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Todos amam Mandela

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Pouco antes de Nelson Mandela deixar a presidência da África do Sul em 1999, a inquietação racial era um negócio lucrativo. Na biblioteca pública de Sandton, uma área nobre de Joanesburgo, eu assisti a uma palestra de um consultor, John Gambarana - especializado em ajudar pessoas a emigrarem - que advertia uma centena de pessoas, quase todos brancos, do caos e das mutilações que viriam no futuro.

Segurando um exemplar do livro de Lester Venter 'Quando Mandela Partir: a Vinda da Segunda Revolução Africana', ele disse: "pessoal, este livro é uma mensagem para que vocês acordem. A má notícia que ele traz é que [quando Mandela deixar a presidência] a merda vai acertar o ventilador. A boa notícia é que provavelmente nenhum ventilador estará funcionando."Menos de uma década depois de ser libertado, até aos olhos daqueles que viviam de disseminar o medo entre a população, Mandela deixou de ser um bicho-papão terrorista para ser o salvador da nação.

Os brancos sul-africanos o abraçaram do mesmo modo que a maioria dos norte-americanos brancos passaram a aceitar Martin Luther King: de má vontade mas agradecidos, embaraçados mas inteligentemente. No momento em que perceberam que sua antipatia em relação a ele era inútil, criou-se um mundo onde admirá-lo servia a seus próprios interesses. Porque, dali a pouco, eles não teriam escolha. Como o último líder do apartheid (F.W. de Klerk, que perdeu as eleições para Mandela) me disse naquele mesmo ano, "o mesmo equívoco que cometemos (a segregação racial) ainda estava sendo cometido nos EUA e nas ex-colônias. A questão é que o cometemos por mais outros 20 anos." Existem um milhão de diferenças entre o apartheid sul-africano e a segregação norte-americana, mas neste ponto Klerk estava absolutamente certo.

Crux, Crucis, Crucifixus

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A força da simbologia.

Em pleno Rio de Janeiro, na quase esquina da Avenida rio Branco com a Presidente Vargas fica o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

E é exatamente nesse espaço que pode ser vista a exposição “Crux, Crucis, Crucifixus – O Universo Simbólico da Cruz”, que pretende contar a história desse ícone e símbolo sagrado, mostrando que ele transcende ao aspecto religioso.

A Mostra que será vista pelo público compreende 150 cruzes, santos, relicários e oratórios dos séculos 18 e 19, em diferentes estilos, técnicas, materiais e origens. Todo o acervo pertence ao Museu de Arte Sacra de São Paulo, um dos mais importantes do gênero no país.

A cruz da história brasileira que carregamos até hoje
 
De acordo com a curadora da exposição, em entrevista à Agência Brasil, a mostra tem duas vertentes: uma histórica e outra estética. “A história do Brasil está desde o início marcada pela presença da cruz. O primeiro nome do país foi Ilha de Vera Cruz, e depois Terra de Santa Cruz. Só em 1527 é passamos a ter o nome de Brasil".

Ainda segundo ela, no processo de colonização portuguesa do Brasil, as cruzes continuaram no punhal das espadas, no peito das armaduras, nos brasões, estandartes, joias, monogramas bordados, livros e nas plantas dos edifícios.

Em relação à vertente estética, a mostra se destaca pelas características do acervo do Museu de Arte Sacra da capital paulista. “Diferentemente dos barrocos mineiro, nordestino e do Rio de Janeiro, mais luxuosos e pomposos, o de São Paulo é marcado pela simplicidade. O estado era muito pobre no século 18. Só entrou no circuito econômico do país a partir do final do século 19, com o desenvolvimento do café”, explicou.

O Universo Simbólico da Cruz ficará em exposição até o dia 23 de setembro, e poderá ser visitada de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h.

A entrada é gratuita.
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O CCBB-Rio fica na Rua Primeiro de Março, 66, no centro da cidade.

A presidenta Dilma Rousseff sancionou, com vetos, a Lei Anticorrupção

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Que responsabiliza administrativa e civilmente empresas que cometem crimes contra a administração pública e prevê novas punições. A lei e a mensagem de vetos foi publicadas na sexta-feira (2) do Diário Oficial da União.

Aprovada pelo Senado no começo de julho, a lei prevê punição, em outras esferas além da judicial, de empresas que corrompam agentes públicos, fraudem licitações e contratos ou dificultem atividade de investigação ou fiscalização de órgãos públicos, entre outros ilícitos.

Dilma fez três vetos ao texto, segundo informações da Controladoria-Geral da União (CGU). No primeiro veto, a presidenta retirou do texto o trecho que limitava o valor da multa aplicada às empresas ao valor do contrato. Fica mantida a redação que prevê a aplicação de multa de até 20% do faturamento bruto da empresa, ou até R$60 milhões, quando esse cálculo não for possível.

No segundo veto, o governo retirou da lei o trecho que tratava da necessidade de comprovação de culpa ou dolo para aplicar sanção à empresa. Segundo a CGU, diante do dano aos cofres públicos, não será necessário comprovar que houve intenção dos donos da empresa em cometer as irregularidades.

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