a liberdade do dinheiro."

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Foto: médico iraniano

Escravos da modernidade

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Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

1.724 operações,
3.995 propriedades fiscalizadas,
R$ 92 milhões multas indenizatórias aplicadas.

E muitas mortes, sem punição para os assassinos.

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Mais de 47 mil trabalhadores submetidos trabalho escravo ou análogo à escravidão, condições degradantes e a jornadas de trabalho exaustivas, em propriedade rurais e empresas localizadas nos centros urbanos, foram resgatados da escravidão ocupacional.

O Brasil demorou a reconhecer oficialmente a existência e a gravidade do trabalho análogo à escravidão. O que veio ocorrer apenas em 1995, como a criação do Grupo de Fiscalização Móvel e a adoção de punições administrativas e criminais a empresas e proprietários de terra flagrados cometendo esse tipo de crime.

E de acordo com os dados da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo – MTE -, desde 1995, quando o país reformulou seu sistema de combate ao trabalho escravo contemporâneo, foram realizadas 1.724 operações em 3.995 propriedades e aplicadas multas indenizatórias cujo valor supera os R$ 92 milhões.

Hoje, 20 anos depois da adoção de medidas que intensificaram o combate ao trabalho escravo, o Ministério do Trabalho avalia que houve uma migração do ambiente onde se pratica esse tipo de crime: das zonas rurais para as cidades.

A Emenda Constitucional do Trabalho Escravo aprovada pelo Congresso foi mais um avanço. Contudo, ainda não foi regulamentada. A bancada ruralista quer, com o apoio de outros setores - como o da construção civil -, que o trabalho escravo fique tão somente caracterizado quando houver a supressão de liberdade. Uma concepção antiga, que perdurou até 2003, quando houve uma inovação legislativa na qual foram ampliadas as hipóteses de trabalho análogo ao de escravo no Código Penal.

Para Luís Antônio Camargo, procurador-geral do Trabalho, a sociedade ainda deve lamentar a existência do trabalho escravo, mas também, deve reconhecer que houve avanços no enfrentamento do problema. Para tanto, ele afirma, que a articulação entre os diversos órgãos públicos e organizações da sociedade civil que possibilitou ao país o reconhecimento e o respeito mundial no que se refere ao combate a esse crime, deve continuar.

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Para que se avance mais, o Poder Judiciário deve fazer a sua parte, punindo severamente os assassinos e os mandantes dos crimes praticados no campo e na cidade. 

Mamãe, por que a dona Irene já é velha?

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Das palavras impróprias

Perguntou-me ele, naquele momento das conversas profundas e desconcertantes da volta da escola. A indagação foi feita em voz relativamente alta, enquanto a vizinha passava por nós indo depositar o lixo na portão. Olhei pra trás, constrangida, com medo de que ela tivesse ouvido, e minha primeira reação foi responder que não é assim que se diz, que ela poderia se ofender se escutasse.

Ele me disse, assustado: "mas, eu só perguntei por que dona Irene é velha!"

E foi só isso mesmo. E claro que não deveria ser ofensivo. Mas, como explicar que pra algumas pessoas ser chamada de velha pode ser confundido com indelicadeza? Ou que não é toda pergunta que se faz? E que temos que respeitar os tempos dessas pessoas, já que não é mesmo fácil escapar dessa dança das cadeiras moderna que, às vezes, cria eufemismos pra nomear o inevitável? Ou retardá-lo? As pessoas ficam velhas. 

A gente, se não morre antes, envelhece, caramba!

A Eliane Brum tem um texto lindo sobre o assunto que diz:

"Chamar de idoso aquele que viveu mais é arrancar seus dentes na linguagem. Velho é uma palavra com caninos afiados - idoso é uma palavra banguela. Velho é letra forte. Idoso é fisicamente débil, palavra que diz de um corpo, não de um espírito. Idoso fala de uma condição efêmera, velho reivindica memória acumulada. Idoso pode ser apenas 'ido', aquele que já foi. Velho é - e está".

Então, como dizer que, embora possa soar indelicado, não deveria sê-lo? Chamar alguém de velho não deveria ser grosseria, xingamento. Querer saber por que ela envelheceu tampouco (é até belo, pelo tanto de significado que possui). E que também para ele a velhice chegará (seguida da morte, mas, isso é outra história...), e que isso não deve ser razão de temor. Ou vergonha.

E como tornar tudo isso simples para uma criança de 5 anos, naquele átimo de segundo que dura sua expectativa de resposta?!

Olha, tarefa difícil essa de educar.

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Vanessa Rodrigues 
Jornalista, contadora de causo, co-fundadora da Casa de Lua

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