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Ivo viu a viúva é o melhor caminho para gostar de ler e escrever

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O “velho Braga” e a aula de inglês.

Eu sou suspeito para falar, pois aprendi a gostar de ler através das crônicas de Rubem Braga, e se não fosse essa aventura, a de escapar do mundo através da leitura, a vida teria sido muito aborrecida.
Sou-lhe pessoalmente grato e duplamente reverente. Se ele me incutiu na mais tenra idade (expressão que jamais usaria) o gosto em pegar um livro e passar o tempo conversando com seus personagens, foi lendo aqueles textos que também pensei: hum, isso eu também posso fazer.
RB tem essa dupla indicação.

A primeira: ele é a forma mais evidente de prazer de leitura inventado pela literatura brasileira. Seu texto flui sem pedantismo, sem malabarismo estilístico. “Prefiro as palavras curtas e as de sentido consagrado”, costumava dizer quando lhe perguntavam sobre sua técnica.
Rubem Braga é cúmplice apenas na arte da palavra que puxa palavra, em carregar o leitor, ofegante de prazer, até o fim do texto. Não há forma mais segura de seduzir um jovem para a leitura do que lhe pondo na mão uma crônica como “A aula de inglês”.

Vence na vida quem diz sim?

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Bárbara,  Ana de Amsterdam e  o elogio à traição.

Naqueles duros e amargos tempos, esta afirmação era a estratégia para incutir na cabeça das pessoas uma falsa regra. E a senha era: delate, não importa quem, e se dê bem!

Especial da Rede Bandeirantes, provavelmente em 1974.

Música da peça Calabar, composta por Ruy Guerra e Chico Buarque, censurada pelo regime militar (ditadura).


O trabalho sujo está no Campo, o escravo também

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Lista suja do trabalho escravo tem 409 empregadores, que escravizam aproximadamente 9,1 mil trabalhadores.

No Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, lembrado ontem (28), 409 empregadores estão na lista suja do trabalho escravo, elaborada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Instituto Ethos, a Organização Não Governamental (ONG) Repórter Brasil e o Ministério do Trabalho. A lista reúne empresas ou contratantes (pessoa física) que mantêm trabalhadores em condições análogas às de escravidão.

Calcula-se que os citados no cadastro empregam 9,1 mil trabalhadores, em setores majoritariamente agropecuários – como na criação e no abate de animais, no plantio e no cultivo de espécies vegetais, segundo apurou a Agência Brasil. Ainda há empresas de extração mineral, comércio e construção civil.
A lista suja do Trabalho Escravo está disponível na íntegra na internet, e pode ser consultada por qualquer pessoa por meio do nome da propriedade, do ramo de atividade, do nome do empregador (pessoa jurídica ou física), dos cadastros de Pessoa Física (CPF) ou de Pessoa Jurídica (CNPJ), do município ou do estado. A lista foi criada em 2004 por meio de resolução do Ministério do Trabalho.

O infrator (pessoa física ou empresa) é incluído na lista após decisão administrativa sobre o auto de infração lavrado pela fiscalização. Os dados são atualizados pelo setor de Inspeção do Trabalho do ministério. Quando entra na lista, o infrator é impedido de ter acesso a crédito em instituições financeiras públicas, como os bancos do Brasil, do Nordeste, da Amazônia, e aos fundos constitucionais de financiamento. O registro na lista suja só é retirado quando, depois de um período de dois anos de monitoramento, não houver reincidência e forem quitadas todas as multas da infração e os débitos trabalhistas e previdenciários. Durante esta semana, serão promovidos diversos eventos em várias cidades do país para debater a questão.

O ministro do Trabalho, Brizola Neto, se reuniu hoje com membros da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), em Belo Horizonte, para discutir os desafios e os avanços do tema - como o trâmite no Congresso Nacional da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Trabalho Escravo, que prevê a expropriação de terras urbanas e rurais onde for comprovado o uso desse tipo de trabalho. A PEC já foi aprovada pela Câmara e precisa passar pelo Senado, o que está previsto para ocorrer ainda este ano.

