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As afirmações do The Lancet

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E as que jamais me esquecerei...

-“Vou morrer defendendo os mais necessitados, e quem não gostar que como menos ou, engula a seco”.

-“E não adianta não querer enxergar a realidade apenas por pura fobia social, arrogância típica de quem tem e sempre teve a barriga forrada”.

-“Concentrar é fácil. O desafiador é dividir o lucro e o futuro”.

As afirmações acima eu ouvi pela primeira vez quando ainda não tinha dez anos e nunca mais me saiu da cabeça. Creio que foi por essa época que decidi militar em favor dos mais necessitados, já que eu era de alguma forma um deles.

Um estudo inédito de pesquisadores brasileiros, publicado na edição de maio da revista inglesa The Lancet, revela que o Programa Bolsa Família teve contribuição decisiva para a queda da mortalidade de crianças menores de 5 anos, de 2004 a 2009. Segundo os pesquisadores que fizeram o trabalho, as taxas de mortalidade infantil tiveram redução de 17% na mortalidade de crianças menores de 5 anos, entre 2004 e 2009.
A pesquisa foi feita com dados de cerca de 50% dos municípios brasileiros e revela que o programa contribuiu, principalmente, para a redução dos óbitos em decorrência da desnutrição. A pesquisa registra que o Programa Saúde da Família também contribuiu para a queda dos números.

Será que você é um homofóbico enrustido e não sabe?

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“Você. Sim, você, que diz que não é preconceituoso porque tem amigos gays.

-Que acha um absurdo homossexuais serem surrados, mas “entende” quando gays “extrapolam” em suas liberdades, tiram outras pessoas do sério e “exageros” acabam acontecendo. 

-Que defende a igualdade perante a lei, mesmo que vivamos em uma sociedade com pessoas que, historicamente, tiveram mais direitos que outras e, portanto, estão em uma situação privilegiada. Pois, para você, igualdade de tratamento deve significar manutenção da desigualdade – ou seja, se houver punição para homofobia também deve haver para heterofobia. 

-Você, que acredita, acima de tudo, na proteção à família cristã, com pai e mãe, como solução para todos os males do mundo.

-Acredite, você pode ser dodói e, talvez, nem perceba. Pois o diabo, ele sim, não está apenas nos grandes atos discriminatórios ou em genocídios, mas também nos detalhes que causam dor no cotidiano. Responda comigo:

Querido Vagabundo

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Em 1963, no dia de hoje, Fernando morreu.

Era um livre. Era de todos, e não era de ninguém.

Quando se cansava de fazer os gatos correrem pelas praças, saia para flanar pelas ruas com os seus amigos cantores e violeiros, e com eles balançava rumo à musica, tocasse onde tocasse, de festa em festa.

Nos concertos, era infaltável. Crítico de fino ouvido, sacudia o rabo se gostava do que ouvia. Se não, rosnava.

Quando foi pego pela carrocinha, uma rebelião o libertou. Quando foi atropelado por um carro, o melhor médico o atendeu, e internou-o em seu consultório.

Seus pecados carnais, cometidos em plena via pública, costumava ser castigados com pontapés que o deixavam arrebentado, e então as brigadas infantis do clube Progresso se desdobravam em cuidados intensivos.

Em sua cidade, Resistência, no Chaco argentino, existem três estátuas de Fernando.

(Os Filhos dos Dias)

O acervo da obra de Milton Nascimento já se encontra disponível

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Para visualização e pesquisa.

Desde o dia 21, o acervo do cantor e compositor Milton Nascimento está disponível no portal do Instituto Antonio Carlos Jobim. 

São cerca de 45 mil itens, entre fotos, documentos, áudios, vídeos e álbuns. O acervo é o mais extenso já digitalizado pelo instituto, que desde 2001 desenvolve projetos de catalogação, conservação e disponibilização de acervos digitais de artistas representativos da cultura brasileira.

São mais de 4.500 fotos do cantor, desde a infância em Minas Gerais, na década de 40, até imagens mais recentes. Os visitantes do portal também podem visualizar documentos como a caderneta escolar de Milton do ano de 1958, quando ele cursava a 4ª série do Colégio São Luís, em Três Pontas (MG); cartas do poeta Carlos Drummond de Andrade e da atriz francesa Jeanne Moreau; letras manuscritas e um cartaz do show El Gran Concerto, que Milton fez com os cantores argentinos Mercedes Sosa e León Gieco, em Buenos Aires, em 1984.

Criado em maio de 2001 para abrigar a memória e o acervo de Antonio Carlos Jobim (1927-1994), o instituto foi instalado no Jardim Botânico, como um tributo da família e dos amigos do maestro ao amor que ele sempre demonstrou pelo parque. O primeiro acervo a ser catalogado e digitalizado  pelo instituto foi o do próprio Tom Jobim, com 9.435 itens.

Coordenados por Georgina Staneck, outros projetos de digitalização foram implementados pelo instituto, que tem o patrocínio da Vale por meio da Lei de Incentivo à Cultura do governo federal. São eles os dos compositores Dorival Caymmi (4.311 itens), Chico Buarque (5.901 itens) e Gilberto Gil (17.674) e o do arquiteto Lucio Costa (3.977 itens arquivados). Atualmente, encontra-se em processo de catalogação o acervo do instrumentista, maestro e compositor Paulo Moura (1932-2010).

Fonte original: Agência Brasil

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Como sou uma eterna apaixona pela obra e vida do compositor, sugiro que façam essa belíssima travessia, aqui:

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