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O negócio da hora é importar Ficha Suja. Edward Snowden, nem pensar!

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Além de não cassar os seus, agora o Senado importa parlamentar ficha suja.

Não preciso ser nenhum gênio da política para perceber que a fuga do senador boliviano, ficha suja e condenado por mais de vinte crimes naquele país, cujo episódio derrubou o ministro Antônio Patriota, não foi obra individual de um destemido e humanitário diplomata brasileiro, mas uma ação organizada pela direita com apoio de setores conservadores do Congresso Nacional e do Itamaraty.

A avaliação é do deputado Cláudio Puty (PT-PA), que participou de uma missão oficial à Bolívia, em março, onde conheceu os três principais personagens envolvidos na trama: o então embaixador do Brasil na Bolívia, Marcel Biato, que patrocinou a aceitação brasileira ao pedido de asilo político do senador, o diplomata brasileiro Eduardo Sabóia, que afirma categoricamente ter organizado sozinho a fuga do político, e o próprio senador oposicionista Roger Pinto, que viveu 545 dias na embaixada brasileira na Bolívia.

Para Puty, é inadmissível que o Brasil, que não aceitou o pedido de asilo político do ex-agente da CIA, Edward Snowden, corra o risco de colocar em xeque as relações com um país amigo para ajudar um criminoso comum como Roger Pinto.

Ninguém sabe quem é o autor dessa coisa, mas é uma coisa certa e muito bem bolada!

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A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. 

É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.

A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".

Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego).

Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.

Em Olinda, o bloco carnavalesco "Segura a Coisa" tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o "Segura a Coisinha".

Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.

No reino do medo, a saída foi manter a mentira...

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Hoje é o Dia contra a Tortura.

Por trágica ironia, a ditadura militar do Uruguai nasceu no dia seguinte, em 1973, e transformou o país inteiro numa grande câmara de torturas.

Os suplícios serviam pouco ou nada para arrancar informações, mas eram muito úteis para semear o medo, e o medo obrigou os uruguaios a viver calando ou mentindo.

No exílio, recebi uma carta anônima: 

-É foda mentir, e é foda se acostumar a mentir.
Mas pior que mentir é ensinar a mentir.
E... Eu tenho três filhos...

****

Por isso, somos todos culpados...

O Directorium Inquisitorium, publicado pela Santa Inquisição no século XIV, difundiu as regras do suplício. E a mais importante ordenava:

"Será torturado o acusado que vacile em suas respostas".

(Os Filhos dos Dias)

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