Fonte: Agência Brasil, Brasília.

Antropóloga disseca caso de racismo na BMW

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Qual mal-entendido?

O casal, branco, queria comprar uma BMW no Rio; o gerente da loja, ia expulsar um menino negro de 7 anos. Era o filho deles.

“Segundo Débora Diniz, o mal-entendido na concessionária da Barra da Tijuca (RJ) reflete uma realidade brasileira: crianças negras são invisíveis ao universo do consumo”.

Priscilla Celeste Munk é mãe de uma criança negra de sete anos. No catálogo racial brasileiro, ela é uma mulher branca. Sua branquidade se anuncia pela cor da pele, mas também pela classe social. Foi como uma mulher branca, acompanhada de seu marido também branco, Ronald Munk, que vivenciou o racismo contra seu filho adotivo em um dos templos do consumo de luxo no país - uma concessionária de carros BMW no Rio de Janeiro. 

A cena foi prosaica: a família foi à concessionária e o filho se entreteve com uma televisão. O gerente os atendeu como um casal desacompanhado. Quando a criança se aproximou, a cor de sua pele resumiu a impertinência de sua presença em um lugar onde somente brancos e ricos seriam bem-vindos. Sem se dirigir ao casal, o gerente ordenou que a criança saísse da loja: "Você não pode ficar aqui dentro. Aqui não é lugar para você. Saia da loja. Eles pedem dinheiro e incomodam os clientes".

Quero falar uma coisa...

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Coração de Estudante, 
"Há que se cuidar da vida,
Há que se cuidar do mundo....".



Aos corações dos familiares e amigos dos mais de duzentos estudantes de Santa Maria, meus sinceros sentimentos.

Nota: Se por algum motivo o vídeo não abrir, por favor acesse aqui.http://www.youtube.com/watch?v=xwYchA3M0Dg


A beijação geral

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E o beijo insofismável...

Em 1980 explodiu na cidade brasileira de Sorocaba (SP) uma insólita manifestação popular.

Em plena ditadura militar, uma ordem judicial havia proibido os beijos que atentavam contra a moral pública. A sentença do juiz Manuel Moralles, que castigava esses beijos com cadeia, os descreve assim:

"Beijos há que são libidinosos e, portanto, obscenos, como o beijo no pescoço, nas partes pudendas etc., e como o beijo cinematográfico, em que as mucosas labiais se unem numa insofismável expansão de sensualidade".

A cidade respondeu se transformado num grande beijódromo. Nunca ninguém se beijou tanto. A proibição multiplicou a vontade, e teve muita gente que só de curiosidade quis conhecer o gostinho do beijo insofismável.

(Eduardo Galeano, Os Filhos dos Dias)

Pena que à época não existia Marisa Monte e a música "Beija eu, beija eu, me beija...".

Hoje é o dia da Bossa Nova e aniversário do maestro Tom Jobim

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E... Chega de Saudades! 

Tom Jobim não gostava de Elis Regina. Preferia a Nara Leão, a musa...

Elis por sua vez, também não gostava do Tom. Só passou a gostar dele depois que se casou com Ronaldo Bôscoli. A partir dai virou a melhor interprete das músicas do maestro.

Nara era noiva de Bôscoli que a trocou pela Maysa, durante uma viagem que fizeram a Argentina. Mais tarde ele se casou  com Elis.

Wilson Simonal era de uma outra vertente da Bossa Nova. Aquela enquadrada pela Rede Globo. Foi banido do movimento depois que virou  “dedo duro”  da ditadura militar. Foi acusado der ter dedurado  várias pessoas no meio artístico, entre estes, Chico, Caetano, Gil, Geraldo Vandré (que até hoje nega), Elke Maravilha e o maestro Erlon Chaves.
Miucha, irmã do Chico, apaixonou-se pelo João Gilberto, o do Banquinho e um Violão. Da união nasceu uma filha: Bebel Gilberto.

