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Libertários e chapeleiros

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Os filmes abordam o universo dos trabalhadores e da industrialização paulista de forma distinta.

Imagens de uma São Paulo antiga abrem o filme Libertários, de Lauro Escorel, com a seguinte narração: “Os primeiros anos do século assistem à urbanização da velha burguesia rural e ao surgimento da burguesia financeira industrial, á expansão e diversificação das classes médias e ao surgimento de uma classe até então desconhecida: o proletariado urbano”.

Lançado em 1977, a obra revê o surgimento da classe operária urbana com o claro objetivo de fazer refletir sobre a importância de se unir para a defesa dos direitos dos trabalhadores. Quase 40 anos depois do lançamento e de muitos direitos trabalhistas conquistados, o filme de Escorel chega agora em DVD, junto com o também o clássico Chapeleiros, de Adrian Cooper. 

Não faz tanto tempo

“A jornada de trabalho era em média de 16 horas, sendo muito grande o número de mulheres e crianças entre o operariado. As crianças trabalhavam 11 horas por dia e eram constantes os maus tratos pelos erros cometidos. Os salários eram baixíssimos, flutuando conforme as necessidades do empregador, não existindo o salário mínimo. Carne, pão e legumes eram artigos de luxo para os trabalhadores, que tinham sua dieta básica constituída de farinha de mandioca, feijão, arroz, carne seca e café. É assim que o trabalhador, desprotegido nos acidentes de trabalho e na velhice, começa a sentir a necessidade de agrupar-se”, narra o locutor de Libertários.

Andarilhos e anônimos

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Mostra retrata andarilhos anônimos fotografados por um policial rodoviário

O policial rodoviário federal Renato Lucena traz ao público de Brasília uma mostra de fotografias de pessoas consideradas muitas vezes invisíveis à sociedade: andarilhos que transitam no anonimato por rodovias. 

A exposição, que começou na quarta-feira (22), no Shopping Pátio Brasil, no centro da capital, é resultado de uma iniciativa individual de Lucena e as fotografias foram feitas em estradas de Cristalina (Goiás).

Ao todo, são 20 imagens de 21 personagens, além de depoimentos dos fotografados, que muitas vezes se sentem excluídos da sociedade por terem optado por uma vida fora dos padrões e terem encontrado na estrada o sentido da vida. É o que relata, por exemplo, o depoimento do personagem Renê, que partiu pelas rodovias do país, depois de perder todos os seus pertences em uma enchente que atingiu a casa onde morava, em Vitória, Espírito Santo.

A partir da exposição, os personagens que, aparentemente vieram de lugar nenhum, relatam suas origens e um pouco de sua história. Eles já foram cozinheiros, caseiros, autônomos e vieram, muitas vezes, de estados distantes da capital, como Paraíba, Rio de Janeiro e Pará. A vontade de sair do anonimato e ter sua história contada aparece, por exemplo, no relato de Antônio. Nascido em Nova Floresta, na Paraíba, Antônio pede ao autor das fotos, Renato Lucena, que coloque sua história e imagem na internet "que é pra eu poder me ver".

Dois Brasis?

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Era o titulo de um livro de muito apelo de um economista francês – Jacques Lambert. Era o resgate da modernidade do centro-sul e do sul contra o atraso e a miséria do nordeste. Era o Brasil europeu contra o Brasil africano.

Era uma foto, mas pretendia ser um diagnostico. A imigração nordestina para São Paulo era o resgate generoso da civilização em relação aos famintos, aos miseráveis, aos paus-de-arara.

A direita brasileira, ainda mais tendo São Paulo como sua cabeça, sempre agiu como se fosse a portadora da civilização contra a barbárie. Como uma espécie de Israel cercado de povos incultos, miseráveis, violentos, que se movem pelos instintos, enquanto eles personificariam a razão.

O futuro seria dado pela expansão do polo moderno, industrializado, urbanizado, que iria absorvendo, isolando, derrotando ao polo do atraso, do mundo rural, agrícola. A pujança de São Paulo e sua liderança nacional estaria dada por essa função dinamizadora e modernizadora do pais. “São Paulo é a cidade que mais cresce no mundo: 4 casas por hora.” “São Paulo não pode parar.” Esses lemas, correntes nos anos 1950, eram a atualização dos “ideais de 1932”. Da São Paulo vanguarda do Brasil, que trazia a modernidade do primeiro mundo para o terceiro.

