Menu Principal

A cintura do mundo

0
Não era um prato.

No ano de 23 ªC., um sábio chamado Eratóstenes cravou uma vara, ao meio dia, na cidade de Alexandria, e mediu a sua sombra.

Um ano depois, exatamente na mesma hora do mesmo dia, cravou a mesma vara na cidade de Assuã, e comprovou que não havia sombra alguma.

Eratóstenes deduziu que a diferença entre uma sombra e sombra alguma confirmava que o mundo era uma esfera e não um prato.

Então fez medir a distância entre as duas cidades, passo de homem, e a partir dessa informação tentou calcular quanto media a cintura do mundo.

Errou por noventa quilômetros.

****

O Livro Calendário, Galeano.
Jean Wyllys: “expulsar e agredir integrantes de partidos é atitude fascista”. 

“Se você acha que, numa manifestação política, partidos não podem se expressar, você não é “apartidário”: é analfabeto político"!"

"Se você reclama da violência policial contra manifestantes, mas usa de violência contra militantes de partidos, você é um babaca incoerente”.

****
Desde o início da noite desta quinta-feira (20), provocações, palavras de ordem e um clima de tensão tomaram conta da Avenida Paulista, onde aconteceu a sétima manifestação organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL), em São Paulo, para comemorar a revogação do aumento das tarifas do transporte público na cidade. Com bandeiras e camisetas de partidos como PT, PSTU, PCO, PCdoB e PSOL, militantes eram hostilizados por manifestantes enquanto tentavam avançar com a marcha que mudou de grito – e de reivindicações – nos últimos quinze dias.
- Filho da puta! Filho da puta! Filho da puta! O sistema está corrompido. Só um golpe militar... 

**** 
"Acho legítimo não se identificar com partidos, mas, daí, querer expulsá-los de manifestações populares sem centro nem líderes é fascismo!
Acho legítimo gritar que não se identifica com nenhum dos partidos disponíveis, mas querer o monopólio do grito é totalitarismo!
Se você acha que, numa manifestação política, partidos não podem se expressar, você não é “apartidário”: é analfabeto político!
Se você reclama da violência policial contra manifestantes, mas usa de violência contra militantes de partidos, você é um babaca incoerente!
Se você se chama de “apartidário”, mas ataca apenas um dos dois grandes partidos que se opõe, desculpe-me, você tem partido sim!
Manifestação popular ou festa da democracia é aquela em que apartidários, partidos, simpatizantes e imprensa podem se expressar livremente!”.

Jean Wyllys

PEC 37 ganha as ruas, mas poucos sabem o que é

0
Durante as quatro horas em que marcharam da Paulista até o centro da cidade, dezenas de milhares de manifestantes entoaram palavras de ordem, exibiram centenas de cartazes e faixas contra a PEC, mas pouca gente sabia exatamente de que se tratava.

“É contra a corrupção e contra a impunidade”, cravou o estudante José Paulo Esteves, que se enrolou quando perguntado sobre como funciona atualmente o aparato de investigações criminais no país. “Não sei os detalhes”, admitiu.

A maioria dos entrevistados que participaram da manifestação que terminou com “um abraço” prédio do Ministério Público Estadual, no centro da cidade, não tem intimidade com conceitos de Direito e bateu na mesma tecla, sem saber o que diz a Constituição sobre o papel das instituições e nem como cada uma delas atua atualmente. “Só sei que é contra a corrupção e que devemos apoiar”, acrescentou o professor de história Valdemar Luzardo, que carregava um cartaz em que se lia “Contra a PEC da imunidade.

“O que a população está percebendo é que a PEC favorece a corrupção e a impunidade. É isso que interessa nesse momento”, disse Locke, que fez um longo mergulho no tempo para tentar explicar sua tese.
“Se a PEC for aprovada, voltaremos à Era Vargas e teremos um chefe da polícia mandando no país. Com as investigações nas mãos da polícia, o delegado vai investigar o que quiser ou o governo quiser. Como ele pode ser removido, fará investigações com ausência de transparência e excesso de impunidade”, acredita o promotor.

De autoria do delegado de polícia Lourival Mendes, do PT do B do Maranhão, a PEC 37 é um tema árido para o grosso da população, mas hoje dificilmente seria aprovada no Congresso por causa das manifestações que tomam conta do país. A proposta é, na verdade, uma redundância jurídica porque afirma aquilo que já está na Constituição: polícia investiga, promotor e procurador denunciam e o juiz julga.


WIDGETS QUE ABREM COM A BARRA DO FOOTER

Acompanhe o Feed

Fechar

ou receba as novidades em seu email

Digite seu email:

Entregue por FeedBurner

BARRA DO FOOTER

Blog desenvolvido por

Site Desenvolvido por Agência Charme
Bookmark and Share

Traduzir este Blog

Visitas

Assine o Feed

Curtir

Minimizar