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Que tipo de vida meu filho terá?’: uma campanha sobre a ‘normalidade’ das crianças, emociona o mundo

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Síndrome de Down.

Uma organização italiana de apoio a crianças com Síndrome de Down recebeu um email de uma grávida com um questionamento. “Que tipo de vida o meu filho vai ter?”, perguntou ela, amedrontada pois havia acabado de descobrir que seu filho iria nascer com a alteração genética.

A instituição repassou o email à sua agência de publicidade que utilizou a dúvida da mulher como mote em um vídeo feito para o dia mundial da síndrome, comemorado hoje, 21/3.

São dois minutos e meio de respostas sobre o “tipo” de vida que a criança irá enfrentar. Uma vida com escola, trabalho, alegrias, com viagens, com recompensas mas também com desafios, dificuldades, tristezas. Enfim, vida normal, vida real. Conhece?

Em tempos como os atuais, em que até filhos são programados, agendados e formatados como se fossem produtos, e em que toda e qualquer deficiência é indesejada e rejeitada (“quero que me entreguem como imaginei”), os depoimentos de 15 crianças portadoras de down é um tapa na cara. Um filme de sinceridade explícita. Meninos e meninas em papo reto e desconcertante.

Crianças muitas vezes são vistas como propriedades por alguns pais, portanto a pergunta, mais do que emocionar, deveria chocar. Como assim que tipo de vida? A vida dele, oras.

O filme prima por tocar o espectador diante de seres humanos sem censura. Diante da vida, que é sublime exatamente pela diversidade.

Nestes tempos em que o amor parece obedecer apenas a argumentos racionais e diferenças são – ainda – incompreendidas, chega ser curioso que exista a possibilidade deste artigo ser criticado por mencionar o termo “deficiência” pelas mesmas pessoas que considerariam a hipótese de abortar um filho sabidamente portador de uma síndrome. Falar não pode, mas querer ninguém quer.

É o paradoxo do momento atual, da patrulha do politicamente correto, de gente que pelo bem estar e felicidade geral da nação utiliza o termo “afrodescendente” mas não tem um único amigo negro.

“Todo mundo tem o direito de ser feliz”, é o conceito da campanha italiana.

Seu filho pode ser feliz, e você também. Essa é a resposta para a mãe insegura.

O que um filho pode nos proporcionar, só sabe quem os tem."


*****
Mauro Donato, Diário do Centro do Mundo.

2 comentários:

Oi amiga
Uma coisa que me deixa de irritada quando assisto alguns filmes, americanos é aqueles em que o casal vai às clinicas, escolher ou selecionar os doadores de semem, com essas ou aquelas características. Querem "filhos perfeitos". Meu Deus! filhos, são filhos, com sindromes, sem sindromes com ou sem doenças. Não entendo isso não. Sou mãe e amaria meu filho de qualquer maneira. Fica a pergunta: ONDE está o AMOR??
Bjs

Oi Lucia.
Comovente e realista o seu comentário.
O amor? Esta mais para o "ter" que o "ser". Infelizmente.
Claro que não se pode generalizar.
Mas no mundo atual, me parece que é assim que funciona.
Beijo amiga.
Valeu!

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