O apresentador Flávio Cavalcante, famoso à época, apesar de ser de direita, deu abrigo a muitos artistas em seu sítio em Petrópolis, ate que pudessem sair do país.
Estas e outras histórias você encontra no livro Chega de Saudade – A História e as Histórias da Bossa Nova de Ruy Castro. Imperdível.
Para comemorar a data, a Rádio Nacional FM de Brasília (96.1) estará veiculando durante todo o dia (24 horas) uma programação especial sobre a música mais charmosa do Brasil.

Vale a pena ouvir as músicas e as histórias que serão contadas.  

Então, apure os ouvidos... 

Nota: Publicado originalmente no Travessia em 25.01.2011.

Um convite VIP

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TOP BLOG 2012: Cerimônia de Premiação. 

Recebi o convite para participar da cerimônia de premiação do Top Blog 2012, que será realizada no próximo sábado (26) no auditório da Universidade Paulista (Unip) – Campus Vergueiro, em São Paulo – quando será divulgada a colocação de cada finalista.

Todos os blogueiros inscritos durante o mês de agosto de 2012 divulgaram seus blogs, e assim, de setembro a outubro, captaram o maior número de votos para chegar até a reta final – o “Top100” – que selecionou os cem blogs mais votados de cada categoria, pelo júri popular, que passaram para a segunda etapa do prêmio. Os votos foram recebidos por e-mail, Facebook e Twitter.

O Travessia ficou pelo terceiro ano consecutivo, entre os “Top 100”, o que considero uma grande conquista. Conquista está, que divido com todos (as) que votaram, divulgaram, apoiaram e apóiam sempre. Aos que sabem apenas criticar, também agradeço.

Por motivo pessoal não irei à cerimônia. Mas, com certeza, com o apoio de todos (as) continuaremos fazendo muitas travessias no ano que ora começa.

Por tudo, peço-lhes que recebam o meu carinho e gratidão.

Muito obrigada! 


“Neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. (…) Porque somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos a nossa fé no Brasil acima dos nossos interesses políticos ou pessoais”, finalizou.

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, em pronunciamento, que, a partir desta quinta-feira (24), passará a vigorar a redução de 18% na tarifa de energia para os consumidores residenciais. Para o comércio e a indústria, a diminuição será de até 32%. O corte é ainda maior do que o anunciado pela presidenta em setembro de 2012: 16,2% para residências e até 28% para a indústria. Dilma também disse que o Brasil é um dos poucos países que ao mesmo tempo reduz a tarifa de luz e aumenta a produção de energia.

“Esse movimento simultâneo nos deixa em situação privilegiada no mundo. Isso significa que o Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata, significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo”, afirmou Dilma.

O que o filme "Lincoln", de Spielberg, não diz sobre Lincoln

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O filme “Lincoln”, de Steven Spielberg, que acaba de estrear no Brasil, narra como esse presidente de forte lembrança popular lutou contra a escravidão e pela transformação dos escravos em trabalhadores. O que a obra cinematográfica não conta, porém, é que Lincoln também lutou por outra emancipação: que os escravos e os trabalhadores em geral fossem senhores não apenas de sua atividade em si, mas também do produto resultante de seu trabalho.
Vicenç Navarro*

O filme “Lincoln”, produzido e dirigido por um dos diretores mais conhecidos dos EUA, Steven Spielberg, fez reviver um grande interesse pela figura de Lincoln, um dos presidentes que, como Franklin D. Roosevelt, sempre apareceu no ideário estadunidense com grande lembrança popular. Destaca-se tal figura política como o fiador da unidade dos EUA, após derrotar os confederados que aspiravam à secessão dos Estados do Sul daquele Estado federal. É também uma figura que se destaca na história dos EUA por ter abolido a escravidão e ter dado a liberdade e a cidadania aos descendentes das populações imigrantes de origem africana, ou seja, a população negra, que nos EUA se conhece como a população afro-americana.

