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Diz o ditado popular: “Se não foi por bem, vai por mal...”

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E coisa e tal...

2.011: O ano que poderia ter sido diferente, se tivesse havido mais compromisso com o Brasil.

Durante os debates da campanha eleitoral de 2.011, uma candidatura colocou em pauta a necessidade de se convocar uma Assembleia Constituinte Exclusiva para realizar uma reforma política no país. Dilma estava consciente que um Parlamento eleito pelo financiamento privado não daria um tiro no pé – ou qualquer outro lugar, abolindo esse mecanismo e promovendo o financiamento público.

-E os demais candidatos fizeram - como também diz o ditado, “ouvido de mercador...”. Teve um, de “bico bem grande” que falou que a proposta era um absurdo, não se justificando o gasto, e coisa e tal...
 
Passadas as eleições, já eleita, Dilma tentou aprová-la mediante negociações com os partidos, mas houve resistência no PMDB, PSDB, PSB e DEM, especialmente no tema do financiamento público das campanhas eleitorais. No limite, aceitariam para os cargos executivos, sem conceder seu lugar privilegiado de negociações nos parlamentos. 
As mobilizações das últimas semanas confirmaram para a Dilma o que já previra: a necessidade de uma renovação do sistema político.

A memória que me contam

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Sala de espera.

Esse era o título original do filme de Lúcia Murat, diretora de Que Bom Te Ver Viva, que deverá entrar em cartaz, em Goiânia, em julho ou agosto. A realizadora optou, porém, por A memória que me contam. A produção cinematográfica tem no elenco Simone Spoladore, Irene Ravache e Franco Nero. Ex-guerrilheira, Ana, interpretada por Simone Spoladore, é o elo entre um grupo de ex-revolucionários que lutou contra a ditadura civil e militar no Brasil (1964-1985). Ela está em fase terminal em um quarto de hospital. Os seus amigos encontram-se na sala de espera. Entre eles, Irene (Irene Ravache), cineasta, que ainda "elabora" a prisão do marido Paolo (Franco Nero), acusado de matar duas pessoas em um atentado na Itália. 
O filme é inspirado na vida de Vera Silvia Magalhães, estudante que integrou a Dissidência da Guanabara, depois MR-8, que participou da captura do embaixador dos EUA no Brasil, em 1969, Charles Burke Elbrick, foi presa, torturada, ficou com 37 quilos, acabou trocada por um diplomata alemão, viveu no exílio e morreu em 2007. Quem relata a  sua história é o historiador Daniel Aarão Reis Filho, hoje na Rússia, de onde falou com exclusividade ao Diário da Manhã sobre os anos de chumbo. Leia a íntegra da entrevista:

DM - Lúcia Murat dedica o filme a Vera Silvia Magalhães: quem foi ela?

Daniel Aarão Reis Filho - Vera foi uma grande mulher e uma grande revolucionária. Suas propostas revolucionárias, ao contrário da grande maioria de seus companheiros/companheiras, não se esgotavam na dimensão política, mas alcançavam também a esfera dos costumes, das relações pessoais. A rigor, o movimento revolucionário no Brasil dos anos 60, em contraste com que o aconteceu em alguns países da Europa e, sobretudo, nos EUA, não se caracterizava por um questionamento às tradições da "vida privada", ou seja, o complexo mundo das relações pessoais. Foi nesta esfera que Vera Silvia incursionava, quebrando tabus e concitando os/as companheir@s a pensar revolucionariamente suas vidas afetivas. Esta atitude, que a caracterizou até o fim de seus dias, suscitou muita incompreensão. Há muita gente que tenta esconder ou ocultar, ou não valorizar devidamente, esta dimensão da vida política da Vera, o que prejudica a compreensão de sua trajetória.

DM - Vera Magalhães era da Dissidência da Guanabara? O que era a DG?

Daniel Aarão Reis Filho - A Dissidência da Guanabara/DI-GB, a organização mais charmosa da esquerda revolucionária brasileira, surgiu no movimento estudantil do então Estado da Guanabara (desaparecido com a fusão com o "velho" Estado do Rio de Janeiro, um ato imposto pela ditadura nos anos 1970). 

Rolé Carioca

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Depois de passear pelas ruas da Urca no último domingo de maio com a presença de mais de 100 pessoas que tiveram de ser divididas em dois grupos, o Rolé Carioca vai ao Centro do Rio em 30 de junho (domingo) para mostrar a História e as curiosidades da Cinelândia e da Lapa. 

A partir das 9h, professores da Universidade Estácio de Sá levarão todos os que comparecerem a uma viagem pelo tempo nas ruas destes dois locais muito frequentados por cariocas e turistas, que nem sempre têm a possibilidade de conhecê-los a fundo. Todos os passeios do Rolé Carioca são gratuitos, dispensando inscrição.

O ponto de encontro será em frente ao restaurante Amarelinho (Praça Floriano, 55-B) e a duração prevista para o passeio é de 40 minutos a uma hora. O roteiro prevê que os participantes passarão pelo Teatro Municipal, o Museu de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, o Cinema Odeon, o Edifício Serrador, a Praça Mahatma Gandhi, o Passeio Público e os Arcos da Lapa.

http://www.diretodaredacao.com/noticia/role-carioca

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