Teori Zavascki, que assume vaga no Supremo daqui a dois dias, diz que, se levasse somente em conta a vontade popular, Corte aprovaria a pena de morte.
O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, que tomará posse na quinta-feira (29), descartou a possibilidade de participar da última etapa do cálculo da dosimetria (tamanho das penas) dos réus condenados no julgamento da Ação Penal 470, mais conhecida como processo do mensalão.
A participação de Zavascki, em tese, seria possível porque o ministro Marco Aurélio Mello já avisou que, após o término do cálculo da dosimetria, sugerirá a revisão de algumas penas que, segundo ele, foram simplesmente somadas sem que se levasse em conta o critério da continuidade delitiva. O novo ministro, no entanto, qualificou como “nula” a chance de pedir para participar dessa etapa: “Não cabe mais a minha participação”, disse durante entrevista coletiva concedida ontem (27) em Brasília.