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A fabricação de lágrima em busca da felicidade...

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E o impagável prazer dos pobres.

Em 1941, o Brasil inteiro chorava a primeira radio-novela:

O creme dental Colgate apresenta...


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O drama havia sido importado de Cuba e adaptado à realidade nacional. Os personagens tinha dinheiro de sobra, mas eram infelizes. Cada vez que estavam a ponto de alcançar a felicidade, o Destino cruel punha tudo a perder. E assim se passaram quase três anos, capítulo atrás de capítulo, e nem as moscas voavam quando chegava a hora da novela.

Não havia rádios em algumas aldeias escondidas no interior do Brasil. Mas sempre havia alguém disposto a cavalgar algumas léguas, escutar o capítulo, guardar bem na memória e regressar galopando. Então o cavaleiro contava o que tinha ouvido.

E seu relato, muito mais longo que o original, convocava uma multidão de vizinhos ávidos para saborear as últimas desgraças, com esse impagável prazer dos pobres quando conseguem ter pena dos ricos.

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(Os Filhos dos Dias, Eduardo Galeano)

O lado genial da loucura

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O trabalho de dois talentos nacionais reunidos em uma exposição. Arthur Bispo do Rosário, artista plástico falecido em 1989, e sua construção de mundo através da arte é revelado por uma série de fotos clicada por Walter Firmo, um dos maiores fotógrafos brasileiros. 

O ensaio, feito em 1985 por encomenda de uma reportagem da revista Isto É, está reunido na mostra “Walter Firmo: Um Olhar Sobre Bispo do Rosário”, na Caixa Cultural.

De acordo com Marianna Salles Falcão, do site oficial da secretaria de Estado de Cultura do Rio, Arthur Bispo do Rosário, cujas obras foram expostas na 30ª Bienal de São Paulo e nos eventos das Olimpíadas Culturais de Londres em 2012, e em 2013 representará o Brasil pela segunda vez na Bienal de Veneza, teve a sensibilidade de sua arte reconhecida tardiamente. Isto porque viveu por mais de 25 anos internado em um hospital psiquiátrico, na antiga Colônia Juliano Moreira, onde lutava contra problemas mentais.

HEREROS: as origens

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Em dezembro de 2011 fui ver uma belíssima Exposição sobre os povos Hereros, no Museu da República de Brasília (Brasília).

Ontem, mais de um ano depois, fui ao Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, para  assistir ao filme de Sérgio Guerra sobre os mesmos povos Hereros.

Confesso que depois de visitar a Exposição à expectativa sobre o filme era grande. 

Saí de lá com a mesma deliciosa e perturbadora sensação que senti quando saí da Exposição, de ter descoberto mais um pouco sobre as nossas origens. Não me decepcionei.

-As origens:

Escutei os antepassados, os mais velhos que já se foram. Nós fomos nascidos nessa área chamada Calundo Cambete e dali nos metemos em línguas diferentes; quem foi falar uma certa língua passa a pertencer a essa língua, mas todos somos Hereros, tal e qual ao Mukubal.
(SOBA MUTILI MBENDULA – MUHIMBA).

Na verdade nós todos somos família. Somos Hereros, todos. Mas fomos divididos por conta dos nossos costumes de trabalho.
(TCHIMBARI KEZUMO BINGUÊ – MUHIMBA).

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