Site ajuda pais a escolherem melhor livro para seus filhos

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O contato com livros desde o início da vida ajuda a criar nas crianças o hábito da leitura. 

Os benefícios, quando elas começam a ler sozinhas, vão desde o estímulo à criatividade e à imaginação ao aumento do vocabulário e fixação da grafia correta das palavras. E foi inspirado neste mundo de possibilidades que os livros geram, que um grupo se uniu na criação de um espaço virtual voltado inteiramente aos pais dos amantes mirins desta arte.

O site A Taba reúne estudiosos de literatura infantil e juvenil, professores, pais, bibliotecários e contadores de histórias que indicam e resenham livros infantis. Além disso, há fóruns de discussão e um clube de leitores, onde todo mês livros previamente selecionados são enviados para os assinantes.

O espaço é cuidadoso em separar as indicações por tipos de leitores: iniciante, autônomo ou experiente. 

Os mais de 900 títulos indicados ajudam os pais e educadores a fazerem uma escolha de qualidade em meio à oferta massiva de publicações do gênero. De acordo com A Taba, por ano, no Brasil, são lançados cerca de 3.000 títulos diferentes voltados para o público infantil e juvenil. 

“É na infância que se dá o primeiro contato com a linguagem literária. É preciso atentar para a qualidade daquilo que oferecemos às nossas crianças nessa iniciação ao universo literário”, define o site.

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Fonte: EBC - Bruna Ramos

O Ebola, o New York Times, o governo Obama e os médicos cubanos

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Enquanto médicos brasileiros denunciam a infiltração comunista no Brasil, perpetrada por cubanos, e organizam páginas no Facebook para sugerir um holocausto no Nordeste, o New York Times resolveu elogiar os profissionais de saúde de Cuba que estão na linha de frente no combate ao surto de ebola.

Cuba tem uma longa tradição de envio de médicos e enfermeiros para áreas de desastre no exterior. Nos dias seguintes ao furacão Katrina, em 2005, o governo cubano criou um corpo médico de reação rápida e se ofereceu para enviar médicos para New Orleans. Os Estados Unidos - sem surpresa, não aceitaram o bom gesto de Havana. No entanto, autoridades em Washington pareciam sensibilizadas ao saberem nas últimas semanas que Cuba havia preparado equipes médicas para missões me Serra Leoa, Libéria e Guiné.

O Times chamou de “impressionante” a atuação do país num editorial publicado no domingo (19). Segundo o jornal, Cuba “desempenha o papel mais robusto entre as nações que buscam conter o vírus”.

“O trabalho desses médicos cubanos pode beneficiar todo o esforço global e deve ser reconhecido”, diz o artigo. Fidel Castro, que pediu no Granma que EUA e a ilha ponham suas diferenças de lado e trabalhem juntos, está “totalmente certo.”

A atuação deles beneficia “todo o esforço global e deve ser reconhecida por isso”. Sobram críticas para o governo Obama, que tem “insensivelmente se recusado a dizer se vai lhes oferecer alguma ajuda”. Com o apoio técnico da OMS, o governo cubano treinou 460 médicos e enfermeiros sobre as precauções rigorosas que devem ser tomadas para tratar pacientes com o vírus altamente contagioso. 

O primeiro grupo de 165 profissionais chegou a Serra Leoa nos últimos dias. José Luis Di Fabio, representante da OMS em Havana, disse que os médicos cubanos já estavam especialmente preparados para a missão, pois muitos tinha trabalhado na África.

Enquanto isso, os coxinhas brasileiros (os de jalecos) só pensam em garantir um cargo público – e salários no final do mês - que lhes dê a necessária estabilidade e o sossego suficiente, para trabalharem livremente nos consultórios e ganhar dinheiro, muito dinheiro.

Porque afinal, na medicina brasileira, o que vale mesmo não é Hipócrates. Mas a hipocrisia dissimulada para a obtenção do lucro fácil..

Leia o texto original do New York Times aqui.

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A cura está ligada ao tempo e às vezes também ás circunstâncias.
(Hipócrates)

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