Em pleno Rio de Janeiro, na quase esquina da Avenida rio Branco com a Presidente Vargas fica o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
E é exatamente nesse espaço que pode ser vista a exposição “Crux, Crucis, Crucifixus – O Universo Simbólico da Cruz”, que pretende contar a história desse ícone e símbolo sagrado, mostrando que ele transcende ao aspecto religioso.
A Mostra que será vista pelo público compreende 150 cruzes, santos, relicários e oratórios dos séculos 18 e 19, em diferentes estilos, técnicas, materiais e origens. Todo o acervo pertence ao Museu de Arte Sacra de São Paulo, um dos mais importantes do gênero no país.
A cruz da história brasileira que carregamos até hoje
De acordo com a curadora da exposição, em entrevista à Agência Brasil, a mostra tem duas vertentes: uma histórica e outra estética. “A história do Brasil está desde o início marcada pela presença da cruz. O primeiro nome do país foi Ilha de Vera Cruz, e depois Terra de Santa Cruz. Só em 1527 é passamos a ter o nome de Brasil".
Ainda segundo ela, no processo de colonização portuguesa do Brasil, as cruzes continuaram no punhal das espadas, no peito das armaduras, nos brasões, estandartes, joias, monogramas bordados, livros e nas plantas dos edifícios.
Em relação à vertente estética, a mostra se destaca pelas características do acervo do Museu de Arte Sacra da capital paulista. “Diferentemente dos barrocos mineiro, nordestino e do Rio de Janeiro, mais luxuosos e pomposos, o de São Paulo é marcado pela simplicidade. O estado era muito pobre no século 18. Só entrou no circuito econômico do país a partir do final do século 19, com o desenvolvimento do café”, explicou.
O Universo Simbólico da Cruz ficará em exposição até o dia 23 de setembro, e poderá ser visitada de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h.