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A inquisição, o inquisidor e o assento

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O mesmo assento.

Quando a inquisição colocou Boff no mesmo assento de Giordano Bruno e Galileu, o inquisidor era o cardeal Joseph Ratzinger.

Durante o debate sobre o futuro da Igreja, o teólogo brasileiro Leonardo Boff lembrou que Ratzinger o colocou no mesmo assento que os processados e julgados pela Inquisição. Página/12 perguntou a ele se seu relato era literal. Uma história que cruza toda a transformação do Vaticano em uma poderosa monarquia absoluta. 

Ele esperou até 1992 para deixar os hábitos de monge franciscano e abandonar o monastério onde vivia. A essa altura já havia atravessado uma experiência impactante: no dia 7 de setembro de 1984, o chefe da antiga Inquisição, hoje chamada de Congregação para a Doutrina da Fé, o colocou no mesmo assento que ocuparam o teólogo Giordano Bruno e o astrônomo Galileu Galilei. O inquisidor era o cardeal Joseph Ratzinger, então braço direito doutrinário de João Paulo II e depois Papa a partir de 2005 até a última quinta-feira (28). O interrogado era o brasileiro Leonardo Boff.

O Brasil é uma "cachaça"

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E a Cachaça é do Brasil.

Finalmente, e após uma longa batalha, a cachaça fabricada no Brasil é reconhecida. Para se chamar cachaça nos EUA, o produto terá obrigatoriamente ter origem brasileira constatada e estar de acordo com padrões oficiais de identidade e qualidade. 

Em troca, o governo brasileiro, conforme entendimento previamente definido entre os dois países, terá 30 dias para formalizar o reconhecimento do Bourbon e do Tennessee Whisky, produtos norte-americanos.

Para os produtores e exportadores brasileiros o reconhecimento é importante porque evitará que a cachaça torne-se mais um destilado genérico como a Vodca e o Rum, produzidos em todo o mundo. 

A exclusividade dada para a origem brasileira, juntamente com a obrigação das cachaças vendidas nos EUA estarem conforme os padrões oficiais brasileiros de identidade e qualidade, disciplina o perfil da nova categoria entre os destilados, que no futuro deverá se formar naquele mercado. 


Denúncia de intolerância religiosa cresceu mais de 600% em 2012

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Intolerância em nome da fé

O Estado é Laico e pertence a todos em que nele vive, não importando a crença religiosa, ou, para alguns, a ausência dela.
(Beth Muniz)


-A quantidade de denúncias de intolerância religiosa recebidas pelo Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República cresceu mais de sete vezes em 2012, quando comparada com a estatística de 2011.
***
“Alguns setores, especialmente evangélicos pentecostais, gostariam que essas manifestações africanas desaparecessem totalmente da sociedade brasileira, o que certamente não ocorrerá”. 

“Queremos fazer com que essas comunidades também sejam beneficiadas pelas políticas públicas”.
“Nós consideramos que isso chegou em um ponto insuportável e que não se trata apenas de uma disputa religiosa, mas, evidentemente, uma disputa por valores civilizatórios”.

(Luiza Bairros, ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Seppir).

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