Uma FAMÍLIA de TORTURADORES.
Bandidos de Farda!
Estupro, roubos, assassinatos: Os crimes da ditadura escondidos por Cyro Etchegoyen.
Comandou interrogatórios na Casa da Morte entre maio e agosto de 1971.
Militar escondeu arquivo com cerca de 3 mil páginas de documentos públicos, que pertenciam ao acervo do Exército.
![]() |
| O general Sérgio Etchegoyen ( esquerda) e o patriarca Alcides (direita); e os irmãos Cyro e Leo Etchegoyen (Crédito: Arte/ ICL Notícias). Sérgio é filho de Leo e sobrinho de Cyro. |
Cyro Guedes Etchegoyen comandou interrogatórios na Casa da Morte entre maio e agosto de 1971. É parte de uma família de generais golpistas.
A partir deste domingo (26), o ICL Notícias iniciou a publicação do projeto “Bandidos de farda” produzido nos últimos sete meses com uma série de reportagens e um documentário que estreará no dia 17 de maio. O projeto revela os crimes que o coronel Cyro escondeu em um imenso arquivo mantido por ele até sua morte. São 23 pastas e cerca de 3 mil páginas de documentos públicos inéditos, que pertenciam ao acervo do Exército brasileiro, mas que foram levados ilegalmente pelo coronel Cyro e que ficaram guardados com um outro militar após a sua morte. Em outubro do ano passado, uma fonte, que terá sua identidade mantida em sigilo por segurança, entregou uma primeira parte ao Instituto Fernando Santa Cruz, idealizado por seu filho, o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz. Fernando era militante da Ação Popular (AP) e está desaparecido desde 23 de fevereiro de 1974. Uma segunda parte da documentação foi entregue em fevereiro deste ano pela mesma fonte à jornalista Juliana Dal Piva, repórter do ICL Notícias.
Michel Temer sabia de TUDO!@MichelTemer
A Mídia Oficial, também @Oinegue @tvglobo @JornalOGlobo @folha @VEJA @Estadao @BandJornalismo
Entre os documentos, obtidos com exclusividade, o coronel guardava, por exemplo, relatórios de monitoramento do presidente Lula, no fim dos anos 1970. Mas o documento mais perturbador é uma denúncia feita por um soldado do Centro de Informações do Exército (CIE), órgão do gabinete do ministro, informando a existência de um estupro perpetrado, em 1969, por uma equipe de militares que atuava na área de operações e inteligência do CIE contra uma mulher que alugava quartos a integrantes da Ação Libertadora Nacional (ALN). O crime aponta para a existência de uma nova vítima da ditadura, desconhecida quando o relatório da Comissão Nacional da Verdade foi finalizado em 2014. Na ocasião, foram reconhecidas 434 vítimas, das quais 210 desaparecidas.
🪖 Alcides Etchegoyen (avô): Liderou um levante contra a posse de Washington Luis.
🪖 Leo Guedes Etchegoyen (irmão): Pai de Sérgio Etchegoyen, citado pela CNV por violações na ditadura.
🪖O último dos Etchegoyen a ser conhecido publicamente é o sobrinho de Cyro, general Sergio Etchegoyen, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional no governo de Michel Temer, entre 2016 e 2018.
Nota Instituto Fernando Santa Cruz
“Há histórias que o tempo tenta enterrar, guardadas em arquivos “reservados”, escritas com a frieza burocrática de quem transformou o terror em rotina, reduzidas a números em relatórios de “subversivos postos fora de circulação”. Há famílias que resistiram ao silêncio imposto pelo Estado, guardando memórias como brasas acesas. Há o heroísmo dos que disseram não, que escolheram a consciência em vez da ordem e desapareceram sem túmulo, sem despedida, sem fim. Foi Juliana Del Piva e a equipe do ICL quem foram até essas famílias, quem os ouviu, quem reconstituiu os fatos com a coragem de quem sabe que a verdade, quando finalmente encontrada, dói e liberta ao mesmo tempo. Este trabalho não é apenas uma série de reportagens. É um ato de resistência, de reparação e de memória viva.
Instituto Fernando Santa Cruz-IFSC
Memória, Verdade e Justiça
Editado por: ICL Notícias
Conteúdo originalmente publicado em: ICL Notícias
