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A locomotiva de Praga e o Testamento

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Em 27 de julho, terminaram em Helsinque as Olimpíadas de 1952.
 
Emil Zatopek, imbatível corredor de fundo, forte e veloz como locomotiva, ganhou três medalhas de ouro.
 
Em seu país foi declarado herói nacional e deram  a ele o grau de coronel do exército tchecoslovaco.
 
Alguns anos depois, em 1968, Zatopek apoiou a insurreição popular e se opôs à invasão soviética.
E quem era coronel virou gari.

*****
Em 1890, em carta ao seu irmão Theo, Vincent van Gogh escreveu:
 
-Que sejam meus quadros os que digam.
 
E se matou no dia seguinte.
Seus quadros continuam dizendo.

Não há inocentes na imprensa

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Todas as pautas conduzem, de alguma forma, a uma matriz de pensamento cuja principal característica é a substituição da “humilde curiosidade” pelo dogma que não admite contraste.

A leitura de jornais já foi no Brasil, em tempos não muito distantes, uma das mais gratificantes atividades para os espíritos curiosos. Abrir um diário era como escancarar uma janela para o mundo. Apesar de encontrar interpretações da realidade com as quais eventualmente não concordasse, o leitor ou leitora tinha a convicção de que, mesmo as parcialidades que lhe impunha a imprensa, buscavam sua legitimação num esforço de objetividade. Assim, o conservadorismo do Estado de S. Paulo e a ligeireza do Globo podiam ser comparados à afoiteza impertinente da Folha de S. Paulo e à austera obsessão do Jornal do Brasil pela acuidade, e podia-se perceber o valor simbólico de seus conteúdos.

Uma das razões para essa percepção era a presença, nas redações, de profissionais qualificados com o que existe de essencial no jornalismo: a humilde curiosidade pelo que há de vir.
Os profissionais não eram avaliados por seu perfil ideológico, mas pela capacidade de se surpreender e surpreender o leitor. Por isso, as redações eram verdadeiros laboratórios de receitas políticas, sociais e econômicas, onde um editor filiado ao Partido Comunista dava instruções a um repórter alinhado a uma irmandade católica. Ou vice-versa.

Existirmos: a que será que se destina?

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Cajuína,

A música, foi escrita por Caetano Veloso para Toquarto Neto.



Torquato Neto era filho de um defensor público e de uma professora primária de Teresina

Mudou-se para Salvador aos 16 anos para os estudos secundários, onde foi contemporâneo de Gilberto Gil no Colégio Nossa Senhora da Vitória e trabalhou como assistente no filme Barravento, de Gláuber Rocha.
Envolveu-se ativamente na cena cultural soteropolitana, onde conheceu, além de Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia. Em 1962, foi estudar jornalismo no Rio de Janeiro, mas nunca chegou a se formar.

No final da década de 1960, com o AI-5 e o exílio dos amigos e parceiros Gil e Caetano, viajou pela Europa e Estados Unidos com a mulher Ana Maria e morou em Londres por um breve período. De volta ao Brasil, no início dos anos 1970, Torquato começou a se isolar, sentindo-se alienado tanto pelo regime militar quanto pela "patrulha ideológica" de esquerda. Passou por uma série de internações para tratar do alcoolismo, e rompeu diversas amizades.

Cometeu suicídio um dia depois de seu 28º aniversário, em 1972. 
Depois de voltar de uma festa, trancou-se no banheiro e abriu o gás. Sua mulher dormia em outro aposento da casa. O escritor e compositor foi encontrado na manhã seguinte pela empregada da família.

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