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Encontro no Paraíso

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Foi em 2010.

No ano de 2010, começou outra conferência mundial, a de número mil e um, em defesa do meio ambiente.

Como de costume, os exterminadores da natureza lhe recitaram poemas de amor.

Aconteceu em Cancún.

Melhor lugar, impossível.

À primeira vista, Cancún é um cartão-postal, mas essa aldeia de pescadores se transformou, no último meio século, num modernoso e gigantesco hotel de trinta mil quartos, que no caminho da sua propriedade esmagou dunas, lagos, praias virgens, bosques virgens, manguezais e todos os obstáculos que a natureza colocava diante de seu exitoso desenvolvimento.

Até a areia das praias foi sacrificada.

E agora Cancun compra areia alheia.

(Do livro Os Filhos dos Dias, Eduardo Galeano)
A ampliação do Brasil Carinhoso é passo importante para eliminar lado mais cruel da desigualdade.

A presidenta Dilma Rousseff disse ontem (3) que a ampliação do Programa Brasil Carinhoso, anunciada na semana passada, consiste em um importante passo para eliminar o que chamou de lado mais cruel da desigualdade no país: a concentração da pobreza entre crianças e adolescentes.

Em seu programa semanal, Café com a Presidenta, ela lembrou que 42% dos brasileiros que vivem atualmente na extrema pobreza têm menos de 15 anos de idade. “Essa é uma ação muito importante, porque sabemos que não conseguimos tirar a criança da pobreza se não tirarmos também os parentes que vivem com ela”, explicou.

Não faz muito tempo...

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E o país mais desigual do continente e mais desigual do mundo, começa a se redescobrir e saldar a sua dívida.

Dez anos da política de cotas

Há não muito tempo, um estranho conglomerado de jornalistas, artistas, antropólogos, esquerdistas arrependidos, entre outros, se lançou ao ataque contra a politica de cotas, contra as ações afirmativas. Afirmações como as de que estaríamos “introduzindo” (sic) o racismo no Brasil (brilhante afirmação de Ali Kamel, em livro propagandeado por milhares de posters), como se a escravidão não fosse um dos pilares da historia brasileira, a de que constitucionalmente “somos iguais diante da lei”, entre outras expressões da ignorância, da má fé, dos preconceitos, juntaram a antropólogos da USP, a gente como Caetano (que nem parece que nasceu na Bahia, antes de tornar-se um cronista conservador do Globo), a editorialistas indignados, em campanha frenética em torno do igualitarismo.

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