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Ota Benga: uma lição de liberdade

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Ota no Zoo/Bronx
Hoje é o Dia da Diversidade Cultural.

Exatamente neste dia, 21 de maio de 1906, um pigmeu caçado na selva do Congo chegou ao zoológico do Bronx, em Nova York.

Foi chamado de Ota Benga, e foi exibido ao público, numa jaula, junto com um orangotango e quatro chimpanzés. Os especialistas explicavam ao público que aquele humanóide podia ser o elo perdido. E para confirmar essa suspeita o mostravam brincando com seus irmãos peludos.

Algum tempo depois. O pigmeu foi resgatado pela caridade cristã.

Fez-se o que foi possível, mas não teve jeito. Ota Benga se negava a ser salvo. Não falava, quebrava os pratos na mesa, batia em quem quisesse tocar nela, era incapaz de fazer qualquer trabalho, ficava mudo no coro da igreja e mordia quem queria se fotografar com ele.

No final do inverno de 1916, depois de dez anos de domesticação. Ota Benga sentou-se na frente do fogo, se despiu, queimou a roupa que era obrigado a vestir e apontou para o coração a pistola que havia roubado.

Finalmente estava a salvo.

O renascimento africano:Black não é um castigo, Black is beautiful.

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O avião Embraer da Azul decolou e com um toque de dedo acendi a telinha de tevê, para me ocupar na hora e vinte do meu vôo Brasília-São Paulo. E ainda sem ter feito qualquer escolha, ali surgiu Gilberto Gil ao lado de um maestro.

Lembrei-me imediatamente do CD comprado, na noite anterior, num shopping nas Americanas, ainda lacrado, mostrando o cantor-compositor baiano, ex-ministro da Cultura, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, numa gravação ao vivo com acompanhamento de cordas.

Rapidamente pedi fones de ouvido e tive direito a uma antecipação da escuta do meu CD como um bonus especial - o vídeo era exclusivo da empresa aérea Azul que, pelo jeito, transportara todos os músicos, não sei de onde para onde. Era o ensaio, provavelmente o final, com Gil de sandálias e roupa descontraída, antes da cena final, de rigor, no Municipal.

Violão do Gil entre violinos, violoncelos, contrabaixos, violas mas também flautas, clarinetas, trompa, trompete e trombones. Imagens destinadas a dar uma terceira dimensão ao som do CD, tão logo eu chegasse no meu interiorano destino.

Gil é poeta profundo que joga com as palavras com maestria. Mas é também lembrança minha do Ponto de Encontro, na Galeria Metrópole, na avenida São Luiz, quando estava ainda para acontecer ou já acontecia o tropicalismo, a música colorida num fundo de chumbo verde-oliva.

Para que você cante, para que você veja

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Para ver os mundos do mundo, mude seus olhos.

Para que os pássaros escutem o seu canto, mude a sua garganta.

Isso dizem, 

Isso sabem, os antigos sábios nascidos nas fontes do rio Orinoco.

(Os Filhos dos Dias)


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