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De mão em mão, ela sobreviveu dando ‘um perdido na população’

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Você já se perguntou qual seria a razão que leva a Rede Globo sempre saber de tudo em “primeira mão?”.

Minha conclusão: Ou a Globo espiona [o que menos provável] , ou ajuda a espionar tudo e todos, no Brasil e no mundo. 

Na Globo é assim: “Tudo em primeira mão”, para não causar suspeição. 

E como não havia mais saída, a emissora mesmo que tardiamente, admite publicamente que a apoiou – mas não que financiou - o Golpe de 1964 que ideologicamente induzia a população a  chamar de revolução.

Em um excelente artigo publicado recentemente, Emir Sader analisa o editorial do Globo e afirma: o Globo começa mentindo: “não foi um ‘apoio editorial’. O jornal, junto com os outros que ele cita – quase toda a mídia da época, que quase toda ainda anda por aí –, participou do bloco golpista que criou o clima favorável ao golpe, promoveu as Marchas da Família, com Deus, pela Liberdade, que funcionavam para tentar passar a ideia de que a população pedia um golpe militar”. A empresa – sim a Globo é uma empresa global - apoiou o golpe militar e a ditadura militar ao longo de toda sua existência. E seguiu justificando-a até agora. Concordo inteiramente com o Emir.

Mas para a Globo apoiar pela metade não bastava. Assim, resolveu apoiar tudo: as mais variadas formas de repressão – prisões arbitrárias, torturas, execuções, condenações sem provas, e a ajudou a cassar a liberdade de expressão da população. Continuou apoiando...

A locomotiva de Praga e o Testamento

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Em 27 de julho, terminaram em Helsinque as Olimpíadas de 1952.
 
Emil Zatopek, imbatível corredor de fundo, forte e veloz como locomotiva, ganhou três medalhas de ouro.
 
Em seu país foi declarado herói nacional e deram  a ele o grau de coronel do exército tchecoslovaco.
 
Alguns anos depois, em 1968, Zatopek apoiou a insurreição popular e se opôs à invasão soviética.
E quem era coronel virou gari.

*****
Em 1890, em carta ao seu irmão Theo, Vincent van Gogh escreveu:
 
-Que sejam meus quadros os que digam.
 
E se matou no dia seguinte.
Seus quadros continuam dizendo.

Não há inocentes na imprensa

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Todas as pautas conduzem, de alguma forma, a uma matriz de pensamento cuja principal característica é a substituição da “humilde curiosidade” pelo dogma que não admite contraste.

A leitura de jornais já foi no Brasil, em tempos não muito distantes, uma das mais gratificantes atividades para os espíritos curiosos. Abrir um diário era como escancarar uma janela para o mundo. Apesar de encontrar interpretações da realidade com as quais eventualmente não concordasse, o leitor ou leitora tinha a convicção de que, mesmo as parcialidades que lhe impunha a imprensa, buscavam sua legitimação num esforço de objetividade. Assim, o conservadorismo do Estado de S. Paulo e a ligeireza do Globo podiam ser comparados à afoiteza impertinente da Folha de S. Paulo e à austera obsessão do Jornal do Brasil pela acuidade, e podia-se perceber o valor simbólico de seus conteúdos.

Uma das razões para essa percepção era a presença, nas redações, de profissionais qualificados com o que existe de essencial no jornalismo: a humilde curiosidade pelo que há de vir.
Os profissionais não eram avaliados por seu perfil ideológico, mas pela capacidade de se surpreender e surpreender o leitor. Por isso, as redações eram verdadeiros laboratórios de receitas políticas, sociais e econômicas, onde um editor filiado ao Partido Comunista dava instruções a um repórter alinhado a uma irmandade católica. Ou vice-versa.

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