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A administração pública e a sua diversidade

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A mulher, o negro, os portadores de deficiência, os idosos e o grupo Lésbico, Gay, Bissexual e Transsexuais
Frequentemente os meios de comunicação tecem críticas ao “inchaço de pessoal“ nas administrações públicas, em especial na área federal.
Sistematicamente determinados setores da sociedade avaliam que a relação do custo-benefício da folha de pessoal não se traduz em melhoria da prestação de serviços prestados à sociedade. Em determinados setores é verdade, noutros não.
Já se tornou clichê as piadas sobre servidores públicos, qualificando-os como vagabundos e corruptos, como se o conjunto sofresse da mesma patologia criminosa de determinado seguimento, que existe, e que precisa ser combatido e extirpado do serviço público e da sociedade.
Maldosamente é plantado na mídia um conceito (deturpado) de que servidor público é servidor do governo. Não é, e não deverá ser jamais. Tanto não é verdade que os governos passam, mas os servidores continuam a ocupar os seus cargos por mérito e por ingresso via concurso público. O grosso de servidores públicos não é nomeado por livre provimento.
Esta imagem negativa que começou com a desastrosa administração Collor de Melo, e que não foi desconstruída nos governos seguintes (Itamar e FHC) propositalmente. É óbvio que para implantar a tese Bresseriana do Estado Mínimo, a primeira coisa que fizeram foi vender para a população a idéia de que os servidores eram desnecessários. Resultado: caminho aberto para o desmonte do Estado e as privatizações em setores essências, como por exemplo, no INSS.
Não há dúvidas que entre os papéis que cabem aos gestores de órgãos públicos, um deles é o de buscar estabelecer políticas eficientes para combater o preconceito e a discriminação nas relações de trabalho, e a partir disso, melhorar a qualidade dos serviços prestados à população. Isto porque, ninguém pode prestar um serviço de qualidade ao cidadão, sem que ele mesmo não se sinta um. E aqui vale ressaltar, que o conceito de cidadania deve ser bem mais amplo que o direito a uma percepção de remuneração no final do mês.
Segundo Alberto Fellipe Barbosa, ouvidor da SRH, um exemplo é “uma pessoa que se declare do grupo LGBT pode ter uma dificuldade muito grande para exercer um cargo de mando dentro da administração pública, seja de livre provimento ou de carreira”.
Outra lógica é possível.
Cabe ao gestor público enfrentar os desafios que a gestão de pessoas lhe apresenta. Mas não só isso. Deve estar preparado par identificar as diferenças de identidade no ambiente de trabalho e adotar as medidas necessárias que coíbam descriminações e preconceitos, que levem a perpetuação da prática de assédio moral, já existente em média escala.
Par enfrentar esta situação, Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento (SRH/MP) , por orientação do presidente Lula, decidiu debater o tema com dirigentes, especialistas e servidores envolvidos com a gestão de pessoas no serviço público, no Fórum de Gestão da Diversidade na Administração Pública Federal.
O encontro correrá nos próximos dias 12 e 13 de agosto, em Brasília.
Na condição de servidora pública de carreira, estarei lá.

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