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Salvador: Festival é marcado por shows, protestos e críticas à extinção do Ministério da Cultura

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Na plateia, houve manifestações sobre o tema com cartazes com os dizeres "Cultura sim. Golpe não". 

O público também se manifestou contra o presidente interino gritando frases como "Fora Temer".

Russo Passapusso: “Devolvam minha cultura”.

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O segundo dia do festival que celebrou a reabertura da Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, deu espaço a artistas locais e nacionais, na noite de sábado (14). O público lotou as arquibancadas e esperou, ansioso, pela entrada da primeira atração.

Pontualmente, às 19h, o cantor baiano Carlinhos Brown subiu ao palco e trouxe canções que se alternavam do romântico ao axé. Brown interagiu com o público diversas vezes, jogando pipoca sobre as pessoas, distribuindo flores às mulheres em frente ao palco e chegou a descer ao encontro do público, já no fim da apresentação.

O cantor baiano Lazzo Matumbi também se apresentou, como convidado de Brown. Ele criticou o redesenho ministerial feito pelo presidente interino da República, Michel Temer, e a extinção do Ministério da Cultura. Na plateia, também houve manifestações sobre o tema com cartazes com os dizeres "Cultura sim. Golpe não". O público também se manifestou contra o presidente interino gritando frases como "Fora Temer".


Brown aproveitou a oportunidade para dar sua opinião sobre a extinção do ministério. “Aqui é um país de democracia, minha opinião sobre a extinção do Ministério da Cultura é que é um tiro no pé. Nós estamos unânimes quanto a isso. Meu Brasil está intacto em meu coração, na forma de ser e na forma de respeitar as pessoas. Espero que todos cheguem a um caminho bonito, mas a democracia está pedindo um Ministério da Cultura”, disse o cantor.

A segunda atração da noite foi a banda Baiana System, que convidou ao palco o cantor Ney Matogrosso. O vocalista da banda, Russo Passapusso, também fez várias referências ao atual cenário político brasileiro, posicionando-se contra o presidente interino. No meio do show, Russo pediu ao público que levantassem os cartazes que criticavam o governo interino. Ele também fez referência à extinção do Ministério da Cultura dizendo “devolvam minha cultura”.

A participação de Ney Matogrosso levou a multidão a aplausos demorados e uma recepção calorosa. O cantor ícone da Música Popular Brasileira iniciou sua participação cantando Sangue Latino, seguiu com O Vira e cantou O Tempo Não Para, do cantor Cazuza, morto em 1990. As canções, segundo o próprio Matogrosso, foram escolhidas pela banda Baiana System, com quem ensaiou a apresentação.

Ontem, dia 15, foi a vez do grupo Novos Baianos se reunir no palco da Concha Acústica. Os ingressos para o show da banda esgotaram em uma hora e meia de vendas. Devido à enorme procura, uma nova apresentação foi marcada para hoje, 16/5,às 19 horas. Transmissão da TV Brasil.

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Fonte: TV Brasil, EBC, Agência Brasil

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