Será surpresa para um grande número de leitores saber que os escritos de Karl Marx influenciaram Abraham Lincoln, tal como documenta detalhadamente John Nichols em seu excelente artículo “Reading Karl Marx with Abraham Lincoln Utopian socialists, Germam communists and other republicans” publicado em Political Affairs (27/11/12), e do qual extraio as citações, assim como a maioria dos dados publicados neste artigo. Os escritos de Karl Marx eram conhecidos entre os grupos de intelectuais que estavam profundamente insatisfeitos com a situação política e econômica dos EUA, como era o caso de Lincoln.

Não resta dúvida que Lincoln foi uma personalidade complexa, com muitos altos e baixos. Mas as simpatias estão escritas e bem definidas em seus discursos. E mais, os intensos debates que aconteciam nas esquerdas europeias se reproduziam também nos círculos progressistas dos EUA. Na realidade, a maior influência sobre Lincoln foi a dos socialistas utópicos alemães, muitos dos quais se refugiaram em Ilinóis fugindo da repressão europeia.

Quer descobrir mais? Aqui! 

Igaraçu, a primeira UBS Fluvial

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Chegará pelas águas e conectada via satélite.

A partir de agora as populações ribeirinhas do Amazonas passarão a contar com uma Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF), que atenderá mais de 12 mil pessoas em 230 comunidades. 

A UBSF Igaraçu é a primeira a ser construída com recursos federais e terá o reforço de uma equipe de Saúde da Família. Na embarcação serão atendidas as populações ribeirinhas que vivem às margens dos rios Madeira, Madeirinha, Autaz-Açu, Canumã, Abacaxis e Sucunduri. 

Igaraçu, que significa “Canoa Grande” na língua tupi, prestará assistência na Atenção Básica às comunidades com dificuldade de acesso aos serviços de saúde.

Iniciado em 2011, o Programa de Construção de Unidades Básicas de Saúde Fluviais, recebeu um investimento de mais de R$ 1,2 milhão e já atende mais de 15 mil pessoas de 72 comunidades ribeirinhas nas margens do rio Tapajós. As próximas unidades serão Portel (PA), Gurupá (PA) e Cruzeiro do Sul (AC).

O sapato

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Em 1919, a revolucionária Rosa Luxemburgo foi assassinada em Berlim.

Ela foi arrebentada a coronhadas de fuzil pelos assassinos, e depois jogada nas águas de um canal.

No caminho, perdeu um sapato.
Alguém recolheu esse sapato, jogado no barro.

Rosa queria um mundo onde a justiça não fosse sacrificada em nome da liberdade, nem a liberdade sacrificada em nome da justiça.

Todos os dias, alguém recolhe essa bandeira.
Jogada no barro como o sapato.

(Eduardo Galeano, Os filhos dos Dias)

Um aviso para a Folha Universal: Hoje é o Dia Mundial da Religião

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Hoje também,

É comemorado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data lembra oposição a toda forma de violência contra a manifestação religiosa pessoal ou grupal. No Brasil, a liberdade de expressão religiosa é um direito garantido pela Constituição Federal.

Em 2007 foi sancionada, pelo ex-presidente Lula, a Lei nº 11.635 que faz do 21 de janeiro o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data presta homenagem à Iyalorixá baiana (mãe de Santo) Gildásia dos Santos e Santos, que faleceu na mesma data, em 2000, vítima de enfarto.

Ela era hipertensa e teve um ataque cardíaco após ver sua imagem utilizada sem autorização, em uma matéria do jornal evangélico Folha Universal, edição 39, sob o título “Macumbeiros Charlatães lesam o bolso e a vida dos clientes”. O texto não era menos ofensivo e agredia as tradições de matriz africana, das quais Gildásia era representante.

O ataque ocorreu em nome de um suposto “Deus”, que muitos fundamentalistas só sabem explicar por repetição de frases de efeitos.

Em animação

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O Crime e castigo ficam mais leve.

