Há praticamente uma unanimidade mundial segundo a qual figuras como o ex-agente de inteligência dos Estados Unidos, Edward Snowden, Julian Assange, um dos responsáveis pelo site WikiLeaks, bem como o soldado Bradley Manning, que agora prefere ser Chelsea Elizabeth, e o jornalista Glen Greenwald prestaram relevantes serviços de utilidade pública com a revelação de informações sobre ações secretas dos serviços de inteligência norte-americano.
Claro que toda regra tem exceções e estas no caso ficam por conta dos defensores de ações militares dos Estados Unidos em países que não rezem pela cartilha da indústria petrolífera e do complexo industrial militar.
Tendo em vista tudo isso e muito mais, inclusive o reconhecimento que essas figuras fortaleceram um tipo de jornalismo voltado para a defesa dos direitos humanos e da cidadania, a Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), juntamente com os Sindicatos de Jornalistas do Município e do Estado do Rio de Janeiro, além do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro e o Instituto Mais Democracia, o Grupo Tortura Nunca Mais e o MST decidiram prestar homenagem aos cidadãos do mundo mencionados concedendo o Prêmio Internacional de Direitos Humanos.