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A lei vive para cima e cospe para baixo

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E ele acreditou...

O jurista inglês John Cook defendeu aqueles de quem ninguém gostava e atacou aqueles com quem ninguém podia.

E graças a ele, pela primeira vez na história,  a lei humana humilhou a divina monarquia: em 1649, o promotor Cooke acusou o rei Carlos I, e suas palavras certeiras convenceram o júri. O rei foi condenado por delitos de tirania, e o verdugo cortou sua cabeça.

Alguns anos depois, o promotor pagou a conta. Foi acusado de regicídio - O que ou quem é responsável pela morte de um rei ou de uma rainha, e acabou trancado na Torre de Londres. Ele se defendeu dizendo:

-Eu apliquei a lei.

Esse erro lhe custou a vida. Qualquer jurista deve saber que a lei vive para cima e cospe para baixo.

No dia de hoje de 1660, Cook foi enforcado e esquartejado na mesma sala onde havia desafiado o poder.

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(Os Filhos dos Dias)

Black blocs, lições do passado, desafios do futuro

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Black Blocs: A origem da tática, e o Brasil.

AVISO: o texto é longo, mas se você realmente deseja saber mais sobre este ‘fenômeno', sugiro um pouco de paciência para ler o texto até o final. 
Em que pese eu não concordar com várias análise feitas pelo autor, não posso deixar de registar a ótima aula de história/política/economia mundial que tive, por meio do artigo.

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“Ô balancê, balancê. Escute o que vou te dizer. Geraldo fascista, vai se foder e leva o Cabral com você.” (Cantado por manifestantes em São Paulo).

Uma das grandes novidades que as manifestações de junho de 2013 introduziram no panorama político brasileiro foi a dimensão e a popularidade que a tática black bloc ganhou no país.

Repito: dimensão e popularidade – pois, ao contrário do que muita gente pensa, esta não foi a primeira vez que grupos se organizaram desta forma no Brasil, e muito menos no mundo.

Aliás, uma das questões que mais saltam aos olhos no debate sobre os black blocs no Brasil é a impressionante falta de disposição dos críticos em se informar sobre essa tática militante que existe há mais de 30 anos. É claro que ninguém que conhecia a história da tática black bloc quando ela começou a ganhar popularidade no Brasil esperava que os setores dominantes da sociedade nacional tivessem algum conhecimento sobre o assunto.

Surgida no seio de uma vertente alternativa da esquerda europeia no início da década de 1980, a tática black bloc permaneceu muito pouco conhecida fora do Velho Continente até o fim do século XX. Foi só com a formação de um black bloc durante as manifestações contra a OMC em Seattle, em 1999, que as máscaras pretas ganharam as manchetes da imprensa mundial.

Natural, portanto, que muita gente ache que a tática tenha surgido com o chamado “movimento antiglobalização” e tenha se baseado, desde o início, na destruição dos símbolos do capitalismo. Talvez a melhor forma de começar a desfazer os mal-entendidos sobre os black blocs seja combater a fetichização do termo.

Como chegou ao Brasil por influência da experiência americana, essa tática manteve por aqui seu nome em inglês, mas não é preciso muito esforço para traduzir a expressão.

Por mais redundante e bobo que possa parecer, nunca é demais lembrar que um “black bloc” (assim, com artigo indefinido e em letras minúsculas) é um “bloco negro”, ou seja: um grupo de militantes que optam por se vestir de negro e cobrir o rosto com máscaras da mesma cor para evitar serem identificados e perseguidos pelas forças da repressão.

Meu avô teria me matado

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Meu avô teria me matado.

Esse o título do livro da jovem alemã Jeniffer Teege, filha de pai nigeriano. Nele, a jovem conta sua terrível descoberta – seu avô era Amon Goeth, o sádico comandante nazista do campo de concentração de Plaszow, perto de Cracóvia.

Todos que viram o filme A Lista de Schindler se lembram do nazista SS que, do balcao de sua casa, se divertia fazendo tiro ao alvo em homens ou mulheres judeus presos em Plaszow.

Amon Goeth fez rápida carreira no partido nacional socialista austríaco, depois da união da Austria com a Alemanha, e se formou na direção de campos de concentração e extermínio, servindo em Belzec, Sobibor e Treblinka. Sua maldade excedia a dos próprios nazistas, pelo que logo ficou conhecido como  o açougueiro de Hitler».

Muito alto, magro e de rosto longo, as fotos de Amon Goeth mostram ter muita semelhança com a neta Jennifer também alta, magra e rosto longo. Com uma diferença – o ardoroso seguidor da doutrina nazista da raça pura, que se comprazia em matar judeus impuros, era loiro. Sua neta é mulata, nascida de um caso da filha de Goeth com um nigeriano. Por isso, foi adotada, logo depois do nascimento, por um família rica de Munique.

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