Desenho animado com base no romance Crime e castigo, do escritor russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881), publicado originalmente em 1866.
A realização é do cineasta polaco Piotr Dumala.


Bom filme!
Bom final de semana.

Revista Marie Claire: O Bolsa Família e a revolução feminista no sertão

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E que revolução!

A antropóloga Walquiria Domingues Leão Rêgo testemunhou, nos últimos cinco anos, a uma mudança de comportamento nas áreas mais pobres e, talvez, machistas do Brasil. O dinheiro do Bolsa Família trouxe poder de escolha às mulheres. 

Elas agora decidem desde a lista do supermercado até o pedido de divórcio
Uma revolução está em curso. Silencioso e lento - 52 anos depois da criação da pílula anticoncepcional - o feminismo começa a tomar forma nos rincões mais pobres e, possivelmente, mais machistas do Brasil. 


O interior do Piauí, o litoral de Alagoas, o Vale do Jequitinhonha, em Minas, o interior do Maranhão e a periferia de São Luís são o cenário desse movimento.

*****


Quem o descreve é a antropóloga Walquiria Domingues Leão Rêgo, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Nos últimos cinco anos, Walquiria acompanhou, ano a ano, as mudanças na vida de mais de cem mulheres, todas beneficiárias do Bolsa Família. Foi às áreas mais isoladas, contando apenas com os próprios recursos, para fazer um exercício raro: ouvir da boca dessas mulheres como a vida delas havia (ou não) mudado depois da criação do programa.

A revista adiantou parte das conclusões de Walquiria. A pesquisa completa será contada em um livro, a ser lançado ainda este ano.

Com oportunidade, todos ficarão parelhos...

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Especificamente no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), onde os dados não mentem.

Veja alguns exemplos de notas de corte/ pontuação, por curso/área:
-Medicina: -Cotistas: 761,67, -Ampla concorrência: 787,56
-Pedagogia:  -Cotistas: 591,58, -Ampla concorrência: 598,08 
-Licenciatura: -Cotistas: 606,45, -Ampla concorrência: 627,51

No levantamento do Ministério da Educação (MEC), o apontamento é real e reflete à realidade que precisa ser enxergada por todos.  Do total de 1.949.958 inscritos, 864.830 optaram pelas vagas destinadas a cotas raciais e socioeconômicas. O número corresponde a 44% dos inscritos. 

Entre os inscritos pelas cotas, 349.904 candidatos se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e, 193.238 alunos se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas - independentemente do critério da renda familiar. Baseado no critério da renda familiar abaixo de 1,5 salário mínimo, foram 168.243 alunos inscritos. Já no critério referente apenas aos estudantes que fizeram o ensino médio na rede pública, foram inscritos 153.445 candidatos. 

Dilma tem dois: um anatômico e um político

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Promessa é dívida. Só que neste caso, positiva.

Uns, por alguma visão mágica, não acreditaram.

Outros, deliberadamente torceram contra.

Mas...

Dilma falou, prometeu e sancionou ontem (14) a lei que prorroga as concessões de geração de energia elétrica e reduz encargos setoriais de forma a oferecer tarifas menores ao consumidor, cumprindo assim  a promessa, em que pese a constante oposição partidária e midiática patrocinada pela Globo, o Estadão e a Folha de São Paulo.

De acordo com a Lei 12.783, de 11 de janeiro de 2013, as concessões de geração de energia elétrica poderão ser prorrogadas uma única vez, pelo prazo de até 30 anos, de forma a assegurar a continuidade e a eficiência da prestação dos serviços e tarifa mais baixa.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disciplinará os critérios para o repasse, e a tarifa que será paga pelo consumidor final, de forma a preservar a qualidade e os investimentos necessários para manter a qualidade e continuidade da prestação do serviço pelas usinas hidrelétricas.

Promessa é dívida, só que nem todos os presidenciáveis que fizeram esta mesma promessa em sucessivas   campanhas eleitorais, tiveram "peito" para cumprir.

