Sobre a potência do corpo vivo pouco se sabe.
Tantos séculos de intimidação, repressão e educação dos gestos resultaram em hesitação e fragilidade.
O corpo não está lá onde o vemos: nos retoques da publicidade, nos ideais de beleza, nas academias de ginástica, nos ídolos do esporte. O corpo, vivo, é outra coisa. Sua potência fala através de suores, movimentos, deslocamentos, envolvimentos, intensidades. É uma potência que se atualiza no indignado, na criança brincando, no calor dos amantes, no calafrio do enfermo, no tremor do soldado, nos mistérios do metabolismo.
O corpo não está lá onde o vemos: nos retoques da publicidade, nos ideais de beleza, nas academias de ginástica, nos ídolos do esporte. O corpo, vivo, é outra coisa. Sua potência fala através de suores, movimentos, deslocamentos, envolvimentos, intensidades. É uma potência que se atualiza no indignado, na criança brincando, no calor dos amantes, no calafrio do enfermo, no tremor do soldado, nos mistérios do metabolismo.
Por isso é mais fácil explorar corpos mortos...
Que nada mais têm a dizer e se dão à dissecção fria dos especialistas. A ciência e a imprensa sabem disso. Houve um tempo em que a exibição de imagens de cadáveres era reservada à mídia dita sensacionalista. Na maioria das redações havia uma regra clara a esse respeito e, quando não, o acordo era tácito. Hoje, mesmo na imprensa que se arroga respeitável, o flerte com a morte é escandaloso e assume várias formas. Está presente, por exemplo, na divulgação pouco investigada da ameaça de um suicídio indígena em massa, também em fotografias de mortos por chacinas e em imagens amadoras vindas de celulares que, espalhados mundo afora, mostram cadáveres ultrajados de crianças, mulheres e famílias, corpos da guerra e do terrorismo.
Que nada mais têm a dizer e se dão à dissecção fria dos especialistas. A ciência e a imprensa sabem disso. Houve um tempo em que a exibição de imagens de cadáveres era reservada à mídia dita sensacionalista. Na maioria das redações havia uma regra clara a esse respeito e, quando não, o acordo era tácito. Hoje, mesmo na imprensa que se arroga respeitável, o flerte com a morte é escandaloso e assume várias formas. Está presente, por exemplo, na divulgação pouco investigada da ameaça de um suicídio indígena em massa, também em fotografias de mortos por chacinas e em imagens amadoras vindas de celulares que, espalhados mundo afora, mostram cadáveres ultrajados de crianças, mulheres e famílias, corpos da guerra e do terrorismo.