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Antropóloga disseca caso de racismo na BMW

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Qual mal-entendido?

O casal, branco, queria comprar uma BMW no Rio; o gerente da loja, ia expulsar um menino negro de 7 anos. Era o filho deles.

“Segundo Débora Diniz, o mal-entendido na concessionária da Barra da Tijuca (RJ) reflete uma realidade brasileira: crianças negras são invisíveis ao universo do consumo”.

Priscilla Celeste Munk é mãe de uma criança negra de sete anos. No catálogo racial brasileiro, ela é uma mulher branca. Sua branquidade se anuncia pela cor da pele, mas também pela classe social. Foi como uma mulher branca, acompanhada de seu marido também branco, Ronald Munk, que vivenciou o racismo contra seu filho adotivo em um dos templos do consumo de luxo no país - uma concessionária de carros BMW no Rio de Janeiro. 

A cena foi prosaica: a família foi à concessionária e o filho se entreteve com uma televisão. O gerente os atendeu como um casal desacompanhado. Quando a criança se aproximou, a cor de sua pele resumiu a impertinência de sua presença em um lugar onde somente brancos e ricos seriam bem-vindos. Sem se dirigir ao casal, o gerente ordenou que a criança saísse da loja: "Você não pode ficar aqui dentro. Aqui não é lugar para você. Saia da loja. Eles pedem dinheiro e incomodam os clientes".

Quero falar uma coisa...

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Coração de Estudante, 
"Há que se cuidar da vida,
Há que se cuidar do mundo....".



Aos corações dos familiares e amigos dos mais de duzentos estudantes de Santa Maria, meus sinceros sentimentos.

Nota: Se por algum motivo o vídeo não abrir, por favor acesse aqui.http://www.youtube.com/watch?v=xwYchA3M0Dg


A beijação geral

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E o beijo insofismável...

Em 1980 explodiu na cidade brasileira de Sorocaba (SP) uma insólita manifestação popular.

Em plena ditadura militar, uma ordem judicial havia proibido os beijos que atentavam contra a moral pública. A sentença do juiz Manuel Moralles, que castigava esses beijos com cadeia, os descreve assim:

"Beijos há que são libidinosos e, portanto, obscenos, como o beijo no pescoço, nas partes pudendas etc., e como o beijo cinematográfico, em que as mucosas labiais se unem numa insofismável expansão de sensualidade".

A cidade respondeu se transformado num grande beijódromo. Nunca ninguém se beijou tanto. A proibição multiplicou a vontade, e teve muita gente que só de curiosidade quis conhecer o gostinho do beijo insofismável.

(Eduardo Galeano, Os Filhos dos Dias)

Pena que à época não existia Marisa Monte e a música "Beija eu, beija eu, me beija...".

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