O mesmo assento.
Quando a inquisição colocou Boff no mesmo assento de Giordano Bruno e Galileu, o inquisidor era o cardeal Joseph Ratzinger.
Quando a inquisição colocou Boff no mesmo assento de Giordano Bruno e Galileu, o inquisidor era o cardeal Joseph Ratzinger.
Durante o debate sobre o futuro da Igreja, o teólogo brasileiro Leonardo Boff lembrou que Ratzinger o colocou no mesmo assento que os processados e julgados pela Inquisição. Página/12 perguntou a ele se seu relato era literal. Uma história que cruza toda a transformação do Vaticano em uma poderosa monarquia absoluta.
Ele esperou até 1992 para deixar os hábitos de monge franciscano e abandonar o monastério onde vivia. A essa altura já havia atravessado uma experiência impactante: no dia 7 de setembro de 1984, o chefe da antiga Inquisição, hoje chamada de Congregação para a Doutrina da Fé, o colocou no mesmo assento que ocuparam o teólogo Giordano Bruno e o astrônomo Galileu Galilei. O inquisidor era o cardeal Joseph Ratzinger, então braço direito doutrinário de João Paulo II e depois Papa a partir de 2005 até a última quinta-feira (28). O interrogado era o brasileiro Leonardo Boff.
