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Carnaval do Rio de Janeiro 2017: A Imperatriz canta Xingu, o Clamor da Floresta

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BRILHOU… A COROA NA LUZ DO LUAR!


NOS TRONCOS A ETERNIDADE… A REZA E A MAGIA DO PAJÉ!
NA ALDEIA COM FLAUTAS E MARACÁS
KUARUP É FESTA, LOUVOR EM RITUAIS
NA FLORESTA… HARMONIA, A VIDA A BROTAR
SINFONIA DE CORES E CANTOS NO AR
O PARAÍSO FEZ AQUI O SEU LUGAR
JARDIM SAGRADO O CARAÍBA DESCOBRIU
SANGRA O CORAÇÃO DO MEU BRASIL
O BELO MONSTRO ROUBA AS TERRAS DOS SEUS FILHOS
DEVORA AS MATAS E SECA OS RIOS
TANTA RIQUEZA QUE A COBIÇA DESTRUIU

SOU O FILHO ESQUECIDO DO MUNDO
MINHA COR É VERMELHA DE DOR
O MEU CANTO É BRAVO E FORTE
MAS É HINO DE PAZ E AMOR


SOU GUERREIRO IMORTAL DERRADEIRO
DESTE CHÃO O SENHOR VERDADEIRO
SEMENTE EU SOU A PRIMEIRA
DA PURA ALMA BRASILEIRA
JAMAIS SE CURVAR, LUTAR E APRENDER

ESCUTA MENINO, RAONI ENSINOU
LIBERDADE É O NOSSO DESTINO
MEMÓRIA SAGRADA, RAZÃO DE VIVER
ANDAR ONDE NINGÚEM ANDOU
CHEGAR AONDE NINGUÉM CHEGOU
LEMBRAR A CORAGEM E O AMOR DOS IRMÃOS
E OUTROS HERÓIS GUARDIÕES
AVENTURAS DE FÉ E PAIXÃO
O SONHO DE INTEGRAR UMA NAÇÃO
KARARAÔ… KARARAÔ… O ÍNDIO LUTA PELA SUA TERRA
DA IMPERATRIZ VEM O SEU GRITO DE GUERRA!

SALVE O VERDE DO XINGU… A ESPERANÇA
A SEMENTE DO AMANHÃ… HERANÇA
O CLAMOR DA NATUREZA
A NOSSA VOZ VAI ECOAR… PRESERVAR!

(Compositores: Moisés Santiago, Adriano Ganso, Jorge do Finge e Aldir Senna)

A teimosia e o direito de sonhar sonhos aparentemente impossíveis

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Em janeiro celebramos a memória de Martin-Luther King.

Enquanto vivia, a grande mídia norte-americana tentou destruí-lo. Depois que foi assassinado, fez dele um herói

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Um dos problemas mais sérios do mundo atual é que a sociedade dominante se tornou tão forte e, de tal forma, a todos impõe os seus valores que rouba das pessoas até o direito de sonhar. A sociedade do shopping cria fantasias de consumo que parecem sonhos, mas não têm a consistência de projetos de vida. As pessoas se preparam para ganhar mais ou ter sucesso na vida mas poucas pensam para que empreender toda essa luta. E a juventude que tem todo o direito de, através do conhecimento, se apossar da história e do pensamento dos grandes sonhos da humanidade. A educação não pode ser fragmentada e esfacelada, como manda o projeto criminoso do atual governo brasileiro.

No mundo inteiro, nesse próximo final de semana, as pessoas que trabalham pela paz entre os povos e pela igualdade entre os seres humanos celebram a memória do pastor negro Martin-Luther King.  No começo dos anos 60, nos Estados Unidos, o pastor King coordenava a luta da população negra pela igualdade social e por seus direitos civis. Enquanto ele vivia, a grande mídia norte-americana tentou destruí-lo de todos os modos possíveis. Depois que ele foi assassinado, fez dele um herói. O dia do aniversário de seu nascimento, 15 de janeiro, foi consagrado como feriado nacional, celebrado sempre na terça segunda feira de janeiro.

