Monsanto fracassa em tentativa de criminalizar a acabar com a luta social.
Os cinco ativistas processados pela Monsanto no Paraná acabam de ser absolvidos por unanimidade pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-PR). A empresa havia entrado com um processo de acusação de esbulho possessório, após um protesto realizado em 2003 em uma de suas fazendas, utilizada para experimentos transgênicos, em Ponta Grossa (PR). De acordo com o coordenador da ONG Terra de Direitos e um dos cinco processados, todos os desembargadores disseram não haver provas para a condenação.
O protesto aconteceu em seguida ao encerramento do 2º Encontro da Jornada de Agroecologia, cujo tema era “Terra Livre de Transgênicos e sem Agrotóxicos”. Cerca de 600 manifestantes se dirigiram a fazenda da Monsanto para denunciar a entrada das sementes geneticamente modificadas no estado, a realização ilegal de pesquisas e crimes ambientais cometidos pela empresa. Na ocasião, uma plantação transgênica foi destruída em protesto. Seis dias depois a área foi ocupada por agricultores familiares e sem terra.
À época, tanto a “grande mídia” quanto a oposição (PSDB/DEM), tentaram defender a Monsanto e chamaram os manifestantes de terroristas, baderneiros, criminosos e irresponsáveis. Além de acusá-los de estarem à serviço do comunismo e do PT.
