Finalmente o STF respeita a Constituição e o Congresso Nacional.
Jurista vê nazismo jurídico em prisão imediata.
A prisão imediata de qualquer réu no país antes do trânsito em julgado, como mera antecipação da pena, como pediu o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e vai julgar sozinho o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, "tem todo sabor de exceção, colocando esse ato, com todo colorido populista, ao lado dos atos idênticos dos juristas nazistas".
E parece que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu isso, ao rejeitar nesta sexta-feira o pedido de prisão imediata dos condenados no julgamento do mensalão.
O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na noite de quarta-feira. Gurgel queria que a prisão ocorresse antes mesmo do trânsito em julgado da ação, ou seja, antes da análise dos recursos que a defesa ainda pode apresentar. Como as atividades do tribunal foram encerradas na quarta para o recesso, a decisão foi tomada por Joaquim sem consulta aos demais ministros.
O STF volta a funcionar plenamente apenas em fevereiro de 2013.
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