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O velho Graça

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Um livro e muitas vidas.

Com argúcia de historiador e sensibilidade literária, Denis de Moraes traça a interligação entre as várias personas de Graciliano Ramos: o menino traumatizado pelas surras na infância; o jovem autodidata que lia Balzac, Zola e Marx em francês; o mítico comerciante da loja Sincera; o revolucionário prefeito de Palmeira dos Índios; o diretor da Imprensa Oficial e da Instrução Pública de Alagoas; o preso político no inferno da Ilha Grande; o escritor sufocado por apuros financeiros; o estilista da palavra na redação do Correio da Manhã; o militante comunista aos esbarrões com a burocracia partidária.

São Paulo
Reavaliada 120 anos depois de seu início, em 27 de outubro de 1892, a extraordinária trajetória pessoal, literária, intelectual e política de Graciliano Ramos contada por seu melhor biógrafo ganha nova edição, ampliada e revisada, pela Boitempo Editorial. O velho Graça, de Dênis de Moraes, nos conduz pelos sessenta anos de história de um dos maiores narradores da literatura brasileira, com todo o rigor da documentação e dos depoimentos pessoais daqueles que o cercavam. O livro chega aos leitores com acréscimos que acentuam o conhecimento pormenorizado da vida e da obra do escritor alagoano. Entre as novidades estão um bem-cuidado caderno iconográfico, com imagens raras e até inéditas, e a mais esclarecedora entrevista concedida pelo escritor, em 1944, nunca antes publicada em livro.

Fonte: Carta Maior

A grande imprensa brasileira tem lado e classe social

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Informação é poder

Para Francisco Fonseca, professor da FGV-SP, não há dúvidas de que a mídia brasileira, sobretudo a televisão, atua como formadora de opiniões. No entanto, segundo ele, há um choque entre a informação e a experiência concreta do cidadão. Isso fica evidente também nas campanhas eleitorais como a de José Serra, “que sempre nos mostra hospitais equipados, as AMAs, as UBSs, e no fundo quem vive na periferia sabe que não é assim”. "A grande imprensa brasileira tem lado e classe social".

Pode ser um elemento de manipulação ou de democratização de acordo com a forma como é veiculada. No processo eleitoral, a informação torna-se um instrumento valioso que, de acordo com o cientista político Francisco Fonseca, doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), pode mudar o destino da sociedade.

Setenta anos de Travessia, e Maria, Maria sobrevive...

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Como tantas outras...

Milton Nascimento é o autor da trilha sonora do povo brasileiro nas últimas cinco décadas. De seu cancioneiro, surgiram não apenas músicas marcantes, mas hinos essenciais. Ao se pensar em amizade, por exemplo, como não recorrer a Canção da América? E o reflexo da guerreira Maria, Maria que se esconde em cada mulher? Milton exalta a negritude, canta o homem trabalhador, sonda a solidão e a morte, o credo e a repressão. Coração de estudante é um emblema da abertura política ocorrida no país nos anos 1980.

Trens de ferro, bicas nos quintais e oratórios fazem parte dos infindos passeios do menino deslumbrado pelos sons de sua Minas Gerais, da África e da América Latina. No dia em que ele completa 70 anos — mesmo ano em que comemora meio século de trajetória artística —, voltar-se para sua obra, de mais 400 canções, é perceber que existe um pouco dele em cada um de seus admiradores.

Milton fez algumas de suas músicas sozinho. Contudo, encontrou em nomes como Fernando Brant, Márcio Borges e Ronaldo Bastos — para citar os mais constantes — os parceiros ideais, aqueles que conseguiam traduzir em palavras os múltiplos sentimentos que suas melodias insinuavam. “Essas canções contam também as histórias da minha vida e as da dele. Nos fez colocar o pé na profissão e nos tornaram as pessoas que somos hoje”, analisa o amigo Márcio Borges, coautor de Vera cruz e Clube da esquina 1 e 2.

“Foram músicas feitas por amigos, sem pensar no retorno, mas que acabaram batendo no coração dos brasileiros”, reforça Brant, que escreveu os versos de San Vicente e Maria, Maria.

Fonte principal: Correiobraziliense

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