Dilma tem dois: um anatômico e um político...

Rubem Braga, o poder e a porca mal capada

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Rubem Braga e o poder

Em 1990, Rubem Braga descobriu que estava com câncer. O presidente Collor confiscara todos os haveres bancários, incluídos os das cadernetas de poupança. Carlos Castello Branco – que não era amigo do cronista e havia feito uma cirurgia nos Estados Unidos, para livrar-se de mal semelhante – escreveu-lhe uma carta. Nela, com grande otimismo, aconselhava o autor de O Conde e o Passarinhoa tratar-se no mesmo hospital em que se tratara, creio que em Houston.

Rubem disse aos amigos comuns que iria a Houston, com prazer, desde que o governo liberasse as suas aplicações. Sua amiga Vera Brant acionou as excelentes relações em Brasília, para que o dinheiro de Rubem – não tão grande assim – lhe fosse entregue para a viagem e o tratamento, comunicou ao cronista as suas diligências e a confiança em que tudo seria resolvido logo.

Rubem, segundo alguns amigos, começou a pensar na viagem, enquanto o tempo passava. Uma semana, duas semanas, um mês – e nada. As pessoas do governo, contatadas por Vera Brant, davam vagas informações do pleito, até que a brava mineira reclamou uma resposta clara: o Ministério da Fazenda – ou da Economia, não me lembro ao certo – informou que se todos os que estivessem com câncer pedissem a liberação de seus haveres, o Plano Collor fracassaria.

Vera então imaginou um ardil. Disse a Rubem que o dinheiro já estava liberado, mas dependia de meras providências burocráticas. Assim, ela e outros amigos iriam adiantar-lhe a importância necessária para a viagem, e ele, quando recebesse seu dinheiro, poderia devolvê-la.
Rubem agradeceu muito, mas como homem honrado e orgulhoso, não aceitava. Percebera a manobra amiga da escritora, agradeceu, recusou com elegância e polidez. Não era um necessitado, só queria que lhe devolvessem as economias que fizera, e com as quais cuidaria da própria saúde. Entendia a solidariedade de Vera e seus amigos, mas era um homem soberbo.

O ano-chave das eleições não é 2014, é 2013.

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E o jogo já começou...

"Há toda uma nova geração de brasileiros que já não se recorda do que era este país antes de Lula.

Não sabe o que era a educação sem Fundeb, sem Pró-Uni, sem Cefet’s, sem as universidades que foram criadas ou ampliadas. Não sabe o que era a Saúde sem a Política Nacional de Urgência e Emergência – da qual fazem parte o SAMU e as Unidades de Pronto Atendimento – e sem Brasil Sorridente”.

A oposição sabe que o ano-chave das eleições não é 2014, é 2013. Ou ela começa já a derrubar a popularidade de Dilma, incentiva candidaturas competitivas e estigmatiza de vez o partido da presidenta, ou pode dar adeus não só às suas remotas chances de vitória, mas de que haja segundo turno em 2014. O “timing” para fazer isso é 2013, ou será tarde demais para conseguir tirar a vantagem que hoje tem a presidenta contra qualquer adversário.

O prazer de ir...

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Em 1887, 

Nasceu, em Salta, o homem que foi Salta: Juan Carlos Dávalos, fundador de uma dinastia de músicos e poetas.

Pelo que dizem os dizeres, ele foi o primeiro tripulante de um Ford T, o Ford Bigode, naquelas comarcas do Norte argentino.

Pelos caminhos afora, lá vinha seu Ford T, roncando e esfumaçando.
Vinha lento. A tartarugas paravam e se sentavam para esperar por ele.

Um vizinho se aproximou. Preocupado, cumprimentou, comentou:
-Mas, dom Dávalos... Desse jeito, o senhor não vai chegar nunca...

E ele explicou:
-Eu não viajo para chegar. Viajo para ir.

(Eduardo Galeano, Os Filhos dos Dias)

Para,

Sem perdão para o infrator e a infração

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Dilma derruba tentativa de afrouxar punição a motoristas infratores.

