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Surfando com ética

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Coisa rara nos tempos atuais...
Confesso que jamais havia dado importância para uma tal de Bruna Surfistinha.
Ex-prostituta, ex-dependente química e personagem principal do filme que leva o seu nome e está atualmente em cartaz em circuito nacional.
Esta minha indiferença durou até domingo (27/03), enquanto manipulava o controle remoto da TV em busca de um bom divertimento (coisa difícil), e me deparei com um programa de entrevistas, cuja entrevistada era a tal Surfistinha.
O lema (que coisa antiga) do programa é: Vale tudo, só não vale mentir. O formato é de blocos com perguntas e respostas que necessáriamente devem ser respondidas. O prêmio oferecido aos participantes é de vinte mil reais (uma baba). Ah! Ainda tem um tal de Detector de mentiras, provavelmente resquiscios da Ditadura Militar e da prática de tortura que ainda se pratica no Brasil. A postura da Bruna me chamaou a atenção e resolvi assistir o programa até o final da entrevista.

Casa violenta, rua sedenta...

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Para aniquilar de vez por todas as esperanças.
É ou não uma Sinuca de Bico, para milhares de crianças e jovens?
Sabe qual é a principal motivo que leva crianças e adolescentes às ruas? Uma combinação mortal: Violência doméstica e o uso de drogas.
De acordo com o censo da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), cerca de 70% das crianças e adolescentes que dormem nas ruas foram violentados dentro de casa. E o mais grave: 30,4% são usuários de drogas ou álcool.
Os dados
Apontam os seguintes situações-problemas vividos por esta população:
- 32,2% das crianças e adolescentes tiveram brigas verbais com pais e irmãos.
- 30,6% foram vítimas de violência física.
- 8,8% sofreram violência e abuso sexual. 

As deficiências que podem nos contaminar

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"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. 

Mais um passo importante

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Maria da Penha

A ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), afirmou que esta quinta-feira (24/03) é um dia histórico para as mulheres brasileiras. A ministra se refere à decisão do Supremo Tribunal Federal, que, reconheceu a constitucionalidade da Lei Maria da Penha (Lei 11.3490/2006), ao negar o habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União. O HC questionava o artigo 41 da legislação, que diz que os agressores enquadrados na Lei Maria da Penha não podem recorrer à Lei 9099/95, que concedia o benefício da suspensão do processo por dois anos e seu arquivamento, caso o réu não voltasse a ameaçar a vítima.
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