Mais de 50 anos depois dessa vitória legal do povo negro, tanto nos Estados Unidos, como na maioria dos países do mundo, a humanidade ainda não eliminou o apartheid social e econômico. Na América Latina, quase sempre, ser negro é sinônimo de ser pobre. A África do Sul superou o apartheid político, mas mantém uma imensa desigualdade racial, baseada na divisão econômica. Com relação a isso, ainda ressoam as palavras do pastor Martin-Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons. 

É um tipinho universal

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Muita gente acha que é só no Brasil que tem certas coisas e certos tipos de gente muito ruins. E certamente algumas pessoas podem torcer o nariz e comentar que puxa-saquismo é coisa do Brasil. Não é. Existe desde Antiguidade.

Basta dizer que usam expressões equivalentes a puxa-saco em muitos idiomas, quase todos (aí acho que escapam os falados por nossos índios, por exemplo). Nos Estados Unidos, pátria-mãe de quem só vê defeitos no Brasil e maravilhas na Gringolândia, há muitas expressões para falar deles. Cito algumas: bagpiper (o significado literal é tocador de gaita de fole – não sei porque deram o sentido de puxa-saco a essa expressão); ass kisser (beijador de burro), apple polisher (polidor de maçã), suck-ass ou asslicher (lambedor de fiofó), bootlicker (lambe-botas) e yes-man. Esta última foi adotada pelo idioma turco e adaptadas pelo japonês – iesuman – e pelo esperanto – jes-man.

Vejamos em algumas outras línguas. Em francês, é béni-oui-oui; em espanhol, lamebotas (não vale para o catalão, em que puxa-saco é pelotillero, e para o basco – bai-man); em alemão é jazager. Em holandês é jaborer; em sueco, já-sägare; em italiano, persona accondiscendente (não aproveitaram o puxa-saco em latim: assentator, que significa sicofanta); e tem até no samoano: ioe-tagata.

Agora, em idiomas com alfabetos diferentes, ou até sem alfabeto (chinês), os sinônimos de puxa-saco adaptados para o nosso alfabeto: em búlgaro, bezkharakteren chovek; em russo é podpevala; em grego é anexetástos symfonón; em iídiche é yo-mentsh; em árabe, al’limeat min yugarr ‘aw yuayd; e em chinês é yingshëngchóng.

Algumas frase e ditados sobre o tema:

- Friedrich Nietzsche: “O cristianismo deve sua vitória a essa desprezível adulação da vaidade pessoal. Conseguiu convencer exatamente todos os fracassados, os simpatizantes da insurreição, os malsucedidos, todo o lixo e a escória da sociedade”.

- Churchill: “Um bajulador é aquele que alimenta um crocodilo e espera comê-lo no final”.

- Napoleão Bonaparte: “Quem sabe adular também é capaz de caluniar”.

- Maquiavel: “Não há outro meio de guardar-se da adulação, a não ser fazendo com que os homens entendam que não te ofendem dizendo a verdade; mas quando todos podem te dizer a verdade, passam a faltar-te com a reverência”.

- Provérbio hindu: “As línguas dos bajuladores são mais macias do que seda na nossa presença, mas são como punhais na nossa ausência”.

- Barack Obama: “Livre-se dos bajuladores. Mantenha perto de você pessoas que te avisem quando você erra”.

- Mouzar Benedito: “Puxa-saco não precisa de carnaval: joga confetes o ano inteiro”.

Cultura inútil: Fazer nas coxas, Puxa-saco, adulador, bajulador

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Puxar o saco, segundo li em algum dicionário, é cativar a benevolência dos potentados; festejar por lisonja e servilismo; pegar no bico da chaleira; prestar-se a vilanias para conseguir alguma coisa.

Ser adulado (e gostar disso) é aceitar as oblações; escutar o canto da sereia; deixar-se inebriar nos turbilhões de incenso; deixar cair o queijo da boca.


Uma vez, há muitos anos, fiz um agrado a uma moça goiana e ela me disse: “Você me adula demais”.

Adula! Sorri. Nunca mais, desde criança, tinha ouvido isso. Adula, usada aí não teve sentido pejorativo. Adular, no caso, tem o mesmo sentido que lisonjear, afagar, acariciar. Mas em outras circunstâncias pode ter. Adular, assim como lisonjear, pode ser o mesmo que bajular, puxar o saco.

Bajular, no dicionário Houaiss tem como primeira definição “lisonjear para obter vantagens”. Ou seja, é uma adulação mal-intencionada.

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