Projeto de lei da Câmara proibia recolher habilitação em certos casos. Presidente entendeu que a ideia contraria interesse público.

A presidente Dilma Rousseff barrou ontem (10) uma tentativa da Câmara dos Deputados de afrouxar a punição para motoristas infratores. Dilma vetou integralmente o projeto de lei que proibia o recolhimento da habilitação nos casos em que o condutor dirige, ou entrega a direção, ou permite que alguém conduza o veículo de categoria diferente da qual é habilitado, infrações previstas nos artigos 162 a 164, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A presidente argumentou que, ao afastar a medida administrativa de recolhimento da habilitação "a proposta opta pelo afrouxamento das regras de trânsito vigentes, em contrariedade ao interesse público”. Caso a presidente Dilma não tivesse vetado o projeto, o motorista pego em qualquer das situações acima cometeria infração gravíssima, punida com multa e apreensão do veículo. Mas continuaria com a habilitação. 

O veto da presidente volta ao Congresso Nacional para ser apreciado.

Fonte: Correio Brasiliense
Ambos do PSDB.

Em sua grande maioria, a população do Entorno do Distrito Federal (GO/MG) mora no entorno, vota no entorno, vive no entorno e  trabalha nas cidades do DF. Mas é especialmente em Brasília que busca atendimento médico.

E é em Brasília que reclama da falta de energia elétrica, água, saneamento básico e assistência à saúde,  e apóia quando diariamente as prefeituras das cidades do entorno despejam no DF, como quem despeja sacos de batatas, uma “ruma” de doentes nos hospitais públicos de Brasília.

-E a imprensa local gosta... E a nacional também...

-E a população também gosta. Só que do circo que invariavelmente é armado.

-E, a porrada jornalística no governo Agnelo (PT) corre solta...

-E nenhuma linha ou imagem cobrando as responsabilidades do Marconi Pirillo e Antonio Anastasia

A impressão que resta é que o usuário e morador do entorno desconhece a existência dos dois, ou quem sabe, prefira não “comprar” briga com os parceiros e sócios das cachoeiras goianas, especialmente em Águas Lindas de Goiás, cidade dos negócios de Carlinhos Cachoeira.

O amigo do mar

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João, lendo o Manifesto
"Rubras cascatas
Jorravam das costas dos negros
Pelas pontas das chibatas
Inundando o coração
De toda tripulação
Que a exemplo do marinheiro
Gritava não"

João Cândido, morto em 1969 aos 89 anos, virou o “navegante negro” da música O Mestre-Sala dos Mares, de João Bosco e Aldir Blanc. Originalmente, seria o “almirante negro”A letra original (1975) foi modificada pela ditadura miliar.

Líder da Revolta da Chibata, inocentado há 100 anos, teve sua anistia reconhecida apenas em 2008.
Oposição ataca medidas, mas calam sobre as que os beneficiam.

Agora, a pergunta que fica e que a oposição precisa responder é: o que seria dos Estados governados pelos tucanos - a começar pelos três mais importantes, São Paulo, Minas e Paraná, todos com governadores do PSDB - sem as autorizações de aumento do teto da dívida pelo governo federal?

Percebam, endividaram-se além do permitido, o governo precisou elevar esse teto... 

Mas, disso não falam. 


Fora a antecipação de receitas e  outras saídas nada ortodoxas que eles adotam em sua peculiar forma de governar, jeito tucano de administrar...

O que seria da oposição sem elevação do teto de endividamento estadual? 

E ainda são contra as medidas de redução das tarifas de energia, que o governo federal anunciou e vai fazer.

Mas, publicamente, não admitem.
Fecharam o Bico!

Unicef abre debate sobre habilidades das pessoas com deficiência

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O Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) anunciou que vai selecionar vídeos produzidos por crianças, adolescentes e jovens de até 25 anos sobre o tema deficiência. 

