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Para sempre Alice

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 O Mal de Alzheimer em detalhes.

“Se foi um assassinato molecular ou um suicídio celular, eles não puderam alertá-la para o que estava acontecendo antes de morrerem”.
(Para sempre Alice)


*****
Concluí a leitura do livro ‘Para sempre Alice’ - que foi adaptado para o cinema e deu à atriz Julianne Moore o Oscar de melhor atriz em 2015 - , bem antes do que eu planejei, de tão fantástico e realista que é.

Durante a leitura, as minhas mãos agiam mais rápido que o meu cérebro. Mergulhava em cada página na ânsia do descobrimento, da salvação e da solução para o problema da personagem.

Para quem, com eu, não sabia quase nada sobre Alzheimer, e que para saber alguma coisa era obrigada a ler compêndios de medicina, ler a história real de AliceHowland foi como abrir uma porta para um mundo composto por moléculas, neurônios e células, que sei que existe, mas que não está ao alcance das minhas mãos e muito menos do meu controle. E foi aí, que me batei bem forte à vontade de descobrir...

Alice, uma psicóloga e cientista, renomada há vinte e cinco anos, professora titular da Universidade de Harvard, especializada em “processos mentais subjacentes à aquisição, à organização e ao uso da linguagem”, de repente começa a ter falha de memória... aos 50 anos de idade. Foi diagnosticada com o Mal de Alzheimer, de instalação precoce. Logo eu? Se pergunta, enquanto tem memória...

Para sempre Alice não é apenas um livro comovente. É uma bula e um roteiro, onde se pode ler cada detalhe do comportamento de quem  está com a doença, mas, também, de quem está no entorno.

O livro também revela o quanto é importante à dedicação e o carinho da família no processo de agravamento da doença. Mas, sobre tudo, de como se deve lidar com a perda cognitiva, a interação entre as idéias, o mecanismo mental para aprender de forma significativa ou para adquirir e reter conhecimentos, por parte de quem amamos, ao percebermos que a pessoa está indo embora, em que pese fisicamente, se faça presente.

O livro nos revela toda a realidade, no detalhadamente, no dia a dia, sem fantasia... mas com suavidade...

Os tratamentos e medicações utilizadas. As tentativas de cura. As pesquisas e experimentos científicos. As relações entre os doentes e os profissionais da área da saúde. As relações sociais de grupos de portadores da doença. A  dor, a revolta, a indiferença programada mentalmente – como forma de defesa -, de familiares. E o desespero mental de quem está doente, e percebe não haver saída.

Infelizmente, não nos revela a solução, ainda...

Agora é esperar para assistir ao filme, já que sou fã da Julianne Moore.

2 comentários:

Oi, Beth!
TAmbém não sei muito da doença, além dos relatos de dois amigos que as mães estã doentes. Será que ataca mais mulheres? Também assisti um documentário muito bacana, feito no Brasil baseado em fatos reais. "Clarita" com Laura Cardoso.
https://www.youtube.com/watch?v=gBMPZdUNxRM
"Para sempre Alice" é um filme de utilidade pública. Também estou esperando para assistir!
Beijus,

Oi Luma,
Bom dia!
Pelo que pude aprender, uma das causas mais frenquentes que acomete os dois gêneros e talvez a mais presente em estudos, é a genética.
Vou assistir ao vídeo.
Obrigada. Não conhecia.Sou fã da Laura Cardoso.
Beijo.
Tudo de bom.

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