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Nenhum homem jamais será maior que uma Nação, seja na esfera que for

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Especialmente aquele que se alinha aos detentores do poder, para ajudar de alguma forma, exterminar e massacrar um povo, em nome da sua arte.
Este, conseguirá no máximo, e por algum tempo, permanecer na vaga lembrança de alguns saudosistas.
Beth Muniz

Ontem (16/06), calou-se pela última vez uma das vozes musical da Ditadura Militar no Brasil: Ravel, que fazia dupla com o irmão Dom. 

Patrocinados pelo regime e pelos grandes meios de comunicação, incluindo a Rede Globo, viajaram o país inteiro cantado suas músicas de apologia à ditadura.

Enquanto cantavam nos grandes palcos montados (o Maracananzinho era um deles), nos porões, os  torturadores matavam e torturavam homens, mulheres e criança, em nome do “Eu te Amo Meu Brasil,” ou, “Brasil, Amei-o, ou Deixe-o” . 

De um lado, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Augusto Boal, Elke Maravilha, Chico Buarque, Geraldo Vandré e Tom Zé, entre outros, lutavam e resistiam musicalmente. Do outro, “artistas” como Dom e Ravel faziam apologia ao regime.

Obviamente que com a abertura lenta e gradual do regime, após o massacre que se praticou no país, eles tentaram se afastar. Mas, aí, já era tarde. Nem a ditadura e nem os meios de comunicação se utilizariam mais deles. A saída foi começar a negar tudo, assim como fez o Wilson Simonal. E o resultado não poderia ser outro: O ostracismo. Fica-nos entre outras, uma lição sobre o real significado do que seja arte: Arte é isto, e regada com um bom Café!

Mas, se alguém ainda tem dúvidas, basta ouvir a música, prestando bastante (bastante mesmo) atenção à introdução. Uma marcha militar, quem bem poderia estar levando os soldados para marchar sobre corpos indefesos, lutando contra o regime.

É claro que eu não fico feliz com a morte de alguem. O que me faz feliz é a morte de um regime que me roubou a infância e a vida real da minha família, em especial a da minha mãe.

Estou feliz, não pela morte. Mas, porque hoje finalmente posso dizer: Como é bom viver em meu país, sonhar com dias melhores, e gozar da plena liberdade de expressão!
Não preciso dizer: Brasil eu te amo.
Porque, simplesmente amo!
Sonhe comigo.
Bom final de semana.
Um abraço.

5 comentários:

Realmente, não há o que se comemorar na morte de outros. Não somos Obamas. Mas, reverenciar a morte de um artísta? Que artista? Que arte?

O Brasil perdeu um cidadão. O Brasil não perdeu nenhum artista. No máximo, mais uma triste página da ditadura que foi sepultada. Sem pompa, sem circunstância. Sem tristeza.

Abraços

Minha querida amiga Beth!
Quer me fazer chorar de emoção?
Nem sei como agradecer, todo este prestigio que me concede!
Como fazer jus a esta honra do Arte ser mencionado como uma referencia
desta grande e ilustre Travessia?
Eu só posso dizer:
Que pessoas como você fazem toda a diferença!
Pois você é um grande exemplo de ética, cidadania e integridade!
Precisamos de muitas pessoas como você para fazer desta nossa amada pátria um brado grito de dignidade!
Muito obrigada pela honra desta homenagem, amizade e parceria!!!
Vamos sonhar sempre querida!
Em ver este nosso Brasil cada vez mais liberto e verdadeiramente amado!
Obrigada mesmo, é muita emoção!
Grande Beijo

Querida Beth!
Fiquei profundamente emocionada, sensibilizada e triste com teu texto.
Triste não pela beleza de tua escrita, mas por saber que suas palavras são verdadeiras e que existiu uma história de dor e sofrimentos impingidos a inocentes que sonhavam pensar um mundo melhor, Igualitário, solidários, apenas com mais amor!
Sinto por tua dor e compartilho a alegria de poder amar esta terra ainda que sobre ela tenha sido derramando tanto sangue em nome do poder e do poder!
E pessoas desumanas que ainda hoje desfrutam deste poder!
Mas a lei da vida e de Deus guarda muita sabedoria e algumas respostas! Vamos aguardar, mas em pé!
Um grande abraço querida!
Flora!

Ah, Beth, agora compreendo. Nunca me tinha perguntado, porque era esta, a única canção brasileira que conhecia, antes do 25 de Abril de 74. Ainda criança, pouco ou nenhum acesso tinha a música "não oficial".

Beijos!

Beth, ele teve o pior castigo que um artista pode ter, o ostracismo, como você bem falou.

Sua história é realmente forte. Se eu me indigno mesmo sem ter vivido a ditadura, imagine você, que teve a mãe nas mãos de criminosos.

Obrigado pelo comentário no meu blog. É necessário que o caso Battisti seja divulgado como ele é, não do jeito que a imprensa golpista brasileira passa.

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