O vídeo vencedor do concurso intitulado Tem a ver com habilidade! será usado no lançamento, em maio, quando da apresentação do relatório Situação Mundial da Infância 2013: crianças com deficiência. 

Pela primeira vez, o documento, apresentado anualmente, abordará esse assunto.

Segundo as informações do escritório do Unicef no Brasil, os interessados devem enviar os filmes até o dia 15 deste mês para a sede do Fundo, em Nova Iorque. Os filmes podem ser de qualquer gênero – drama, comédia, documentário, ter duração de um minuto, tratar de experiências pessoais, dos direitos das pessoas com deficiência, além dos desafios que enfrentam.

Transcrição ou legenda

Não há obrigatoriedade de idioma, mas, caso os filmes não sejam em inglês, devem estar acompanhados da transcrição do texto ou ser legendados. A análise caberá a um painel global, formado por comunicadores e jovens. O responsável pela obra vencedora será premiado com uma filmadora. O regulamento do concurso pode ser conferido no site do Unicef.

Festival de cinema voltado ao público jovem chega pela primeira vez ao Brasil

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Com o tema O Amor, 

Chega pela primeira vez ao Brasil o Giffoni Film Festival, evento criado em 1971 pelo italiano Claudio Gubitosi cujo objetivo é levar os jovens às salas de cinema. O festival, que se tornou tradição na Europa, também convida o público jovem a ser jurado da mostra e o incentiva a desenvolver a crítica de cinema, além de trocar informações com cinéfilos, atores e diretores de diversas partes do mundo.

Já foram realizadas 42 edições do evento na Itália, nos Estados Unidos, na Austrália e Polônia. Todos os anos participam celebridades, produtores e diretores de cinema, que atuam como mediadores para o intercâmbio e a aproximação dos jovens.

O nome, Giffoni Film Festival, está relacionado à origem do festival, que começou no Sul da Itália, na cidade de Giffoni Valle Piana. Em todas as edições já recebeu participantes de mais de 54 países. A expansão do festival para adaptá-lo às localidades onde é feito começou em 2000, quando foi criada a rede Giffoni World Alliance. Entre os atores famosos que já prestigiaram o evento estão Robert De Niro, Jessica Alba, Nicolas Cage, Steven Spielberg, Cuba Gooding Jr e Dianna Agron.

Durante o festival, organizado no Brasil pela Fundação Memorial da América Latina, o público poderá assistir sessões abertas, fechadas, pré-estreias, palestras e debates. O Giffoni Film Festival começa dia 28 de janeiro e vai até 1º de fevereiro, sempre encerrando com shows, espetáculos e oficinas no final das tardes.

Serão selecionados 400 jurados de diversos países, e os brasileiros que quiserem participar do grupo deverão se inscrever em escolas parceiras espalhadas pelo país e pelo site do festival. O comitê organizador selecionará 15 filmes nacionais e internacionais que serão avaliados e premiados segundo escolha do juri mirim subdividido em duas faixas etárias: de 12 a 14 e 15 a 17 anos.

Agência Brasil

Soledad, a Neta.

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Soledad, executada
A neta de Rafael Barrett, costumava recordar uma frase do avô:

- Se o Bem não existe, é preciso inventá-lo.

Rafael, paraguaio por escolha própria, revolucionário por vocação, passou mais tempo na cadeia que em casa, e morreu no exílio.

A neta foi crivada de balas no Brasil, no dia de hoje de 1973.

O cabo Anselmo, marinheiro insurgente, chefe “revolucionário” foi quem a entregou.
Cansado de ser perdedor, arrependido de tudo o que acreditava e gostava, ele delatou um por um seus companheiros de luta contra a ditadura militar brasileira, e os despachou para o suplício ou matadouro.

Soledad que era sua mulher, ele deixou para o fim.

Anselmo, hoje, vivo
O cabo Anselmo apontou o lugar onde ela se escondia e foi-se embora.
Já estava no aeroporto quando ouviram-se os primeiros tiros.

Do livro Os Filhos dos Dias.

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